Arquivo diário: novembro 28, 2009

Diabetes Melittus

 

O diabetes melittus é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia, resultantes de defeito na secreção e/ou ação da insulina (SCOTT-STUMP, 2007).

 

A hiperglicemia do diabetes está associada, a longo prazo, à ocorrência de lesão, disfunção e insuficiência em diversos órgãos, especialmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sangüíneos. Divide-se o diabetes melito em tipos distintos – tipo 1, tipo 2, diabetes melito gestacional, entre outros. O do tipo 2, o qual representa 90% dos casos da doença, é especialmente afetado tanto por fatores genéticos, como ambientais (SCOTT-STUMP, 2007).

 

Diabetes melittus Tipo 1

O diabetes melittus (DM) tipo 1 é a deficiência absoluta de insulina com incapacidade total de produzir esse hormônio. Resultante de um defeito das células beta pancreáticas (ilhotas de Langerhans), DM tipo 1 pode estar relacionado ao córtex adrenal, tiróide, hipófise anterior ou a outros órgãos. Normalmente, a forma imunomediada tem início em crianças ou jovens adultos, mas pode surgir em qualquer idade. O tipo 1 idiopático é uma forma rara, sem causa conhecida. A extensão da lesão às células beta difere entre pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1 antes e depois da puberdade. O processo é mais lesivo em crianças com menos de 7 anos de idade, pois o funcionamento das células beta restante não é afetado pela presença ou ausência de anticorpos ligados às células das ilhotas. O DM tipo 1 é responsável por cerca de 10% de todos os casos de DM (SHILLS, 2006).

 

Diabetes melittus tipo 2

Diabetes melittus tipo 2 é causado pela resistência à insulina, em que ocorre falha em seu uso apropriado, combinando-se com uma deficiência relativa de insulina. Normalmente os indivíduos apresentam excesso de peso e são sedentários, com histórico familiar de diabetes. Os fatores de risco são genética, obesidade e idade (PORTH, 2004).

O comprometimento do metabolismo da glicose é um fator de risco para ocorrência futura de diabetes e de cardiopatia coronariana. (SCOTT-STUMP, 2007).

 

Diabetes melittus tipo 2  não diagnosticado é comum em idosos com hipertensão. As probabilidades de ocorrência da síndrome de resistência à insulina (hiperlipidemia, hiperinsulinemia e dislipidemia) por volta da meia-idade, estão relacionadas ao ganho de peso ao longo dos 30 anos precedentes. A obesidade na parte superior do corpo (andróide) está mais intensamente associada ao diabetes tipo 2 do que a obesidade na parte inferior (ginóide). Parece ser fatores de alto risco para diabetes melito tipo 2: níveis moderadamente elevados de pressão arterial, colesterol total, HbA1c e IMC elevado (SCOTT-STUMP, 2007).

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Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS:

Resulta em redução da eficiência de bombeamento do coração nas duas câmaras inferiores, com menor circulação de sangue até os tecidos do corpo, congestão nos pulmões ou na circulação corpórea, inchaço dos tornozelos, dores abdominais, ascite, congestão hepática, distensão das veias jugulares e dificuldade respiratória. A insuficiência cardíaca congestiva é o diagnóstico mais comum em pacientes hospitalizados. Pode ser causada por cardiopatia coronariana, ataque cardíaco prévio, histórico de cardiomiopatia, doença pulmonar obstrutiva crônica, anemia grave, consumo excessivo de álcool, baixo nível de funcionamento tireoidiano. Sexo masculino, baixa escolaridade, inatividade física, tabagismo, excesso de peso, diabetes, hipertensão, valvulopatia cardíaca e cardiopatia coronariana são, todos, fatores de risco independente para ICC.

EXAMES LABORATORIAS

ü      Radiografia torácica

ü      Sódio, cloreto

ü      Aspartato amino-transferase, alanina amino-trasnferase

ü      BNP

ü      Ecocardiograma

ü      Eletrocardiograma

ü      Cateterização cardíaca

ü      Oximetria

ü      Pressão parcial do dióxido de carbono, pressão parcial do oxigênio

ü      Densidade específica (aumentada)

ü      Colesterol

ü      Triglicérides

ü      Homocisteína

ü      Vitamina B12 sérica

ü      Potássio

ü      Glicose

ü      Hemoglobina e hematócrito, ferro sérico

ü      Magnésio, cálcio

ü      Zinco sérico

ü      Fosfatase alcalina

ü      Albumina, pré-albumina

ü      Nitrogênio da uréia sangüínea, creatinina

ü      Ácido láctico desidrogenase (aumentado)

ü      Balanço nitrogenado

ü      Ácido úrico

TRATAMENTO / MEDICAMENTOS/ INTERAÇÃO FÁRMACO-NUTRIENTE:

– Os diuréticos tiazídicos e os digitálicos promovem depleção de potássio;

– Anticoagulantes muitas vezes são utilizados em pacientes

acamados.

– Inibidores da enzima conversora de angiontesina. Monitorar para que não ocorra hipercalemia, náusea, vômito, tontura e dores abdominais. Diminuem a retenção de sódio e água.

– Vasodilatadores arteriais. Podem causar náusea e vômito.

– Suco de pomelo diminui o metabolismo farmacológico no intestino e pode afetar medicamentos até 24 horas após serem consumidos.

FINALIDADES DA DIETA:

ü      Promover repouso, para reduzir as demandas do coração. Restaurar a estabilidade hemodinâmica e prevenir o choque cardiogênico ou a tromboembolia.

ü      Eliminar ou reduzir o edema.

ü      Evitar distensão e elevação do diafragma, o que reduz a capacidade vital.

ü      Obter um peso corporal ideal para diminuir  as necessidades de O2 e as demandas dos tecidos por nutrientes. Repor a massa magra (LBM), se houver necessidade.

ü      Limitar os estimulantes cardíacos.

ü      Prevenir a caquexia cardíaca, hipotensão arterial, apatia, pulso fraco decorrente de diuréticos depletores de potássio, anorexia, náusea, vômito e sepse.

ü      Corrigir qualquer déficit de nutrientes.

Prevenir a formação de úlceras de decúbito decorrentes de atividade e da má circulação.

CARACTERÍSTICAS DA DIETA

ü      Iniciar a alimentação com a dieta líquida

ü      Dieta hipossódica (no máximo 2 g. de sódio).

ü       Teores adequados de potássio, magnésio e cálcio.

ü      Aumentar vitamina E, ácido fólico, riboflavina, vitaminas B6 e B12.

Fracionamento de 5-6 pequenas refeições diárias, com não mais de 3 litros de líquidos/dia.

ALIMENTOS PERMITIDOS:

ü      Se aprovado pelo médico o vinho tinto pode ser recomendado.

ü      Nozes, amêndoas, macadâmia, nozes-pecãs, castanhas e pistache.

ü      Apenas 4-5 gemas de ovo semanalmente.

Temperos naturais.

ALIMENTOS EVITADOS:

ü      Temperos industrializados.

ü      Produtos feito com leite integral.

ü      Carne vermelha, gordura aparente de carne e aves, alimentos industrializados assados, defumados, carnes curadas e molhos industrializados, refeições congeladas.

ü      Alimentos fontes de vitamina K não deve ser usado mais que uma vez por dia.

ü      Angélica, fenogrego, aniz, alho em excesso, gengibre, ginkgo e ginseng.

Álcool, sal, bicarbonato de sódio, fermento em pó, glutamato monossódico.

EVOLUÇÃO DA DIETA:

Com a progressão do tratamento deverá incluir alimentos brandos e de fácil digestão.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

SCOTT-STUMP,S. Nutrição relacionado ao diagnóstico e tratamento. 5ª edução. Barueri, SP: Manole, 2007.

Infarto Agudo do Miocárdio

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS:

O infarto agudo do miocárdio consiste da necrose do músculo cardíaco, por uma situação prolongada de suprimento sagüíneo inadequado ou de deficiência de O2 . Oclusão coronariana é o fechamento, por depósitos de gordura ou por coágulo sangüíneo, de uma artéria coronária que irriga o miocárdio. Comumente chamada de ataque cardíaco, a oclusão coronariana se manifesta com uma intensa dor de compressão, náusea, vômito e debilidade. O repouso não alivia os sintomas. Os estágios são: crítico (as primeiras 48  horas), , agudo (3-14 dias) e de convalescença (15-90 dias).

EXAMES LABORATORIAS:

ü      Ecocardiograma

ü      Eletrocardiograma

ü      Imageamento por radionuclídeo

ü      Aspartato aminotransferase

ü      Cobre sérico (aumentado)

ü      Ácido láctico desidrogenase (aumentado)

ü      Taxa de sedimentação

ü      Leucometria (aumentada)

ü      Sódio

ü      Potássio

ü      Pressão parcial do dióxido de carbono, pressão parcial do oxigênio

ü      Pró-tempo

ü      Creatinina fosfocinase (aumentada)

ü      Colesterol total e frações

ü      Triglicérides (frequentemente aumentado)

ü      Hemograma completo

ü      Nitrogênio da uréia sanguínea

ü      Magnésio

ü      Homocisteína

ü      Folato sérico

ü      Vitamina B12

Hemoglobina e hematócrito, ferro sérico.

TRATAMENTO / MEDICAMENTOS/ INTERAÇÃO DROGA – NUTRIENTE:

– Nitratos, beta-bloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio são comumente utilizados.

– Morfina para alívio da dor.

– Varfarina ou heparina.

– Aspirina (pode diminuir a ferritina sérica)

– Mexitil e Rythmol (podem ocorrer náuseas, vômito ou constipação).

FINALIDADES DA DIETA:

ü      Promover repouso, para reduzir o esforço cardíaco. Evitar distensão causada por refeições pesadas.

ü      Prevenir arritimias, fornecendo alimentos à temperatura corporal.

ü      Evitar tanto a constipação como a flatulência.

ü      Evitar estímulo cardíaco excessivo com o uso de cafeína.

Reduzir níveis elevados de lipídeos, manter o colesterol

ü      abaixo de 200 mg/dL, triglicerídeos abaixo de 200 mg/dL, HDL entre 40-60 mg/dL, e LDL entre 100-129 mg/dL.

ü      Diminuir a energia necessária para mastigação, preparo de refeições, etc.

ü      Iniciar a cicatrização e promover a convalescença.

ü      Diminuir o peso em excesso para reduzir a carga imposta ao coração. Identificar fatores de risco modificáveis e reduzi-los, quando possível.

CARACTERÍSTICA DA DIETA:

ü      Iniciar a alimentação com a dieta líquida

ü      Dieta hipossódica (no máximo 2 g. de sódio).

ü       Teores adequados de potássio, magnésio e cálcio.

ü      Aumentar vitamina E, ácido fólico, riboflavina, vitaminas B6 e B12.

Fracionamento de 5-6 pequenas refeições diárias, com não mais de 3 litros de líquidos/dia.

ALIMENTOS PERMITIDOS:

ü      Se aprovado pelo médico o vinho tinto pode ser recomendado.

ü      Nozes, amêndoas, macadâmia, nozes-pecãs, castanhas e pistache.

ü      Cebola, chá, maçã, suco de uva e pomelo.

ü      Vegetais, frutas e cereais em grãos.

ü      Apenas 4-5 gemas de ovo semanalmente.

ü      Temperos naturais.

Consumir mais peixe, o que pode reduzir o risco de morte cardíaca súbita em homens, caso esse alimento seja consumido semanalmente.

ALIMENTOS EVITADOS:

ü      Temperos industrializados.

ü      Produtos feito com leite integral.

ü      Carne vermelha, gordura aparente de carne e aves, alimentos industrializados assados, defumados, carnes curadas e molhos industrializados, refeições congeladas.

ü      Alimentos fontes de vitamina K não deve ser usado mais que uma vez por dia.

Álcool, sal, bicarbonato de sódio, fermento em pó, glutamato monossódico.

EVOLUÇÃO DA DIETA:

Com a progressão do tratamento deverá incluir alimentos brandos e de fácil digestão.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

SCOTT-STUMP,S. Nutrição relacionado ao diagnóstico e tratamento. 5ª edução. Barueri, SP: Manole, 2007.