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SUPER NOVIDADE: VEM AÍ O NA MEDIDA!

na medida
A partir de semana que vem a Nutricionista Karina Carvalho integrará a Equipe de Colunistas do Jornal Comunic Notícias. Toda semana estarei escrevendo, na coluna chamada #NaMedida, sobre os mais variados temas ao redor da nutrição e sua relação com a estética, beleza, saúde, esporte, plantas medicinais, entre outros temas. Não deixem de acompanhar o jornal, a equipe é formada pelos mais renomados colunistas da região, entre eles: Fábio Soares, Paula Duarte , Angélica Leal, Franciele Aleixo, Uaiara Araújo, Taí Braz e muitos outros.

Não percam a minha estréia como colunista na próxima semana e não deixem de enviarem os seus comentários na coluna do jornal, para que possamos melhorar a cada dia mais, em busca de informações importantes, atuais e com o compromisso com a verdade.

Conheçam um pouco mais sobre o jornal no link abaixo:
http://comunicnoticias.com/

Alimentação Saudável x Trabalho de Caminhoneiro

O trabalho dos caminhoneiros é um dos mais exigentes no que se diz respeito à necessidade de boas condições físicas e mentais, simultaneamente . Para isso, é importante manter uma boa alimentação.

Comer bem é sinônimo de saúde. Mas comer bem não significa comer muito, como acreditavam nossas avós. Uma alimentação saudável e equilibrada previne doenças e melhora a qualidade de vida. Com pequenos cuidados na sua rotina diária, é possível viver muito melhor.

O estilo de vida convencional dos caminhoneiros estimula o aparecimento de diversos problemas de saúde. Entre eles há uma grande proporção de pessoas com vida sedentária, alimentação inadequada, sobrepeso e hipertensão, agravada no caso dos fumantes. Com todos estes fatores, quem mais sofre é o coração, advindo as coronariopatias.

Os riscos de acidentes com motoristas de caminhão são 3,5 vezes maiores entre os que têm doenças degenerativas.

Horas ao volante para cumprir o prazo da entrega e viagens longas, essa é a rotina da maioria dos carreteiros que por causa da “falta de tempo” se alimentam de forma inadequada e ficam vulneráveis a ter problemas de saúde, como obesidade, hipertensão arterial e até mesmo infarto.

Fazer refeições fora de horários fixos agrava os problemas de obesidade e os distúrbios cardíacos. Esta vida desregrada que os caminhoneiros levam, acaba levando-os à obesidade, que traz como conseqüências problemas cardíacos e ortopédicos (lombalgias, dores nos joelhos, etc.). Muitos caminhoneiros trocam uma boa refeição por sanduíche com refrigerante.

Todo motorista sabe que para manter o bom desempenho de seu caminhão é necessário utilizar um combustível de boa qualidade. A mesma prática deveria ser aplicada quando fosse escolher os tipos de alimentos para ingerir durante as refeições. Afinal, da mesma forma que um caminhão sem um bom combustível tem as suas funções reduzidas, um corpo que não ingere alimentos saudáveis não funciona bem e fica mais vulnerável ao desenvolvimento de doenças como pressão alta, infarto, obesidade e colesterol alto.

Caminhoneiro bom não mistura álcool e direção

•         Amigo caminhoneiro, a combinação álcool e direção é o maior crime no trânsito do Brasil, quem bebe e dirige nunca estará seguro na direção;

•         O motorista que bebe e dirige não consegue se sair bem em qualquer situação inesperada no trânsito, fica sem reflexos e consegue acompanhar apenas uma coisa de cada vez;

•         Além dos riscos a vida, beber e dirigir é crime, o motorista que dirige embriagado pagará multa, será preso e terá sua carteira suspensa por um ano;

•         E lembre-se café forte, banho frio e “tomar ar” não protegem a vida de um motorista alcoolizado. Pelo seu bem não dirija embriagado.

10 Passos para a Alimentação Saudável dos Caminhoneiros

1.Coma sempre verduras e legumes de cores variadas: amarelo, laranja, vermelho, verde escuro, verde claro, roxo, etc. Quanto mais colorido o prato, mas rica e equilibrada é a alimentação.

2. Mastigue bem. Quanto mais mastigamos, mais absorvemos os nutrientes dos alimentos.

3. Prefira alimentos grelhados, cozidos e refogados. Frituras engordam e dificultam a digestão.

4. Tome pelo menos oito copos de água por dia, mas procure não beber nada durante as refeições. Cuidado com a contaminação, só beba água mineral ou fervida e mantenha o reservatório de água do caminhão sempre limpo.

5. Tenha sempre frutas no caminhão e coma pelo menos três por dia, entre as refeições. Aproveite para conhecer a incrível variedade de frutas que o Brasil oferece.

6. A alimentação deve ser dividida em três refeições principais e três lanches intermediários. Assim, quando for comer, você não corre o risco de exagerar.

7. Não durma logo após as refeições, nem ingira alimentos muito pesados à noite, pois neste período a digestão é mais lenta.

8. Prefira carnes magras, peixes e aves sem pele.

9. Coma bastante salada crua antes dos pratos quentes. Elas contém fibras, que são muito importantes para a saúde. Mas cuide com a higiene. Antes de comer a salada deixe-a mergulhada em uma vasilha com água e hipoclorito de sódio.

10. Diminua o consumo de sal, açúcar, doces e refrigerantes.

Unidade Básica de Saúde do Sul Fluminense – RJ: Um estudo sob o olhar dos estagiários de Nutrição

UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO SUL FLUMINENSE – RJ: UM ESTUDO SOB O OLHAR DOS ESTAGIÁRIOS DE NUTRIÇÃO

Karina de Oliveira Carvalho1; Sílvia Moreira de Oliveira2; Joice Lopes Werneck3; Marilene de Oliveira Leite4*; Fernando Antônio Cabral de Sousa Júnior5

* Graduandos de Nutrição1,2,3; Doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos 4*; Mestre em Nutrição Humana5*. *CURSO DE NUTRIÇÃO – Centro Universitário de Barra Mansa – UBM. Rua Vereador Pinho de Carvalho 267, Barra Mansa – RJ – Brasil. marilene.leite@ubm.br

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Resumo


A graduação em nutrição permite a atuação na atenção básica à saúde, visando a segurança alimentar e nutricional e a atenção dietética, mesmo porque a nutrição deve estar inserida dentro de todos os locais onde a alimentação e nutrição sejam importantes para a prevenção,  manutenção, recuperação e promoção da saúde. Então era de se esperar que o nutricionista estivesse integrado plenamente em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a Rede Básica de Saúde (RBS), o que na verdade não ocorre. Nas últimas décadas, tem ocorrido uma transição nutricional onde se aumentou o número de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis, sendo as doenças cardiovasculares as causas mais comuns, e entre os fatores de risco para o seu desenvolvimento encontram-se o diabetes mellitus e a hipertensão arterial. Objetivou-se com o presente estudo destacar a importância da atuação do nutricionista na atenção básica a saúde. A pesquisa é do tipo transversal, realizada em unidade básica de saúde às terças-feiras no horário vespertino, por acadêmicas, no período de agosto a dezembro do ano de 2009. Os resultados apontam que foram realizados 86 atendimentos e 42 revisões, onde 74,4% (n=64)  pertenciam ao sexo feminino e 25,6% (n=22) masculino. Correspondem à população adulta 97% (n=83) e 3% (n=3) infantil, quanto a prevalência de morbidades os maiores índices encontrados foram 42% de sobrepeso/obesidade 26% de hipertensão arterial, 16% de diabetes mellitus, 8% dislipidemia e 8% hiperuricemia . Realizou-se oficinas e palestras educativas , a partir de uma programação pré-definida, de acordo com as necessidades locais. Ocorreu uma maior participação na palestra sobre imunonutrição 35%, na interação fármaco versus nutriente 29% e na oficina sobre alimentos funcionais 14%. Através do estágio supervisionado em nutrição clínica, as estagiárias tiveram a capacidade de atuar nas unidades básicas de saúde, divulgando através do desenvolvimento de estratégias e ações a importância da atuação do nutricionista junto à comunidade. Concluiu-se que é de fundamental importância a inserção do profissional nutricionista na atenção básica de saúde.
Palavras-chave: Unidade Básica de Saúde, estagiários, nutrição.
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INTRODUÇÃO

A atenção básica é caracterizada como ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde biopsicossocial, na qual a atuação profissional nessa área deve envolver algo além da formação técnica, que envolveria uma formação humana apurada para atuar na comunidade. 1

De acordo com Chiapinotto et al.2 há uma controvérsia na unidade básica de saúde entre as prioridades de trabalho mediante a impossibilidade de atender todas as demandas, ainda cita-se que as crianças que apresentam risco nutricional são as que mais freqüentam o posto de saúde e que os problemas além de se repetirem são sempre os mesmos.

No Brasil, nas últimas décadas, tem ocorrido uma transição nutricional onde se aumentou o número de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis, sendo as doenças cardiovasculares as causas mais comuns, entre os fatores de risco para o seu desenvolvimento encontram-se o diabetes mellitus e a hipertensão arterial. O acompanhamento das pessoas com diabetes mellitus e hipertensão arterial deve ser realizado dentro de um sistema hierarquizado de saúde, na qual a sua base é a atenção primária de saúde. 3

As doenças crônicas não transmissíveis levam uma sobrecarga no Sistema Único de Saúde, pois demandam de mais ações, além de serem de longa duração. O desenvolvimento de tais doenças é favorecido pelo hábito alimentar das famílias brasileiras, em que ocorre um aumento do consumo de alimentos fontes de gordura, açúcar e sódio e a diminuição dos alimentos fontes de fibras, vitaminas e minerais. 4

Para que a saúde pública consiga atuar diante esse problema, é essencial a promoção da alimentação saudável, estabelecendo como foco o curso da vida. Logo, a atuação do nutricionista na promoção da saúde deve incluir desprendimento, envolvimento, criatividade e ousadia. Muitos usuários da atenção básica desconhecem o trabalho do nutricionista, atribuindo a este a única função de elaboração de dietas. 6,4,5

É recomendado pela Organização Mundial da Saúde que os país desenvolvam estratégias de prevenção primária para a modificação do hábito alimentar da população, para possibilitar a diminuição do consumo de gorduras e amiláceos, aumentando o consumo de frutas e hortaliças. 6

Desta forma o presente estudo tem como objetivo destacar a importância da atuação do nutricionista na atenção básica a saúde.

MÉTODOS

A pesquisa é do tipo longitudinal e foi realizada durante o estágio de nutrição clínica no segundo semestre de 2009, em uma unidade básica de saúde localizada na região Sul Fluminense – RJ.

A amostra foi composta por 86 usuários de uma unidade de saúde de atenção básica que receberam atendimento nutricional através dos estagiários de nutrição de um centro universitário. Os dados apresentados ao longo do artigo foram obtidos a partir dos prontuários dos mesmos. Os dados foram caracterizados por sexo, grupo etário, prevalência de morbidades, número de atendimentos e de participantes nas oficinas e salas de espera. Para a análise dos dados utilizou-se o pacote do Microsoft Office Excel versão 2003.

As principais limitações encontradas durante a realização do estágio foi ser realizado apenas uma vez na semana, sendo que os atendimentos ocorriam durante o período da tarde. Desta forma, não foi possível o acompanhamento de um número maior da população.

RESULTADOS

Com referência a característica da clientela atendida durante o segundo semestre de 2009, foram realizados 86 atendimentos aos moradores do bairro e adjacências de diferentes classes sócio-econômicas e ainda 42 revisões, conforme tabela 1.

Tabela 1. Número de atendimentos no 2º semestre de 2009.

n %
Atendimentos 86 100
Revisões 42 48,8

Da população atendida observou-se que 74,4% pertencem ao sexo feminino, segundo demonstrado pela tabela 2.

Tabela 2. Número de Atendimentos por Sexo.

n %
Masculino 22 25,6
Feminino 64 74,4

Com relação grupo etário observou-se que 94% (n=81) são da população adulta, de acordo com a tabela 3.

Tabela 3. Número de Atendimentos por Grupo Etário.

n %
Infantil 2 2
Adolescente 1 1
Adulto 83 97

Observa-se na tabela 4 a prevalência de morbidades, onde os maiores índices encontrados foram 42% de sobrepeso/obesidade, 26% de hipertensão arterial e 16% de diabetes mellitus.

Tabela 4. Prevalência de Morbidades

n %
Diabetes Mellitus 14 16
Hipertensão Arterial 22 26
Hiperuricemia 7 8
Sobrepeso/Obesidade 36 42
Dislipidemia 7 8

Nota-se na tabela 5 que ocorreu uma maior participação da população, sendo 35% na palestra sobre imunonutrição, 29% na interação fármaco versus nutriente e 14% na oficina com o tema alimentos funcionais.

Tabela 5. Número de Participantes nas Oficinas e Salas de Esperas.

n %
Oficina Hipertensão arterial 7 10
Oficina Obesidade 8 12
Oficina Alimentos Funcionais 10 14
Sala de Espera Imunonutrição 24 35
Sala de Espera Interação Fármaco-Nutriente 20 29

DISCUSSÃO

Os resultados apresentados vão de encontro aos apontados por Ronzani e Silva1, onde a caracterização dos usuários da unidade de saúde correspondia a 76,3% por mulheres e a faixa etária predominante era dos 31 aos 50 anos de idade (44,4%), foram identificados 25% de hipertensão arterial e 93,4% de sobrepeso/obesidade. Paiva et al.3, destaca em sua pesquisa que 52 pacientes possuíam hipertensão arterial e 42 diabetes mellitus, com uma alta concentração no sexo feminino, na faixa etária dos 31 a 60 anos.

Quanto ao número de atendimentos, Pádua e Boog7 ressaltam que a partir do momento que a população conhece o trabalho do nutricionista, aumenta-se a busca por encaminhamento, da mesma maneira começam a surgir problemas específicos de nutrição, que já existiam, mas só foram identificados após atenção específica.

Segundo Paiva et al.3 embora a assistência básica valorize a integralidade, através dos atendimentos médicos e da enfermagem, bem como de trabalhos em grupos, 53,1% dos usuários entrevistados referiram nunca terem participado de palestras, grupos ou aulas relacionados com as suas doenças, pois não atendiam as suas necessidades. Os serviços de saúde têm dado pouca importância às atividades para a promoção de ações educativas e há uma dificuldade da equipe de saúde em criar estratégias eficientes de prevenção e promoção da saúde, dessa forma não há um ajuste entre o contexto social e histórico da população, os objetivos da equipe de saúde e os objetivos da população. Devido à falta do nutricionista, os agentes de saúde e enfermeiros realizam certas atividades de forma inadequada e/ou superficial, baseando-se muitas vezes em informações obtidas através da mídia, no qual nem mesmo os médicos têm a capacitação necessária para lidar com as questões alimentares. 1,8,9,10,6

A sala de espera, que é o local onde os clientes aguardam a consulta, é um local estratégico para transmitir informações sobre como cuidar da saúde, neste espaço físico que as palestras educativas ocorreram, a partir de uma programação pré-definida, de acordo com as necessidades locais. As ações de educação em saúde para a população têm resultados respeitáveis na edificação de uma nova forma de refletir sobre a saúde, consolidando um trabalho efetivo envolvendo a comunidade e os usuários no cuidado e promoção a saúde. 11,8 Logo, através do estágio supervisionado em nutrição clínica, os estagiários tiveram a capacidade de atuar nas unidades básicas de saúde, divulgando através do desenvolvimento de estratégias e ações a importância da atuação do nutricionista junto à comunidade.

A graduação em nutrição permite a atuação na atenção básica à saúde, visando à segurança alimentar e nutricional e a atenção dietética, mesmo porque a nutrição deve estar inserida dentro de todos os locais onde a alimentação e nutrição sejam importantes para a prevenção, manutenção, recuperação e promoção da saúde. O nutricionista está apto a receber as atribuições que lhes são designadas, objetivando comprovar o seu potencial de atuação, participando de forma efetiva na reformulação da atenção a saúde no Brasil, diminuindo as despesas com saúde pelo Estado. Então era de se esperar que o nutricionista estivesse integrado plenamente em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a Rede Básica de Saúde (RBS), o que na verdade não ocorre. 6, 7

A falta do nutricionista nas unidades básicas de saúde muitas vezes está relacionada com a visão que os gestores públicos possuem, revelando que ainda não tomaram ciência da importância da atuação deste profissional, influenciada pela questão histórica e estrutural na política de saúde Com a inserção do nutricionista na equipe de saúde há uma melhor divisão do trabalho, gerando a diminuição da sobrecarga de funções e atividades, aperfeiçoamento do atendimento ao usuário e esclarecimento sobre a alimentação da comunidade para os demais profissionais de saúde. 6, 7

Embora a solicitação da nutrição para o desenvolvimento dessas ações não sejam lembradas, quando ocorre à inserção do nutricionista na unidade de saúde a demanda é muito alta. Portanto, se o nutricionista estivesse integrado na RBS, às ações aconteceriam de forma espontânea. 7

As estratégias de saúde na nutrição devem ser constituídas através da caracterização epidemiológica da comunidade e dos familiares, com a descrição dos agravos, prioridades, potencialidades e possibilidades de atuação a partir do reconhecimento da situação alimentar e nutricional. O local considerado privilegiado para a execução dessas ações é a unidade básica de saúde, incentivando e apoiando a adoção de hábitos alimentares saudáveis, permitindo a transmissão de informações e uma reflexão crítica a cerca dos fatores coletivos e individuais que influenciam o exercício em nutrição e saúde na comunidade, favorecendo o discernimento da população. Logo, existe um grande desafio no Sistema Único de Saúde (SUS) que é referente ao fortalecimento da rede de nutrição. 4

CONCLUSÃO

Os resultados das atividades desenvolvidas em campo de estágio vêm demonstrando a importância para a comunidade da construção de uma relação mais estreita entre esta e a vigilância da saúde, nutrição e alimentação na comunidade através de trabalhos de educação, conscientização e acompanhamento nutricional.

Devido à falta de profissionais nutricionistas, muitos usuários do SUS recebem orientações dietéticas inadequadas, não incorporando a mudança no estilo de vida e os hábitos alimentares saudáveis, portando não associando o tratamento clínico ao tratamento farmacológico. A nutrição é um alicerce para procedimentos fisiológicos e também patológicos, pois nada ocorre no organismo sem a ação de algum elemento nutricional. Portanto, a partir da inserção do nutricionista na atenção básica é possível promover a perda de peso necessário, reduzir os riscos de complicações, ou seja, atuar na prevenção, proteção, promoção e recuperação desses agravos, aumentando a assegurando a qualidade de vida da população.

O nutricionista é o único profissional que tem um conhecimento específico obtido através de sua formação acadêmica, utilizando de instrumentos e métodos adequados para efetuar o diagnóstico nutricional do indivíduo e da comunidade, vendo o indivíduo através de uma visão holística, desenvolvendo orientações dietéticas de acordo com a realidade de cada família.

O tratamento das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemias e obesidade, entre outras, incluem a educação em saúde. A educação em saúde envolve a realização de palestras e oficinas que atendam a demanda da comunidade, pois são fundamentais que estas sejam instruídas sobre o que é determinada doença, os fatores que podem desencadeá-las e os princípios que fundamentam sua prevenção e tratamento.

Dentro das medidas para a prevenção, promoção e recuperação da saúde destaca-se o atendimento nutricional individualizado, onde é efetuado o diagnóstico nutricional do paciente e as orientações e prescrições dietéticas de acordo com a necessidade nutricional e levando em consideração as condições socioeconômicas do indivíduo de forma ética e humanitária, possibilitando uma correta modificação no estilo de vida.

Portanto, através deste trabalho pode-se perceber a importância da atuação do nutricionista na atenção primária de saúde trabalhando como agentes promotores de saúde.

BIBLIOGRAFIA

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