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Alimentação Saudável x Trabalho de Caminhoneiro

O trabalho dos caminhoneiros é um dos mais exigentes no que se diz respeito à necessidade de boas condições físicas e mentais, simultaneamente . Para isso, é importante manter uma boa alimentação.

Comer bem é sinônimo de saúde. Mas comer bem não significa comer muito, como acreditavam nossas avós. Uma alimentação saudável e equilibrada previne doenças e melhora a qualidade de vida. Com pequenos cuidados na sua rotina diária, é possível viver muito melhor.

O estilo de vida convencional dos caminhoneiros estimula o aparecimento de diversos problemas de saúde. Entre eles há uma grande proporção de pessoas com vida sedentária, alimentação inadequada, sobrepeso e hipertensão, agravada no caso dos fumantes. Com todos estes fatores, quem mais sofre é o coração, advindo as coronariopatias.

Os riscos de acidentes com motoristas de caminhão são 3,5 vezes maiores entre os que têm doenças degenerativas.

Horas ao volante para cumprir o prazo da entrega e viagens longas, essa é a rotina da maioria dos carreteiros que por causa da “falta de tempo” se alimentam de forma inadequada e ficam vulneráveis a ter problemas de saúde, como obesidade, hipertensão arterial e até mesmo infarto.

Fazer refeições fora de horários fixos agrava os problemas de obesidade e os distúrbios cardíacos. Esta vida desregrada que os caminhoneiros levam, acaba levando-os à obesidade, que traz como conseqüências problemas cardíacos e ortopédicos (lombalgias, dores nos joelhos, etc.). Muitos caminhoneiros trocam uma boa refeição por sanduíche com refrigerante.

Todo motorista sabe que para manter o bom desempenho de seu caminhão é necessário utilizar um combustível de boa qualidade. A mesma prática deveria ser aplicada quando fosse escolher os tipos de alimentos para ingerir durante as refeições. Afinal, da mesma forma que um caminhão sem um bom combustível tem as suas funções reduzidas, um corpo que não ingere alimentos saudáveis não funciona bem e fica mais vulnerável ao desenvolvimento de doenças como pressão alta, infarto, obesidade e colesterol alto.

Caminhoneiro bom não mistura álcool e direção

•         Amigo caminhoneiro, a combinação álcool e direção é o maior crime no trânsito do Brasil, quem bebe e dirige nunca estará seguro na direção;

•         O motorista que bebe e dirige não consegue se sair bem em qualquer situação inesperada no trânsito, fica sem reflexos e consegue acompanhar apenas uma coisa de cada vez;

•         Além dos riscos a vida, beber e dirigir é crime, o motorista que dirige embriagado pagará multa, será preso e terá sua carteira suspensa por um ano;

•         E lembre-se café forte, banho frio e “tomar ar” não protegem a vida de um motorista alcoolizado. Pelo seu bem não dirija embriagado.

10 Passos para a Alimentação Saudável dos Caminhoneiros

1.Coma sempre verduras e legumes de cores variadas: amarelo, laranja, vermelho, verde escuro, verde claro, roxo, etc. Quanto mais colorido o prato, mas rica e equilibrada é a alimentação.

2. Mastigue bem. Quanto mais mastigamos, mais absorvemos os nutrientes dos alimentos.

3. Prefira alimentos grelhados, cozidos e refogados. Frituras engordam e dificultam a digestão.

4. Tome pelo menos oito copos de água por dia, mas procure não beber nada durante as refeições. Cuidado com a contaminação, só beba água mineral ou fervida e mantenha o reservatório de água do caminhão sempre limpo.

5. Tenha sempre frutas no caminhão e coma pelo menos três por dia, entre as refeições. Aproveite para conhecer a incrível variedade de frutas que o Brasil oferece.

6. A alimentação deve ser dividida em três refeições principais e três lanches intermediários. Assim, quando for comer, você não corre o risco de exagerar.

7. Não durma logo após as refeições, nem ingira alimentos muito pesados à noite, pois neste período a digestão é mais lenta.

8. Prefira carnes magras, peixes e aves sem pele.

9. Coma bastante salada crua antes dos pratos quentes. Elas contém fibras, que são muito importantes para a saúde. Mas cuide com a higiene. Antes de comer a salada deixe-a mergulhada em uma vasilha com água e hipoclorito de sódio.

10. Diminua o consumo de sal, açúcar, doces e refrigerantes.

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Anorexia e bulimia: caia fora dessa roubada!

Se a preocupação com o corpo e com a comida não sai da sua cabeça, é hora de parar e pensar: será que isso é saudável?
Você deve conhecer alguém assim. Aquele amigo (a) que só fala em comida, que sabe todas as novidades da dieta, que fica mandando todo mundo comer enquanto ele (a) belisca um tequinho e diz que está estourando. 

Ou que, quando come, fica se lastimando, reclamando, jurando que amanhã vai ficar só na água ou vai se matar na academia. Ai, fala sério: ninguém merece!

Além de ficarem muito chatos, meninas e meninos assim correm um grande risco: o de desenvolver doenças relacionadas à alimentação, chamadas de transtornos alimentares.

Os mais conhecidos são a bulimia e a anorexia. Apesar de serem bem diferentes, essas doenças têm como origem comum a preocupação excessiva com o corpo. É aquele medo enorme de engordar que transforma a relação com a comida na coisa mais importante do mundo.
Os anoréxicos simplesmente param de comer e continuam se achando gordas mesmo depois de estarem esqueléticos. 

Já os bulímicos, colocam o dedo na garganta para provocar o vômito, passam horas a fio suando na academia, tomando laxante ou ficando o dia inteiro em jejum para não engordar.
O que é normal? 

Isto é normal: Olhar-se no espelho e achar que está com uma barriguinha meio saliente. Prometer-se que amanhã vai começar a fazer ginástica, sem deixar de lado o sorvete com a amiga.
Isto não é normal: Olhar-se no espelho e achar que está com uma barriguinha horrorosamente grande. Ligar para a amiga, desmarcar o sorvete e correr para a academia.

Isto é normal: Exagerar no lanche com as amigas e comentar: “Putz, comi demais!”
Isto não é normal: Exagerar no lanche com as amigas, pensar “comi demais” e correr para o banheiro vomitar tudo.
Isto é normal: Controlar-se para não exagerar nos doces durante a semana. Assim você pode se esbaldar no almoço na casa da sua avó no domingo.
Isto não é normal: Esbaldar-se no almoço da sua avó no domingo e, por isso, passar o resto da semana a água e alface, falando a cada minuto “eu sou um (a) gordo (a), eu sou um (a) gordo (a)”.
Isto é normal: Saber quais alimentos fazem bem à sua saúde e quais engordam. Tentar, dentro do possível, maneirar nos doces e frituras.
Isto não é normal: Conhecer as calorias de todos os alimentos e recusar veementemente qualquer coisa que possa engordar.
Isto é normal: Querer ter um corpo bonito.
Isto não é normal: Achar que é impossível ser feliz se não for magérrimo (a).
Isto é normal: Escolher aquela mousse de chocolate deliciosa de sobremesa. À tarde você se controla mais.
Isto não é normal: Ver aquela mousse de chocolate que você adora e preferir a taça de gelatina diet.

Cuide-se Hoje Pensando no Amanhã: Recomendações Alimentares para Menopausa

A mulher quando chega aos 40 anos deve estar mais atenta à sua alimentação, por 3 motivos principais: osteoporose, envelhecimento precoce e menopausa.

Com relação à osteoporose, é muito importante que a mulher coma muitos alimentos fonte de cálcio, tais como: leite e iogurte desnatado, peixes enlatados (com as espinhas), alimentos ricos em vitamina D (por exemplo os laticínios), verduras de cor escura (exceção feita ao espinafre por conter ácido oxálico que inibe a absorção do cálcio). Deve-se evitar o consumo de álcool e cafeína por estimularem a produção de urina e acelerar a perda de cálcio.

Como a soja atua na redução dos sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) e na regulação dos hormônios na menopausa ?

A tensão pré-menstrual e o climatério são causados por alterações hormonais, principalmente no nível de estrógeno no sangue. As mulheres em fase de pré-menopausa e menopausa podem se beneficiar de uma dieta com ingestão diária de soja, que é rica em isoflavonas. As isoflavonas são fitoestrógenos com estrutura química bastante semelhante à do estrógeno.

 

Posso substituir os hormônios químicos usados na terapia de reposição hormonal pela soja?

A substituição dos hormônios químicos deve ser discutida previamente com seu médico. Estudos internacionais indicam que a isoflavona é capaz de substituir os hormônios sintéticos empregados na terapia de reposição hormonal (TRH), cuja indicação vem sendo questionada por cientistas da área médica devido ao aumento, principalmente, da incidência de câncer de mama.

Nutrição na Melhor Idade

À medida que se envelhece, as necessidades de energia do corpo diminuem, mas ao mesmo tempo, cresce a demanda por alguns nutrientes. Embora o envelhecimento seja inevitável, alguns cuidados podem prevenir muitas das alterações degenerativas comuns em idosos.
De um modo geral, os idosos são o grupo mais mal nutrido de todos e há muitas razões para isso: o apetite, o paladar e o olfato diminuem com a idade, tornando a comida menos atraente. Muitas pessoas têm dificuldade em mastigar, além disso, azia, prisão-de-ventre, intolerância a lactose e outros problemas digestivos aumentam com a idade. Estes e vários outros fatores fazem com que o idoso acabe tendo uma dieta a base de chá, torradas, doces, sopas instantâneas e outras comidas prontas que não atendem as necessidades nutricionais.

RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS PARA O IDOSO
Com a idade, o corpo fica menos eficiente para absorver e usar alguns nutrientes; a osteoporose e outras doenças comuns em pessoas mais velhas também alteram as necessidades nutricionais. Conseqüentemente, o idoso pode precisar de quantidades extras dos seguintes nutrientes:
– Cálcio: previne a osteoporose e manter os ossos saudáveis
– Fibras: previne a prisão-de-ventre
– Potássio: especialmente se tiver prisão-de-ventre ou utilizar diuréticos
– Vitamina B12: participa da formação das células vermelhas do sangue e mantém os nervos saudáveis
– Vitamina D: participa da absorção do cálcio
– Zinco: ajuda a compensar a diminuição da imunidade.

DICAS PRÁTICAS PARA A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO
– Estabeleça horários regulares para as refeições
– Torne sua refeições agradáveis, mesmo comendo sozinho.
– Arrume a mesa ou utilize uma travessa bonita. Ponha a sua música preferida para levantar o humor.
– Se não gosta de comer sozinho, organize almoços ou jantares com os amigos e vizinhos       .
– Escolha pratos que proporcionem contrastes de cor, textura e sabor – use ervas e temperos naturais. Uma pitada de noz-moscada ou canela pode compensar o paladar diminuído.
– Beba 6 a 8 copos d’água ao dia. Pessoas idosas geralmente sentem menos sede ou reduzem a ingestão de líquidos devido à incontinência urinária. Isso pode contribuir para prisão de ventre e problemas renais, além de aumentar o risco de desidratação no verão.
– Se você tem problemas de mastigação, não há necessidade de fazer dieta líquida. Em vez disso, prepare peixe ou carne cozida e purês de legumes, sopas e outros alimentos nutritivos.

Insuficiência Renal Agúda (IRA)

A insuficiência renal aguda (IRA) pode ser definida como perda da função renal, de maneira súbita, independentemente da etiologia ou mecanismos, provocando acúmulo de substâncias nitrogenadas (uréia e creatinina), acompanhada ou não da diminuição da diurese (COSTA et al., 2003).

Etiologia

As causas de insuficiência aguda podem ser de origem renal, pré-renal ou pós-renal. A IRA pré-renal é rapidamente reversível, se corrigida a causa, e resulta principalmente de uma redução na perfusão renal, causada por uma série de eventos que culminam sobretudo com a redução do volume circulante efetivo e portanto do fluxo sangüíneo renal. As causas mais freqüentes são desidratação (vômito, diarréia, febre), uso de diuréticos e insuficiência cardíaca (SHOR et al., 2000).

A IRA, causada por fatores intrínsecos ao rim, é classificada de acordo com o principal local afetado: túbulos, interstício, vasos ou glomérulo. A causa mais comum de dano tubular é de origem isquêmica ou tóxica. Entretanto, a necrose tubular isquêmica pode ter origem pré-renal como uma conseqüência da redução do fluxo, especialmente se houver comprometimento suficiente para provocar a morte das células tubulares. Assim, o aparecimento de necrose cortical irreversível pode ocorrer na vigência de isquemia severa, particularmente se o processo fisiopatológico incluir coagulação microvascular, como por exemplo, nas complicações obstétricas, acidentes ofídicos e na síndrome hemolítica e urêmica (SHOR et al., 2000).

As nefrotoxinas representam, depois da isquemia, a causa mais freqüente de IRA. Os antibióticos aminoglicosídeos, os contrastes urográficos e os quimioterápicos, como, por exemplo, a cisplatina, estão entre as drogas que podem causar dano tubular diretamente, embora também tenham participação participação substancial nas alterações da hemodinâmica glomerular. Por outro lado, drogas imunossupressoras como a ciclosporina e o FK 506, os inibidores da enzima de conversão da angiotensina e as drogas antiinflamatórias não-esteróides podem causar IRA por induzir preponderantemente modificações hemodinâmicas (SHOR et al., 2000).

A IRA em razão da nefrite intersticial é mais freqüentemente causada por reações alérgicas a drogas. As causas menos freqüentes incluem doenças auto-imunes (lúpus eritematoso) e agentes infecciosos (sepse, Hanta vírus). Apesar da predominância de um mecanismo fisiopatológico, a insuficiência renal aguda por drogas nefrotóxicas é freqüentemente causada por associação de um ou mais mecanismos, conforme sumarizado na tabela 1. Mais ainda, a associação de isquemia e nefrotoxinas é comumente observada na prática médica como causa de IRA, especialmente em pacientes mais graves (SHOR et al., 2000).

TRATAMENTO

O tratamento do paciente com insuficiência renal aguda (IRA), com uma inaceitável taxa de mortalidade, permanece um desafio para o nefrologista. A desnutriçäo protéico calórica encontrada nesses pacientes constitui um dos principais fatores dessa evoluçäo desfavorável. O hipercatabolismo associado a inadequado aporte nutricional contribui para a elevada prevalência de desnutriçäo na IRA. Assim, o principal determinante do requerimento nutricional nesses pacientes é o grau de catabolismo e näo a disfunçäo renal per se. Considerar o impacto do tratamento dialítico e o catabolismo nesses pacientes constituem aspectos fundamentais para um adequado suporte nutricional dessa população (Monte et al., 2002).

Tratamento Clínico  (grave)

Diálise

Reposição eletrolítica

Tratamento Nutricional

Administração parenteral de glicose, lipídios, aminoácidos

Alta ingestão de carboidratos e gordura ( para poupar proteínas)

Dieta hipercalórica e hipoproteica

Restrição de sódio

Controle hídrico segundo a diurese

BIBLIOGRAFIA:

José Abrão Cardeal da Costa ; Osvaldo Merege Vieira-Neto & Miguel Moysés Neto.  Isuficiência Renal Agúda. Medicina, Ribeirão Preto, 36: 307-324, abr./dez. 2003.

Monte, Júlio César M; Duräo Junior, Marcelino de S; SANTOS, Oscar Fernando P. dos.J. bras. nefrol;24(2):103-109, jun. 2002.

SCHOR, Nestor; SANTOS, Oscar Fernando Pavão dos;  BOIM, Mirian Aparecida

A importância das fibras

As fibras solúveis retardam o esvaziamento gástrico e a velocidade do trânsito intestinal, enquantam as fibras insolúveis paracem acelerar o trânsito intestinal (FRANCO, 2007).

As fibras dietéticas têm a propriedade de aumentar a gordura fecal, sendo que as fibras hidrossolúveis, como a pectina e a goma guar, parecem reduzir a colesterolemia. Esse efeito parece advir da capacidade de algumas fibras de absorver ácidos biliares, reduzindo a absorção do colesterol endógeno para oprocesso de síntese dos ácidos biliares (FRANCO, 2007).

As fibras atuam  reduzindo a taxa glicêmica em diabético insulino-dependentes ou tratados com sulfoniluréias, tendo o tipo de fibras influência no metabolismo glicídico, pois o farelo de trigo reduz mais a glicemia qua a lignina (FRANCO, 2007).

As fibras dietéticas proporcionam benefícios aos pacientes que necessitam evitar o esforço no sanitário e pacientes com afeccção intestinal espasmódica e cólon irritável .A dieta de fibras atua como laxativo devido a união de água e íons no lúmen colônico e, dessa forma, ocorre amolecimento das fezes e incremento de seu volume (FRANCO, 2007).

BIBLIOGRAFIA

FRANCO, Guilherme. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9ª edição, São Paulo: Atheneu, 2007.

Diabetes Melittus

 

O diabetes melittus é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia, resultantes de defeito na secreção e/ou ação da insulina (SCOTT-STUMP, 2007).

 

A hiperglicemia do diabetes está associada, a longo prazo, à ocorrência de lesão, disfunção e insuficiência em diversos órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sangüíneos. Divide-se o diabetes melito em tipos distintos – tipo 1, tipo 2, diabetes melito gestacional, entre outros. O do tipo 2, o qual representa 90% dos casos da doença, é especialmente afetado tanto por fatores genéticos, como ambientais (SCOTT-STUMP, 2007).

 

Diabetes melittus Tipo 1

O diabetes melittus (DM) tipo 1 é a deficiência absoluta de insulina com incapacidade total de produzir esse hormônio. Resultante de um defeito das células beta pancreáticas (ilhotas de Langerhans), DM tipo 1 pode estar relacionado ao córtex adrenal, tiróide, hipófise anterior ou a outros órgãos. Normalmente, a forma imunomediada tem início em crianças ou jovens adultos, mas pode surgir em qualquer idade. O tipo 1 idiopático é uma forma rara, sem causa conhecida. A extensão da lesão às células beta difere entre pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1 antes e depois da puberdade. O processo é mais lesivo em crianças com menos de 7 anos de idade, pois o funcionamento das células beta restante não é afetado pela presença ou ausência de anticorpos ligados às células das ilhotas. O DM tipo 1 é responsável por cerca de 10% de todos os casos de DM (SHILLS, 2006).

 

Diabetes melittus tipo 2

Diabetes melittus tipo 2 é causado pela resistência à insulina, em que ocorre falha em seu uso apropriado, combinando-se com uma deficiência relativa de insulina. Normalmente os indivíduos apresentam excesso de peso e são sedentários, com histórico familiar de diabetes. Os fatores de risco são genética, obesidade e idade (PORTH, 2004).

O comprometimento do metabolismo da glicose é um fator de risco para ocorrência futura de diabetes e de cardiopatia coronariana. (SCOTT-STUMP, 2007).

 

Diabetes melittus tipo 2  não diagnosticado é comum em idosos com hipertensão. As probabilidades de ocorrência da síndrome de resistência à insulina (hiperlipidemia, hiperinsulinemia e dislipidemia) por volta da meia-idade, estão relacionadas ao ganho de peso ao longo dos 30 anos precedentes. A obesidade na parte superior do corpo (andróide) está mais intensamente associada ao diabetes tipo 2 do que a obesidade na parte inferior (ginóide). Parece ser fatores de alto risco para diabetes melito tipo 2: níveis moderadamente elevados de pressão arterial, colesterol total, HbA1c e IMC elevado (SCOTT-STUMP, 2007).

Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS:

Resulta em redução da eficiência de bombeamento do coração nas duas câmaras inferiores, com menor circulação de sangue até os tecidos do corpo, congestão nos pulmões ou na circulação corpórea, inchaço dos tornozelos, dores abdominais, ascite, congestão hepática, distensão das veias jugulares e dificuldade respiratória. A insuficiência cardíaca congestiva é o diagnóstico mais comum em pacientes hospitalizados. Pode ser causada por cardiopatia coronariana, ataque cardíaco prévio, histórico de cardiomiopatia, doença pulmonar obstrutiva crônica, anemia grave, consumo excessivo de álcool, baixo nível de funcionamento tireoidiano. Sexo masculino, baixa escolaridade, inatividade física, tabagismo, excesso de peso, diabetes, hipertensão, valvulopatia cardíaca e cardiopatia coronariana são, todos, fatores de risco independente para ICC.

EXAMES LABORATORIAS

ü      Radiografia torácica

ü      Sódio, cloreto

ü      Aspartato amino-transferase, alanina amino-trasnferase

ü      BNP

ü      Ecocardiograma

ü      Eletrocardiograma

ü      Cateterização cardíaca

ü      Oximetria

ü      Pressão parcial do dióxido de carbono, pressão parcial do oxigênio

ü      Densidade específica (aumentada)

ü      Colesterol

ü      Triglicérides

ü      Homocisteína

ü      Vitamina B12 sérica

ü      Potássio

ü      Glicose

ü      Hemoglobina e hematócrito, ferro sérico

ü      Magnésio, cálcio

ü      Zinco sérico

ü      Fosfatase alcalina

ü      Albumina, pré-albumina

ü      Nitrogênio da uréia sangüínea, creatinina

ü      Ácido láctico desidrogenase (aumentado)

ü      Balanço nitrogenado

ü      Ácido úrico

TRATAMENTO / MEDICAMENTOS/ INTERAÇÃO FÁRMACO-NUTRIENTE:

– Os diuréticos tiazídicos e os digitálicos promovem depleção de potássio;

– Anticoagulantes muitas vezes são utilizados em pacientes

acamados.

– Inibidores da enzima conversora de angiontesina. Monitorar para que não ocorra hipercalemia, náusea, vômito, tontura e dores abdominais. Diminuem a retenção de sódio e água.

– Vasodilatadores arteriais. Podem causar náusea e vômito.

– Suco de pomelo diminui o metabolismo farmacológico no intestino e pode afetar medicamentos até 24 horas após serem consumidos.

FINALIDADES DA DIETA:

ü      Promover repouso, para reduzir as demandas do coração. Restaurar a estabilidade hemodinâmica e prevenir o choque cardiogênico ou a tromboembolia.

ü      Eliminar ou reduzir o edema.

ü      Evitar distensão e elevação do diafragma, o que reduz a capacidade vital.

ü      Obter um peso corporal ideal para diminuir  as necessidades de O2 e as demandas dos tecidos por nutrientes. Repor a massa magra (LBM), se houver necessidade.

ü      Limitar os estimulantes cardíacos.

ü      Prevenir a caquexia cardíaca, hipotensão arterial, apatia, pulso fraco decorrente de diuréticos depletores de potássio, anorexia, náusea, vômito e sepse.

ü      Corrigir qualquer déficit de nutrientes.

Prevenir a formação de úlceras de decúbito decorrentes de atividade e da má circulação.

CARACTERÍSTICAS DA DIETA

ü      Iniciar a alimentação com a dieta líquida

ü      Dieta hipossódica (no máximo 2 g. de sódio).

ü       Teores adequados de potássio, magnésio e cálcio.

ü      Aumentar vitamina E, ácido fólico, riboflavina, vitaminas B6 e B12.

Fracionamento de 5-6 pequenas refeições diárias, com não mais de 3 litros de líquidos/dia.

ALIMENTOS PERMITIDOS:

ü      Se aprovado pelo médico o vinho tinto pode ser recomendado.

ü      Nozes, amêndoas, macadâmia, nozes-pecãs, castanhas e pistache.

ü      Apenas 4-5 gemas de ovo semanalmente.

Temperos naturais.

ALIMENTOS EVITADOS:

ü      Temperos industrializados.

ü      Produtos feito com leite integral.

ü      Carne vermelha, gordura aparente de carne e aves, alimentos industrializados assados, defumados, carnes curadas e molhos industrializados, refeições congeladas.

ü      Alimentos fontes de vitamina K não deve ser usado mais que uma vez por dia.

ü      Angélica, fenogrego, aniz, alho em excesso, gengibre, ginkgo e ginseng.

Álcool, sal, bicarbonato de sódio, fermento em pó, glutamato monossódico.

EVOLUÇÃO DA DIETA:

Com a progressão do tratamento deverá incluir alimentos brandos e de fácil digestão.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

SCOTT-STUMP,S. Nutrição relacionado ao diagnóstico e tratamento. 5ª edução. Barueri, SP: Manole, 2007.

Infarto Agudo do Miocárdio

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS:

O infarto agudo do miocárdio consiste da necrose do músculo cardíaco, por uma situação prolongada de suprimento sagüíneo inadequado ou de deficiência de O2 . Oclusão coronariana é o fechamento, por depósitos de gordura ou por coágulo sangüíneo, de uma artéria coronária que irriga o miocárdio. Comumente chamada de ataque cardíaco, a oclusão coronariana se manifesta com uma intensa dor de compressão, náusea, vômito e debilidade. O repouso não alivia os sintomas. Os estágios são: crítico (as primeiras 48  horas), , agudo (3-14 dias) e de convalescença (15-90 dias).

EXAMES LABORATORIAS:

ü      Ecocardiograma

ü      Eletrocardiograma

ü      Imageamento por radionuclídeo

ü      Aspartato aminotransferase

ü      Cobre sérico (aumentado)

ü      Ácido láctico desidrogenase (aumentado)

ü      Taxa de sedimentação

ü      Leucometria (aumentada)

ü      Sódio

ü      Potássio

ü      Pressão parcial do dióxido de carbono, pressão parcial do oxigênio

ü      Pró-tempo

ü      Creatinina fosfocinase (aumentada)

ü      Colesterol total e frações

ü      Triglicérides (frequentemente aumentado)

ü      Hemograma completo

ü      Nitrogênio da uréia sanguínea

ü      Magnésio

ü      Homocisteína

ü      Folato sérico

ü      Vitamina B12

Hemoglobina e hematócrito, ferro sérico.

TRATAMENTO / MEDICAMENTOS/ INTERAÇÃO DROGA – NUTRIENTE:

– Nitratos, beta-bloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio são comumente utilizados.

– Morfina para alívio da dor.

– Varfarina ou heparina.

– Aspirina (pode diminuir a ferritina sérica)

– Mexitil e Rythmol (podem ocorrer náuseas, vômito ou constipação).

FINALIDADES DA DIETA:

ü      Promover repouso, para reduzir o esforço cardíaco. Evitar distensão causada por refeições pesadas.

ü      Prevenir arritimias, fornecendo alimentos à temperatura corporal.

ü      Evitar tanto a constipação como a flatulência.

ü      Evitar estímulo cardíaco excessivo com o uso de cafeína.

Reduzir níveis elevados de lipídeos, manter o colesterol

ü      abaixo de 200 mg/dL, triglicerídeos abaixo de 200 mg/dL, HDL entre 40-60 mg/dL, e LDL entre 100-129 mg/dL.

ü      Diminuir a energia necessária para mastigação, preparo de refeições, etc.

ü      Iniciar a cicatrização e promover a convalescença.

ü      Diminuir o peso em excesso para reduzir a carga imposta ao coração. Identificar fatores de risco modificáveis e reduzi-los, quando possível.

CARACTERÍSTICA DA DIETA:

ü      Iniciar a alimentação com a dieta líquida

ü      Dieta hipossódica (no máximo 2 g. de sódio).

ü       Teores adequados de potássio, magnésio e cálcio.

ü      Aumentar vitamina E, ácido fólico, riboflavina, vitaminas B6 e B12.

Fracionamento de 5-6 pequenas refeições diárias, com não mais de 3 litros de líquidos/dia.

ALIMENTOS PERMITIDOS:

ü      Se aprovado pelo médico o vinho tinto pode ser recomendado.

ü      Nozes, amêndoas, macadâmia, nozes-pecãs, castanhas e pistache.

ü      Cebola, chá, maçã, suco de uva e pomelo.

ü      Vegetais, frutas e cereais em grãos.

ü      Apenas 4-5 gemas de ovo semanalmente.

ü      Temperos naturais.

Consumir mais peixe, o que pode reduzir o risco de morte cardíaca súbita em homens, caso esse alimento seja consumido semanalmente.

ALIMENTOS EVITADOS:

ü      Temperos industrializados.

ü      Produtos feito com leite integral.

ü      Carne vermelha, gordura aparente de carne e aves, alimentos industrializados assados, defumados, carnes curadas e molhos industrializados, refeições congeladas.

ü      Alimentos fontes de vitamina K não deve ser usado mais que uma vez por dia.

Álcool, sal, bicarbonato de sódio, fermento em pó, glutamato monossódico.

EVOLUÇÃO DA DIETA:

Com a progressão do tratamento deverá incluir alimentos brandos e de fácil digestão.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

SCOTT-STUMP,S. Nutrição relacionado ao diagnóstico e tratamento. 5ª edução. Barueri, SP: Manole, 2007.

Alimentação Saudável

O que é alimentação saudável?

É uma dieta composta de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, cálcio, e outros minerais, como também rica em vitaminas. Para isto necessitamos de uma dieta variada, que tenha todos os tipos de alimentos, sem abusos e tambem sem exclusões.

Variar os tipos de cereais de carnes, de verduras, legumes e frutas, alternando as cores dos alimentos.

As vitaminas e minerais é que dão as diversas colorações.

Quais os alimentos que contém proteínas?

*carne;

*peixe;

*leite;

*ovos;

*feijão e trigo.

Quais os tipos de alimentos que contém carboidrato?

*peito de frango;

*batata doce;

*brocolis e espinafre;

*pães;

*mandioca;

*cereais(arroz, aveia, milho, pipoca)

*mel.

Quais os tipos de alimentos que contém fibras?

*frutas;

*vegetais;

*pão integral;

*nozes;

*legumes;

*cereais integrais e farelos.

Quais os tipos de alimento que contém calcio?

*espinafre;

*agrião;

*brócolis;

*leite e seus derivados;

*iogurte;

*couve-manteiga.

Quais os tipos de alimentos que contém minerais?

*leite;

*peixe;

*ervilha seca;

*feijão;

*castanhas.

PIRÂMIDE ALIMENTAR

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