Arquivo da categoria: Infantil

A Alimentação saudável para crianças e adolescentes

vitamins boy

Siga os 10 passos!!

1º Passo:

Procure oferecer alimentos de diferentes grupos, distribuindo em pelo menos três refeições e dois lanches por dia.

 

2º Passo:

Inclua diariamente alimentos como cereais (arroz, milho, aveia, trigo, centeio), tubérculos (batata, inhame), raízes (mandioca, beterrabas, cenouras, rabanetes e nabo), pães e massas (macarrão, etc.) distribuindo esses alimentos nas refeições e lanches dos seus filhos ao longo do dia.

 

3º Passo:

Procure oferecer diariamente legumes e verduras como parte das refeições das crianças. As frutas podem ser oferecidas nas refeições, sobremesas e lanches.

 

4º Passo:

Ofereça feijão com arroz todos os dias, ou no mínimo cinco vezes na semana.

 

5º Passo:

Ofereça diariamente leite e derivados, e carnes, aves e peixes ou ovos nas refeições principais de seu filho.

 

6º Passo:

Alimentos gordurosos como frituras devem ser evitados. Prefira alimentos cozidos, assados ou grelhados.

 

7º Passo:

Evite oferecer balas, bombons, refrigerantes, sucos industrializados, biscoitos doces e recheados, salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia.

 

8º Passo:

Diminua a quantidade de sal na comida.

 

9º Passo:

Estimule a criança a beber bastante água e sucos naturais de frutas durante o dia, de preferência nos intervalos das refeições, para manter a hidratação e a saúde do corpo.

 

 

10º Passo:

Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV, jogando videogame ou brincando no computador.

 

 

Anúncios

A obesidade na infância e adolescência

obesidade-infantil2


A obesidade é um distúrbio complexo e sua etiopatogenia engloba processos neurológicos, patológicos, endócrinos, psicológicos, genéticos, sociais, culturais e ambientais, que incluem sedentarismo, hábitos alimentares inadequados e abandono do tabagismo; ou seja, é muito mais do que “comer em excesso”. (GUYTON e HALL, 2006)

 

Segundo Nobrega, 1998, a obesidade é caracterizada  pelo acúmulo acentuado de gordura nos adipócitos, podendo ser um processo generalizado ou afetar mais precisamente certas partes do corpo humano.  Quando esse acúmulo ocorre principalmente na região abdominal, obesidade andróide ou do tipo “maçã”, há maior risco para o aparecimento ou agravamento de hipertenção arterial, diabetes mellitus e dislipidemia, aumentando a morbimortalidade por doenças cardiovasculares.

 

A obesidade na adolescência acarreta um fator de risco maior de mortalidade cardiovascular e de todas as outras causas em homens adulto, e também incidência cardiovascular em ambos os sexos, idependente do peso do indivíduo. Estimativas apontam que 30 a 80% das crianças com excesso de peso permanecem com sobrepeso quando adultos. As crianças também parecem ser mais responsivas à terapia de redução de peso acompanhada pela reeducação alimentar do que os adultos. (GUYTON e HALL, 2006)

 

Papel do ambiente físico

Em área altamente urbanizadas, o acesso reduzidos para a prática de exercícios ou preocupação exagerada com a segurança podem reduzir a oportunidade da realização de atividade das crianças. (SHILLS, 2006)

 

Papel do ambiente comportamental

  • Ambiente Familiar → As crianças cujos pais são obesos têm um risco maior de desenvolverem obesidade. Crianças que são vítimas de abandono dos pais e aquelas que sofrem de problemas psicossociais aumentados parecem ter u risco maior de desenvolvimento de obesidade (SHILLS, 2006).
  • Dieta → A obesidade ocorre quando a ingestão de energia excede o gasto. Os dois únicos componentes arbtrários da relação com o equilíbrio da proporção de energia são a ingestão de alimentos e a energia despendida em atividade física.  Os registros dietéticos podem ajudar a identificar os alimentos que são o alvo apropriado  da terapia ou padrões alimentares que poderiam der modificados para reduzir a ingestão calórica do paciente individualmente. Estudos dos padrões de alimentação ou de consumo de alimentos podem ser uma abordagem mais frutífera ao exame do palpel da dieta na gênese da obesidade infantil (SHILLS, 2006).
  • Atividade →  O aumento com a idadde na energia despendida em atividadwe física afirmam que alterações na atividade não explicam adequadamente o risco aumentado de obesidade que acompanha o período de repercussão de obesidade ou a adolescência (SHILLS, 2006).

 

Atendimento nutricional

Para o atendimento nutricional a pessoas com sobrepeso ou obesidade é necessário os seguintes aspectos:

  • Dados clínicos e laboratoriais (colesterol total e frações, triglicérides, glicose, hemograma, ácido úrico, sódio, potássio). Para o diabético é recomendado também o exame de hemoglobina glicosilada;
  • Avaliação do estado nutricional.
  • Detecção do padrão de distribuição da gordura corpóral através da circunferência abdominal;
  • Levantamento da alimentação habitual, em que são avaliadas a qualidade e a quantidade dos alimentos consumidos;
  • Verificação da frequência de consumo alimentar, da regularidade da alimentação e dos horários das refeições;
  • Levantamento das experiências prévias com dietas e tratamentos para emagrecimento, com seus respectivos resultados;
  • Avaliação dos horários em qua há sensação de fome; se há ou não atividade paralela à alimetnação; local, com quem as faz, qual o sentimento presente nesse momento e a velocidade de realização das refeições.

 

Objetivos da Dietoterapia

  • Diminuir a sobrecarga cardíaca;
  • Reduzir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares;
  • Contribuir para a diminuição e estabilização dos níveis pressóricos e séricos de colesterol, triglicérides e glicose;
  • Melhorar a evolução clínica do paciente.

 

O envolvimento da família no tratamento da obesidade infantil e adolescente é decisivo pois o paciente pediátrico raramente é responsável pela compra, preparação ou por servir o alimento (OLIVEIRA, 2003).

 

Independente da gravidade da obesidade, a primeira consideração em qualquer indivíduo obeso é a manutenção do peso, que se dá através da modificação dietética.(SHILLS, 2006)

 

A ingestão calórica reduzida deve permanecer a pedra angular da terapia de redução de peso, porque é mais fácil alcançar deficit calórico com menor ingestão alimentar que por aumento da atividade física (OLIVEIRA, 2003)..

 

Recomendações razoáveis são as propostas pela Conferência Internacional de Consenso sobre as Diretrizes de Atividade Física para Adolescentes, as quais sugerem que os adolescentes  devem participar em 3 ou mais sessões  por semana de atividade moderada a vigorosa que durem 20 minutos ou mais. Porém,  recomendações de atividades vigorosas não são apropriadas para adolescentes macisamente obesos que podem alcançar gasto máximo de energia com a marcha. Nesse gurpo, aumento simples na atividade física é o objetivo (OLIVEIRA, 2003).

A Educação Alimentar e Nutricional na Escola

13_MVG_menina%20comendo

 

A educação nutricional ou reeducação nutricional pode ser definida como qualquer conjunto de experiências de aprendizagem, designadas para facilitar a adoção voluntária de comportamento alimentar, ou relacionando a nutrição, que conduza a saúde e bem estar (OLIVARES et al, 1998).

 

A reeducação nutricional deve ser vista como um processo contínuo que tem como objetivo mais do que informar, para serem efetivos, programas de educação nutricional devem incorporar métodos que realmente provoquem a mudança do comportamento alimentar (WEIS et al, 2007).

 

No estudo realizado por Mainard, 2005, os alunos demonstram que necessitam de mais informações por parte dos professores ou nutricionistas quanto à educação alimentar e nutricional. O objetivo da Educação Nutricional, a longo prazo, é de permitir ao indivíduos tomarem decisões sobre nutrição de acordo com conhecimentos científicos, levando-se em consideração seus objetivos próprios, como também valores e estilo de vida (MAINARD, 2005 apud CAROBA, 2002), sendo o ambiente escolar considerado o ideal para desenvolver conhecimentos, atitudes e habilidades, sendo dessa forma, a educação nutricional quando mais cedo for introduzida maior será a probabilidade de influenciar a formação de hábitos desejáveis (MAINARD, 2005).

 

Os professores precisam informar-se bem, quanto às orientações da pirâmide alimentar a respeito da quantidade e qualidade de alimentos a ingerir, para poder discutir o assunto com mais propriedades em sala de aula (MAINARD, 2005).

 

Os pais dos alunos devem procurar inteirar-se dos estudos dos filhos nesse assunto, auxiliando-os em casa, comprando alimentos saudáveis e orientando ao quê e quanto de alimentos ingerirem, é interessante que conversem com os filhos quanto aos interesses ocultos das propagandas veiculadas, sobretudo pela televisão (MAINARD, 2005).

 

A formação de ambientes saudáveis é necessária, com o desenvolvimento de projetos que contemplem ações com outros atores da comunidade escolar, para o alcance dos objetivos. Deve-se lembrar que a promoção da saúde na escola divide-se em três áreas de ação: educações para a saúde, ambientes saudáveis e serviços de saúde e alimentação (SCHMITZ et al,2008).

 

BIBLIOGRAFIA:

MAINARD, Neuza. A Ingestão de alimentos e as orientações da escola sobre alimentação, sob ponto de vista do aluno concluinte do ensino fundamental. Piracicaba, 2005. Dissertação (Mestrado) Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.

OLIVARES, S et al. Educación em la nutrición em las escuelas. Food Nutrition e Agriculture. 22:5762, 1998.

SCHMITZ, Bethsáida de Abreu Soares et al. A escola promovendo hábitos alimentares saudáveis: uma proposta metodológica de capacitação para educadores e donos de cantina escolar. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24 Sup 2:S312-S322, 2008.

WEIS, Bruno; CHAIM, Nuria Abrahão; BELIK, Walter. Manual de Gestão Eficiente da Merenda Escolar. 3ª edição. São Paulo: Ação Fome Zero, 2007.