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Alimentação Saudável x Trabalho de Caminhoneiro

O trabalho dos caminhoneiros é um dos mais exigentes no que se diz respeito à necessidade de boas condições físicas e mentais, simultaneamente . Para isso, é importante manter uma boa alimentação.

Comer bem é sinônimo de saúde. Mas comer bem não significa comer muito, como acreditavam nossas avós. Uma alimentação saudável e equilibrada previne doenças e melhora a qualidade de vida. Com pequenos cuidados na sua rotina diária, é possível viver muito melhor.

O estilo de vida convencional dos caminhoneiros estimula o aparecimento de diversos problemas de saúde. Entre eles há uma grande proporção de pessoas com vida sedentária, alimentação inadequada, sobrepeso e hipertensão, agravada no caso dos fumantes. Com todos estes fatores, quem mais sofre é o coração, advindo as coronariopatias.

Os riscos de acidentes com motoristas de caminhão são 3,5 vezes maiores entre os que têm doenças degenerativas.

Horas ao volante para cumprir o prazo da entrega e viagens longas, essa é a rotina da maioria dos carreteiros que por causa da “falta de tempo” se alimentam de forma inadequada e ficam vulneráveis a ter problemas de saúde, como obesidade, hipertensão arterial e até mesmo infarto.

Fazer refeições fora de horários fixos agrava os problemas de obesidade e os distúrbios cardíacos. Esta vida desregrada que os caminhoneiros levam, acaba levando-os à obesidade, que traz como conseqüências problemas cardíacos e ortopédicos (lombalgias, dores nos joelhos, etc.). Muitos caminhoneiros trocam uma boa refeição por sanduíche com refrigerante.

Todo motorista sabe que para manter o bom desempenho de seu caminhão é necessário utilizar um combustível de boa qualidade. A mesma prática deveria ser aplicada quando fosse escolher os tipos de alimentos para ingerir durante as refeições. Afinal, da mesma forma que um caminhão sem um bom combustível tem as suas funções reduzidas, um corpo que não ingere alimentos saudáveis não funciona bem e fica mais vulnerável ao desenvolvimento de doenças como pressão alta, infarto, obesidade e colesterol alto.

Caminhoneiro bom não mistura álcool e direção

•         Amigo caminhoneiro, a combinação álcool e direção é o maior crime no trânsito do Brasil, quem bebe e dirige nunca estará seguro na direção;

•         O motorista que bebe e dirige não consegue se sair bem em qualquer situação inesperada no trânsito, fica sem reflexos e consegue acompanhar apenas uma coisa de cada vez;

•         Além dos riscos a vida, beber e dirigir é crime, o motorista que dirige embriagado pagará multa, será preso e terá sua carteira suspensa por um ano;

•         E lembre-se café forte, banho frio e “tomar ar” não protegem a vida de um motorista alcoolizado. Pelo seu bem não dirija embriagado.

10 Passos para a Alimentação Saudável dos Caminhoneiros

1.Coma sempre verduras e legumes de cores variadas: amarelo, laranja, vermelho, verde escuro, verde claro, roxo, etc. Quanto mais colorido o prato, mas rica e equilibrada é a alimentação.

2. Mastigue bem. Quanto mais mastigamos, mais absorvemos os nutrientes dos alimentos.

3. Prefira alimentos grelhados, cozidos e refogados. Frituras engordam e dificultam a digestão.

4. Tome pelo menos oito copos de água por dia, mas procure não beber nada durante as refeições. Cuidado com a contaminação, só beba água mineral ou fervida e mantenha o reservatório de água do caminhão sempre limpo.

5. Tenha sempre frutas no caminhão e coma pelo menos três por dia, entre as refeições. Aproveite para conhecer a incrível variedade de frutas que o Brasil oferece.

6. A alimentação deve ser dividida em três refeições principais e três lanches intermediários. Assim, quando for comer, você não corre o risco de exagerar.

7. Não durma logo após as refeições, nem ingira alimentos muito pesados à noite, pois neste período a digestão é mais lenta.

8. Prefira carnes magras, peixes e aves sem pele.

9. Coma bastante salada crua antes dos pratos quentes. Elas contém fibras, que são muito importantes para a saúde. Mas cuide com a higiene. Antes de comer a salada deixe-a mergulhada em uma vasilha com água e hipoclorito de sódio.

10. Diminua o consumo de sal, açúcar, doces e refrigerantes.

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Anorexia e bulimia: caia fora dessa roubada!

Se a preocupação com o corpo e com a comida não sai da sua cabeça, é hora de parar e pensar: será que isso é saudável?
Você deve conhecer alguém assim. Aquele amigo (a) que só fala em comida, que sabe todas as novidades da dieta, que fica mandando todo mundo comer enquanto ele (a) belisca um tequinho e diz que está estourando. 

Ou que, quando come, fica se lastimando, reclamando, jurando que amanhã vai ficar só na água ou vai se matar na academia. Ai, fala sério: ninguém merece!

Além de ficarem muito chatos, meninas e meninos assim correm um grande risco: o de desenvolver doenças relacionadas à alimentação, chamadas de transtornos alimentares.

Os mais conhecidos são a bulimia e a anorexia. Apesar de serem bem diferentes, essas doenças têm como origem comum a preocupação excessiva com o corpo. É aquele medo enorme de engordar que transforma a relação com a comida na coisa mais importante do mundo.
Os anoréxicos simplesmente param de comer e continuam se achando gordas mesmo depois de estarem esqueléticos. 

Já os bulímicos, colocam o dedo na garganta para provocar o vômito, passam horas a fio suando na academia, tomando laxante ou ficando o dia inteiro em jejum para não engordar.
O que é normal? 

Isto é normal: Olhar-se no espelho e achar que está com uma barriguinha meio saliente. Prometer-se que amanhã vai começar a fazer ginástica, sem deixar de lado o sorvete com a amiga.
Isto não é normal: Olhar-se no espelho e achar que está com uma barriguinha horrorosamente grande. Ligar para a amiga, desmarcar o sorvete e correr para a academia.

Isto é normal: Exagerar no lanche com as amigas e comentar: “Putz, comi demais!”
Isto não é normal: Exagerar no lanche com as amigas, pensar “comi demais” e correr para o banheiro vomitar tudo.
Isto é normal: Controlar-se para não exagerar nos doces durante a semana. Assim você pode se esbaldar no almoço na casa da sua avó no domingo.
Isto não é normal: Esbaldar-se no almoço da sua avó no domingo e, por isso, passar o resto da semana a água e alface, falando a cada minuto “eu sou um (a) gordo (a), eu sou um (a) gordo (a)”.
Isto é normal: Saber quais alimentos fazem bem à sua saúde e quais engordam. Tentar, dentro do possível, maneirar nos doces e frituras.
Isto não é normal: Conhecer as calorias de todos os alimentos e recusar veementemente qualquer coisa que possa engordar.
Isto é normal: Querer ter um corpo bonito.
Isto não é normal: Achar que é impossível ser feliz se não for magérrimo (a).
Isto é normal: Escolher aquela mousse de chocolate deliciosa de sobremesa. À tarde você se controla mais.
Isto não é normal: Ver aquela mousse de chocolate que você adora e preferir a taça de gelatina diet.

Insuficiência Renal Agúda (IRA)

A insuficiência renal aguda (IRA) pode ser definida como perda da função renal, de maneira súbita, independentemente da etiologia ou mecanismos, provocando acúmulo de substâncias nitrogenadas (uréia e creatinina), acompanhada ou não da diminuição da diurese (COSTA et al., 2003).

Etiologia

As causas de insuficiência aguda podem ser de origem renal, pré-renal ou pós-renal. A IRA pré-renal é rapidamente reversível, se corrigida a causa, e resulta principalmente de uma redução na perfusão renal, causada por uma série de eventos que culminam sobretudo com a redução do volume circulante efetivo e portanto do fluxo sangüíneo renal. As causas mais freqüentes são desidratação (vômito, diarréia, febre), uso de diuréticos e insuficiência cardíaca (SHOR et al., 2000).

A IRA, causada por fatores intrínsecos ao rim, é classificada de acordo com o principal local afetado: túbulos, interstício, vasos ou glomérulo. A causa mais comum de dano tubular é de origem isquêmica ou tóxica. Entretanto, a necrose tubular isquêmica pode ter origem pré-renal como uma conseqüência da redução do fluxo, especialmente se houver comprometimento suficiente para provocar a morte das células tubulares. Assim, o aparecimento de necrose cortical irreversível pode ocorrer na vigência de isquemia severa, particularmente se o processo fisiopatológico incluir coagulação microvascular, como por exemplo, nas complicações obstétricas, acidentes ofídicos e na síndrome hemolítica e urêmica (SHOR et al., 2000).

As nefrotoxinas representam, depois da isquemia, a causa mais freqüente de IRA. Os antibióticos aminoglicosídeos, os contrastes urográficos e os quimioterápicos, como, por exemplo, a cisplatina, estão entre as drogas que podem causar dano tubular diretamente, embora também tenham participação participação substancial nas alterações da hemodinâmica glomerular. Por outro lado, drogas imunossupressoras como a ciclosporina e o FK 506, os inibidores da enzima de conversão da angiotensina e as drogas antiinflamatórias não-esteróides podem causar IRA por induzir preponderantemente modificações hemodinâmicas (SHOR et al., 2000).

A IRA em razão da nefrite intersticial é mais freqüentemente causada por reações alérgicas a drogas. As causas menos freqüentes incluem doenças auto-imunes (lúpus eritematoso) e agentes infecciosos (sepse, Hanta vírus). Apesar da predominância de um mecanismo fisiopatológico, a insuficiência renal aguda por drogas nefrotóxicas é freqüentemente causada por associação de um ou mais mecanismos, conforme sumarizado na tabela 1. Mais ainda, a associação de isquemia e nefrotoxinas é comumente observada na prática médica como causa de IRA, especialmente em pacientes mais graves (SHOR et al., 2000).

TRATAMENTO

O tratamento do paciente com insuficiência renal aguda (IRA), com uma inaceitável taxa de mortalidade, permanece um desafio para o nefrologista. A desnutriçäo protéico calórica encontrada nesses pacientes constitui um dos principais fatores dessa evoluçäo desfavorável. O hipercatabolismo associado a inadequado aporte nutricional contribui para a elevada prevalência de desnutriçäo na IRA. Assim, o principal determinante do requerimento nutricional nesses pacientes é o grau de catabolismo e näo a disfunçäo renal per se. Considerar o impacto do tratamento dialítico e o catabolismo nesses pacientes constituem aspectos fundamentais para um adequado suporte nutricional dessa população (Monte et al., 2002).

Tratamento Clínico  (grave)

Diálise

Reposição eletrolítica

Tratamento Nutricional

Administração parenteral de glicose, lipídios, aminoácidos

Alta ingestão de carboidratos e gordura ( para poupar proteínas)

Dieta hipercalórica e hipoproteica

Restrição de sódio

Controle hídrico segundo a diurese

BIBLIOGRAFIA:

José Abrão Cardeal da Costa ; Osvaldo Merege Vieira-Neto & Miguel Moysés Neto.  Isuficiência Renal Agúda. Medicina, Ribeirão Preto, 36: 307-324, abr./dez. 2003.

Monte, Júlio César M; Duräo Junior, Marcelino de S; SANTOS, Oscar Fernando P. dos.J. bras. nefrol;24(2):103-109, jun. 2002.

SCHOR, Nestor; SANTOS, Oscar Fernando Pavão dos;  BOIM, Mirian Aparecida

Um pouco sobre a Água:

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A água faz parte da vida de todos os seres vivos, do planeta, da constituição de todos os compostos orgânicos. A água é a fonte de vida, e como tal participa de alguma forma de todas as reações do organismo. É o único nutriente que pode ser encontrado na natureza sob a sua forma pura, H2O (ANDRADE, 2006).

 

A fração de água de um alimento pode ser representada pela umidade. O teor de umidade permite a classificação do alimento em perecíveis e não perecíveis. Só por esta classificação fica fácil de compreender que a água promove processos químicos e bioquímicos nos alimentos. Sendo assim, todos os processos de conservação dos alimentos giram em torno de modificar a fração de água, pois mantém os nutrientes em sua melhor proporção impedindo alterações físico-químicas, não modificando o valor nutritivo do produto (ANDRADE, 2006).

 

Quanto maior o percentual de água do alimento, menor é sua densidade energética; portanto alimentos cujo conteúdo de água é elevado têm menor probabilidade de causar excesso de peso e obesidade (BRASIL, 2005).

 

A água de consumo humano é um dos importantes veículos de enfermidades diarréicas de natureza infecciosa, o que torna primordial a avaliação de sua qualidade microbiológica. As doenças de veiculação hídrica são causadas principalmente por microrganismos patogênicos de origem entérica, animal ou humana, transmitidos basicamente pela rota fecal-oral, ou seja,  são excretados nas fezes de indivíduos infectados e ingeridos na forma de água ou alimento contaminado por água poluída com fezes (AMARAL et al, 2003).

 

Atenção especial deve ser dada ao abastecimento público de água tratada e à orientação para o consumo de água tratada, fervida ou filtrada, de boa qualidade, uma vez que a água é um potencial veículo de doenças. Principalmente entre crianças, são comuns as diarréias causadas por agentes infecciosos transmitidos pelo consumo de água de má qualidade e não tratadas (BRASIL, 2005).

 

Água, o símbolo comum da humanidade, respeitada e valorizada em todas as religiões e culturas, tornou-se também um símbolo da equidade social, pois a crise da água é sobretudo de distribuição, conhecimento e recursos, e não de escassez absoluta. Assim, a maior parte das decisões relativas aos recursos hídricos implicam problemas de acesso e privação (SELBORNE, 2001).

 

O controle da água é controle da vida e das condições de vida. Nas duas últimas décadas várias conferências internacionais importantes postularam a necessidade de que se adote um compromisso ético com respeito ao suprimento das necessidades básicas de água da humanidade: Mar del Plata, em 1977; a Conferência sobre a água e o Meio Ambiente, em Dublin; a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, em 1992; a avaliação dos recursos de água doce do mundo, de 1997, patrocinada pelas Nações Unidas; e outras mais (SELBORNE, 2001).

 

BIBLIOGRAFIA:

AMARAL, Luiz Augusto do et al. Água de consumo humano como fator de risco à saúde em propriedades rurais. Revista de Saúde Pública. 2003; 37(4):510-4.

ANDRADE, Édira Castello Branco de, Análise de alimentos: Uma visão química da nutrição. São Paulo: Livraria Varela, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para a população brasileira: Promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

SELBORNE, Lord. A ética do uso da água doce: um levantamento. Brasília: UNESCO, 2001. 80p.

 

Alimentos Funcionais

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1. O que são alimentos funcionais?

São alimentos que além de fornecerem energia para o corpo e uma nutrição adequada, produzem outros efeitos que proporcionam benefícios à saúde, auxiliando na redução e prevenção de diversas doenças.

 

2. Qual a importância desses alimentos para a saúde?

Os alimentos funcionais podem atuar não só na prevenção de doenças, mas também no retardamento do envelhecimento precoce, melhorar aspectos estéticos como celulite, retenção hídrica, acne, queda de cabelo, pele seca, unhas frágeis e quebradiças.

3. Quais são eles e quais as suas funções?

  • ALIMENTO – Soja e derivados.
    SUBSTÂNCIA – Isoflavonas e Proteínas de soja
    BENEFÍCIOS – Ação estrogênica (reduz sintomas menopausa), anti-câncer e redução dos níveis de colesterol.
  • ALIMENTO – Tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho, melancia.                            SUBSTÂNCIA – Licopeno
    BENEFÍCIOS – Antioxidante, reduz níveis de colesterol e o risco de certos tipos de câncer como de próstata.
  • ALIMENTO – Alho e cebola
    SUBSTÂNCIA – Sulfetos alílicos (alil sulfetos)
    BENEFÍCIOS – Reduzem colesterol, pressão sanguínea, melhoram o sistema imunológico e reduzem risco de câncer gástrico.
  • ALIMENTO – Cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo, etc, leguminosas como soja, feijão, ervilha, etc, hortaliças com talos e frutas com casca.
    SUBSTÂNCIA – Fibras solúveis e insolúveis
    BENEFÍCIOS – Reduz risco de câncer de cólon, melhora funcionamento intestinal. As solúveis podem ajudar no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dá maior saciedade.
  • ALIMENTO – Leites fermentados, Iogurtes e outros produtos lácteos fermentados SUBSTÂNCIA – Probióticos – Bífidobacterias e Lactobacilos                                                                                 BENEFÍCIOS- Melhora a função gastrointestinal,   reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon.
  • ALIMENTO – Linhaça, noz moscada
    SUBSTÂNCIA – Lignanas
    BENEFÍCIOS – Inibição de tumores hormônio-dependentes.
  • ALIMENTO – Couve flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete, mostarda
    SUBSTÂNCIA – Indóis e Isotiocianatos
    BENEFÍCIOS – Indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama.
  • ALIMENTO – Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto.
    SUBSTÂNCIA – Catequinas.
    BENEFÍCIOS – Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico.

 

4- Qual a diferença entre alimentos funcionais e nutracêuticos?

Um alimento pode ser considerado funcional quando além de nutrir, é capaz de afetar beneficamente uma ou mais funções no corpo, melhorando a saúde e bem-estar e/ou reduzindo o risco de doença. Um alimento funcional deve continuar sendo um alimento e deve demonstrar os seus efeitos em quantidades que possam normalmente ser ingeridas na dieta: não é uma pílula ou uma cápsula, mas parte do padrão alimentar normal . Os nutracêuticos são suplementos dietéticos que apresentam uma forma concentrada de um possível agente bioativo de um alimento , presente em uma matriz não alimentícia, e usado para melhorar a saúde, em dosagens que excedem àquelas que poderiam ser obtidas do alimento normal (exemplo: licopeno em cápsulas ou tabletes)

 

 

Genômica nutricional: Você já ouviu falar?

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Genômica Nutricional: Novos Estudos sobre as Interações entre Nutrição e o Genoma Humano

A genômica nutricional é o estudo das interações entre nutrição e o genoma, e inclui tanto a nutrigenômica quanto a nutrigenética (Figura 1). A terminologia ainda está sendo desenvolvida (Elliott & Ong, 2002, Müller & Kersten, 2003; DeBusk et al, 2005) e a definição de algumas das palavras-chave usadas nesta revisão é apresentada na Tabela 1. Por combinar novas tecnologias aos estudos da nutrição clássica, esta abordagem integrada tem como objetivo compreender como a dieta interage com o genoma humano para influenciar a saúde e a doença (Mathers, 2004; Ordovas & Corella, 2004).

Diversas pesquisas estão sendo realizadas no mundo todo, envolvendo uma extensa rede de pesquisadores (Kaput et al, 2005). A União Européia desempenha um papel central na genômica nutricional e a European Nutrigenomics Organisation (Organização Européia de Nutrigenômica) engloba 22 organizações de 10 países europeus. Organizações tais como a Nutrigenomics, dos Estados Unidos, e a Nutrigenomics da Nova Zelândia, também participam de amplas colaborações de pesquisas multidisciplinares (Tabela 2).

Interações entre o genoma, o meio-ambiente e agentes patogênicos têm conseqüências imediatas e a longo prazo, na saúde e na doença (Dauncey, 2004; Dauncey & White, 2004). Com doenças poligênicas multifatoriais, tais como a obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer, é provável que a genética, a nutrição e o estilo de vida possam ser usadas para identificar os riscos e as intervenções alvo. A compreensão molecular de como a nutrição afeta o corpo como um todo, por alterar a expressão e a função genética, deve permitir a avaliação de requerimentos nutricionais individuais, e promover a melhora da saúde e da qualidade de vida.

Por diversos anos, o conhecimento detalhado de genes específicos favorece pesquisas sobre diversos aspectos das interações nutrição-gene. O seqüenciamento do genoma humano e o desenvolvimento de tecnologias de alta qualidade agora também permitem a realização de pesquisas sobre o impacto global da nutrição em células, tecidos, órgãos e sistemas fisiológicos específicos.


Autores

Dra. S. Astley

PhD – Gerente de Comunicação, The European Nutrigenomics Organisation (NuGO), Institute of Food Research, Norwich Research Park, UK.

Prof. Dra. M. J. Dauncey

PhD, ScD, FIBiol – Fellow do Wolfson College, Universidade de Cambridge, Reino Unido – Cientista Sênior & Orientadora em Ciências Nutricionais e Biomédicas – Professora Visitante em Instituições Internacionais

O que o celíaco pode ou não comer?

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PROIBIDOS:

Trigo (farinha de trigo, semolina, germe de trigo e farelo).

Aveia (flocos e farinha), Centeio, Cevada (farinha).

Malte, Cerveja, whisky, vodka, gin, e ginger-ale. Ovomaltine, bebidas contendo malte, cafés misturados com cevada.

Outras bebidas cuja composição não esteja clara no rótulo.

Leites achocolatados que contenham malte ou extrato de malte, queijos fundidos, queijos preparados com cereais proibidos.

Na dúvida ou ausência das informações corretas nas embalagens, não adquira o produto.

Patês enlatados, embutidos ( salame, salaminho e algumas salsichas ) Carnes à milanesa.

Extrato protéico vegetal, Proteína vegetal hidrolizada.

Mainoese, catchup, mostarda e temperos industrializados podem conter o glúten.

Leia com muita atenção o rótulo, os alimentos proibidos devem conter  a expressão CONTÉM GLÚTEN nos rótulos.

 

PERMITIDOS:

Arroz = farinha de arroz, creme de arroz, arrozina,  arroz integral em pó e seus derivados.

O creme de arroz não é um creme ou pasta, e sim um pó.

Milho = fubá, farinha, amido de milho ( maisena ), flocos, canjica e pipoca.

Batata = fécula ou farinha.

Mandioca ou Aipim =  fécula ou farinha, como a tapioca,  polvilho doce ou azedo.

Macarrão de cereais = arroz,  milho e mandioca.

Cará,  Inhame,  Araruta, Sagú, Trigo sarraceno.

Sucos de frutas e vegetais naturais, refrigerantes e chás.   Vinhos, champagnes, aguardentes e saquê. Cafés com selo ABIC.

Leite em pó, esterilizados ( caixas tetrapack ), leites integrais, desnatados e semi  desnatados.    Leite condensado, cremes de leite, Yacult.    Queijos frescos, tipo minas, ricota, parmesão. Pães de queijo. Para iogurte e requeijão, verifique observações nas embalagens.

Açúcar de cana, mel, melado, rapadura, glucose de milho, malto-dextrina, dextrose, glicose.   Geléias de fruta e de mocotó, doces e sorvetes caseiros preparados com alimentos permitidos.   Achocolatados de cacau, balas e caramelos.

Todos os tipos de carnes, incluindo presunto.

Manteiga, margarina, banha de porco, gordura vegetal hidrogenada, óleos vegetais, azeite.

Feijão, broto de feijão, ervilha seca, lentilha, amendoim, grão de bico, soja ( extrato protéico de soja, extrato hidrossolúvel de soja ).

Legumes e verduras: Todas

Sal, pimenta, cheiro-verde, erva, temperos caseiros, maionese caseira, vinagre fermentado de vinhos tinto e de arroz.

LEIA ATENTAMENTE OS RÓTULOS, PROCURANDO OS ALIMENTOS QUE CONTENHAM A SEGUINTE INFORMAÇÃO: NÃO CONTÉM GLUTÉN.
BIBLIOGRAFIA:

Associação dos Celíacos do Brasil. disponível em:  < http://www.acelbra.org.br/2004/alimentos.php&gt;

Doença Celíaca

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A doença celíaca é a intolerância permante ao glúten.

A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Devido a exclusão total de alguns alimentos ricos em carbohidratos e fibras, a dieta do Celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc) e proteínas (carne em geral) e em menor parte de carbohidratos (massas sem glúten, açúcares, etc). Todo Celíaco que não transgride a doença, tende a ter um aumento do peso corporal, e desta forma deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.

O que é o GLÚTEN ?

É a principal proteína presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada, e no Malte (ssub-produto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis. Na verdade, o prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são “partes do glúten”, que recebem nomes diferentes para cada cereal. Vejamos : No Trigo é a Gliadina, na Cevada é a Hordeína, na Aveia é a Avenina e no Centeio é a Secalina. O Malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos Celíacos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto uma dieta deve ser seguida à risca. O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos.

 

O quadro clínico da doença se manifesta com e sem sintomas. No primeiro caso, há duas formas:

A CLÁSSICA

É freqüente na faixa pediátrica, surgindo entre o primeiro e terceiro ano de vida, ao introduzirmos alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas, entre outros industrializados com cereais proibidos. Caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.

NÃO CLÁSSICA

Apresenta manifestações monossintomáticas, e as alterações gastrintestinais não chamam tanto a atenção. Pode ser por exemplo, anemia resistente a ferroterapia, irritabilidade, fadiga, baixo ganho de peso e estatura, prisão de ventre, constipação intestinal crônica, manchas e alteração do esmalte dental, esterilidade e osteoporose antes da menopausa.

ASSINTOMATICA

E se não houver sintomas? Há ainda, a doença na forma assintomática. São realizados nestes casos, exames (marcadores sorológicos) em familiares de primeiro grau do celíaco, que têm mais chances de apresentar a doença (10%). Se não tratada a doença, podem surgir complicações como o câncer do intestino, anemia, osteoporose, abortos de repetição e esterilidade.

 

BIBLIOGRAFIA:

Associação dos Celíacos do Brasil. Disponível em: http://www.acelbra.org.br/2004/doencaceliaca.php

Cigarro você sabe os seus efeitos sobre o organismo?

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Cigarro você sabe os seus efeitos sobre o organismo?

Efeitos no cérebro:

Essa substância, quando usada ao longo do tempo, pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.

Efeitos no resto do organismo:
A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na freqüência respiratória e na atividade motora.
Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca queda da contração do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstrição e na força das contrações cardíacas.

Tabaco e gravidez:
Quando a mãe fuma durante a gravidez “o feto também fuma”, recebendo as substâncias tóxicas do cigarro através da placenta. A nicotina provoca aumento do batimento cardíaco no feto, redução do peso do recém-nascido, menor estatura, além de alterações neurológicas importantes, sem falar no maior risco de aborto espontâneo. Durante a amamentação, as substâncias tóxicas do cigarro são transmitidas para o bebê também através do leite materno.

Tabagismo passivo:
Os fumantes não são os únicos expostos à fumaça do cigarro pois os não-fumantes também são agredidos por ela, tornando-se fumantes passivos.
Os poluentes do cigarro dispersam-se pelo ambiente, fazendo com que os não-fumantes próximos ou distantes dos fumantes, inalem também as substâncias tóxicas.
Estudos comprovam que filhos de pais fumantes apresentam uma incidência 3 vezes maior de infecções respiratórias (bronquite, pneumonia, sinusite) do que filhos de pais não-fumantes.

Aspectos gerais:
O hábito de fumar é muito freqüente na população. A associação do cigarro com imagens de pessoas bem sucedidas, jovens, desportistas é uma constante nos meios de comunicação. Este tipo de propaganda é um dos principais fatores que estimulam o uso do cigarro. Por outro lado, os programas de controle do tabagismo, vêm recebendo um destaque cada vez maior em diversos países, ganhando apoio de grande parte da população.

Efeitos tóxicos:

A fumaça do cigarro contém um número muito grande de substâncias tóxicas ao organismo. Dentre as principais, citamos a nicotina, o monóxido de carbono, e o alcatrão.

O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade da ocorrência de algumas doenças como, por exemplo, a pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago, entre outros), enfarte miocárdio; bronquite crônica; enfisema pulmonar; derrame cerebral; úlcera digestiva; etc. Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar ainda náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, bradicardia e fraqueza.

13 maus hábitos que atrapalham a sua dieta

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13 maus hábitos que atrapalham a sua dieta

Proteja-se deles e emagreça muito mais rápido, sem passar fome nem raiva!

1.Ficar sem comer.

Reduzir demais o cardápio força o organismo a conservar energia, em vez de gastá-la. O resultado disso é que o metabolismo fica lento. É fundamental não pular nenhuma refeição e alimentar-se em um intervalo de no máximo três horas. O segredo para fazer isso sem ganhar nenhum quilinho? A moderação, claro. Fracionando a alimentação em pequenas porções ao longo do dia, você evita compensar a fome de leão de uma tarde inteira em jejum na hora do jantar.

2. Se alimentar de grandes expectativas.
É importante traçar uma meta de quilos que você deseja derreter. Mas ela precisa ser realista para poder ser alcançada. Do contrário, vem a frustração e um adeus ao programa alimentar por mais eficiente que ele tenha se mostrado.

3. Não beber líquidos.
Mais um ponto negativo. A hidratação do corpo literalmente lava as células e leva embora as toxinas que o organismo produz. Abuse daquele refrescante copo d água, da água-de-coco, dos sucos naturais (sem açúcar) e dos chás. Com um porém: nada de usar a água para enganar a fome. Ela pode até estufar seu estômago, mas a sensação dura pouco e você pode acabar esparramada no meio de um monte de guloseimas. O ideal é comer uma fruta nos intervalos das refeições, por exemplo.

4. Engolir a comida
Evite comer com pressa e mastigue lentamente os alimentos. O estômago demora quinze minutos para enviar uma mensagem ao nosso cérebro de que estamos satisfeitos. Ou seja, comendo rápido demais, seu organismo não tem tempo de avisar ao cérebro que você já está satisfeita.

5. Perder a medida do prato.
Evite levar à mesa travessas e recipientes com os alimentos. Assim você evita ficar beliscando e perdendo a noção da quantidade de comida. Conte as porções de cada alimento e monte seu prato com elas.

6. Cortar o prazer das refeições.
Toda dieta drástica é mais difícil de ser seguida. Não precisa ficar em abstinência de doces e massas, por exemplo. Se não estiver resistindo, coma um pedaço pequeno da sobremesa ou uma porção menor da lasanha. E, quando tiver mais opções, opte pela alternativa menos calórica.

7. Concentrar todos os esforços na dieta.
Não adianta nada fechar a boca e ficar todos os dias deitada, esperando os pneuzinhos se auto-destruirem. A conta é simples: se você consumir mais do que queima em calorias, não vai perder massa gorda.

8. Comer no meio do tumulto.
Prefira um lugar calmo e tranqüilo para se alimentar e prestar atenção nas garfadas. Na frente da televisão, por exemplo, é bem provável que você coma por impulso, sem nem perceber que já tinha alcançado a saciedade. Resumindo: calorias a mais, à toa!

9. Dispensar as fibras.
Elas são poderosíssimas, fazem seu intestino funcionar corretamente e ainda ajudam na regulagem de açúcar no sangue. São encontradas nas frutas, verduras e grãos integrais. Comece a refeição sempre pela salada, que antecipa a saciedade.

10. Achar que os rótulos são enfeites de embalagem.
A tabela nutricional contida no rótulo de cada produto é uma amigona da sua dieta. Observe o valor calórico, a quantidade de açúcar e os teores de gordura indicados. Leve para casa o que apresenta os menores níveis. Também escolha as embalagens menores, principalmente as de guloseimas. Tamanho família não combina com a redução de calorias.

11. Achar que é moda perder peso.
Primeiro, a boa notícia: sim, existe a dieta ideal. Agora, outra boa notícia: ela é uma só e inclui praticamente todos os alimentos. Ficou surpresa? Mas é isso mesmo: seu organismo só vai responder com a perda de peso se notar que todos os nutrientes indispensáveis estão sendo consumidos. Proteínas, carboidratos, frutas e verduras, nada deve ser cortado. Tomar só sopa por um mês inteiro? Bem, talvez você consiga perder mais líquido do que gordura e terá a falsa impressão de que enxugou o shape. Outra enganação Programas drásticos não promovem a reeducação alimentar. Com isso, o pouco que foi perdido volta em dobro e, numa próxima tentativa, você vai precisa de esforço dobrado para secar qualquer grama.

12. Ir ao fogão ignorando a dieta.
Ao preparar a comida, prefira sempre os ingredientes menos calóricos e saudáveis. Faça substituições inteligentes no cardápio. Troque o leite comum pelo desnatado; o creme de leite normal pelo light; reduza a quantidade de óleo na preparação dos pratos e dê preferência para pratos que passarão por cozimento às frituras

13. Virar imã da balança.
Todo o dia você corre para a danada, louca para saber quanto da silhueta já foi afinada? Em alguns casos, esse simples hábito pode ser um balde de água fria, emagrecendo a sua vontade.