A obesidade na infância e adolescência

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A obesidade é um distúrbio complexo e sua etiopatogenia engloba processos neurológicos, patológicos, endócrinos, psicológicos, genéticos, sociais, culturais e ambientais, que incluem sedentarismo, hábitos alimentares inadequados e abandono do tabagismo; ou seja, é muito mais do que “comer em excesso”. (GUYTON e HALL, 2006)

 

Segundo Nobrega, 1998, a obesidade é caracterizada  pelo acúmulo acentuado de gordura nos adipócitos, podendo ser um processo generalizado ou afetar mais precisamente certas partes do corpo humano.  Quando esse acúmulo ocorre principalmente na região abdominal, obesidade andróide ou do tipo “maçã”, há maior risco para o aparecimento ou agravamento de hipertenção arterial, diabetes mellitus e dislipidemia, aumentando a morbimortalidade por doenças cardiovasculares.

 

A obesidade na adolescência acarreta um fator de risco maior de mortalidade cardiovascular e de todas as outras causas em homens adulto, e também incidência cardiovascular em ambos os sexos, idependente do peso do indivíduo. Estimativas apontam que 30 a 80% das crianças com excesso de peso permanecem com sobrepeso quando adultos. As crianças também parecem ser mais responsivas à terapia de redução de peso acompanhada pela reeducação alimentar do que os adultos. (GUYTON e HALL, 2006)

 

Papel do ambiente físico

Em área altamente urbanizadas, o acesso reduzidos para a prática de exercícios ou preocupação exagerada com a segurança podem reduzir a oportunidade da realização de atividade das crianças. (SHILLS, 2006)

 

Papel do ambiente comportamental

  • Ambiente Familiar → As crianças cujos pais são obesos têm um risco maior de desenvolverem obesidade. Crianças que são vítimas de abandono dos pais e aquelas que sofrem de problemas psicossociais aumentados parecem ter u risco maior de desenvolvimento de obesidade (SHILLS, 2006).
  • Dieta → A obesidade ocorre quando a ingestão de energia excede o gasto. Os dois únicos componentes arbtrários da relação com o equilíbrio da proporção de energia são a ingestão de alimentos e a energia despendida em atividade física.  Os registros dietéticos podem ajudar a identificar os alimentos que são o alvo apropriado  da terapia ou padrões alimentares que poderiam der modificados para reduzir a ingestão calórica do paciente individualmente. Estudos dos padrões de alimentação ou de consumo de alimentos podem ser uma abordagem mais frutífera ao exame do palpel da dieta na gênese da obesidade infantil (SHILLS, 2006).
  • Atividade →  O aumento com a idadde na energia despendida em atividadwe física afirmam que alterações na atividade não explicam adequadamente o risco aumentado de obesidade que acompanha o período de repercussão de obesidade ou a adolescência (SHILLS, 2006).

 

Atendimento nutricional

Para o atendimento nutricional a pessoas com sobrepeso ou obesidade é necessário os seguintes aspectos:

  • Dados clínicos e laboratoriais (colesterol total e frações, triglicérides, glicose, hemograma, ácido úrico, sódio, potássio). Para o diabético é recomendado também o exame de hemoglobina glicosilada;
  • Avaliação do estado nutricional.
  • Detecção do padrão de distribuição da gordura corpóral através da circunferência abdominal;
  • Levantamento da alimentação habitual, em que são avaliadas a qualidade e a quantidade dos alimentos consumidos;
  • Verificação da frequência de consumo alimentar, da regularidade da alimentação e dos horários das refeições;
  • Levantamento das experiências prévias com dietas e tratamentos para emagrecimento, com seus respectivos resultados;
  • Avaliação dos horários em qua há sensação de fome; se há ou não atividade paralela à alimetnação; local, com quem as faz, qual o sentimento presente nesse momento e a velocidade de realização das refeições.

 

Objetivos da Dietoterapia

  • Diminuir a sobrecarga cardíaca;
  • Reduzir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares;
  • Contribuir para a diminuição e estabilização dos níveis pressóricos e séricos de colesterol, triglicérides e glicose;
  • Melhorar a evolução clínica do paciente.

 

O envolvimento da família no tratamento da obesidade infantil e adolescente é decisivo pois o paciente pediátrico raramente é responsável pela compra, preparação ou por servir o alimento (OLIVEIRA, 2003).

 

Independente da gravidade da obesidade, a primeira consideração em qualquer indivíduo obeso é a manutenção do peso, que se dá através da modificação dietética.(SHILLS, 2006)

 

A ingestão calórica reduzida deve permanecer a pedra angular da terapia de redução de peso, porque é mais fácil alcançar deficit calórico com menor ingestão alimentar que por aumento da atividade física (OLIVEIRA, 2003)..

 

Recomendações razoáveis são as propostas pela Conferência Internacional de Consenso sobre as Diretrizes de Atividade Física para Adolescentes, as quais sugerem que os adolescentes  devem participar em 3 ou mais sessões  por semana de atividade moderada a vigorosa que durem 20 minutos ou mais. Porém,  recomendações de atividades vigorosas não são apropriadas para adolescentes macisamente obesos que podem alcançar gasto máximo de energia com a marcha. Nesse gurpo, aumento simples na atividade física é o objetivo (OLIVEIRA, 2003).

Sobre Dra. Karina Carvalho - Nutricionista

Nutricionista Clínica, Nutricionista Esportiva, Nutricionista Estética, Nutricionista Funcional, Fitoterapia

Publicado em novembro 2, 2009, em Artigos Nutrição Clínica, Infantil, Nutrição Clínica e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

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