Arquivo mensal: outubro 2009

Genômica nutricional: Você já ouviu falar?

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Genômica Nutricional: Novos Estudos sobre as Interações entre Nutrição e o Genoma Humano

A genômica nutricional é o estudo das interações entre nutrição e o genoma, e inclui tanto a nutrigenômica quanto a nutrigenética (Figura 1). A terminologia ainda está sendo desenvolvida (Elliott & Ong, 2002, Müller & Kersten, 2003; DeBusk et al, 2005) e a definição de algumas das palavras-chave usadas nesta revisão é apresentada na Tabela 1. Por combinar novas tecnologias aos estudos da nutrição clássica, esta abordagem integrada tem como objetivo compreender como a dieta interage com o genoma humano para influenciar a saúde e a doença (Mathers, 2004; Ordovas & Corella, 2004).

Diversas pesquisas estão sendo realizadas no mundo todo, envolvendo uma extensa rede de pesquisadores (Kaput et al, 2005). A União Européia desempenha um papel central na genômica nutricional e a European Nutrigenomics Organisation (Organização Européia de Nutrigenômica) engloba 22 organizações de 10 países europeus. Organizações tais como a Nutrigenomics, dos Estados Unidos, e a Nutrigenomics da Nova Zelândia, também participam de amplas colaborações de pesquisas multidisciplinares (Tabela 2).

Interações entre o genoma, o meio-ambiente e agentes patogênicos têm conseqüências imediatas e a longo prazo, na saúde e na doença (Dauncey, 2004; Dauncey & White, 2004). Com doenças poligênicas multifatoriais, tais como a obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer, é provável que a genética, a nutrição e o estilo de vida possam ser usadas para identificar os riscos e as intervenções alvo. A compreensão molecular de como a nutrição afeta o corpo como um todo, por alterar a expressão e a função genética, deve permitir a avaliação de requerimentos nutricionais individuais, e promover a melhora da saúde e da qualidade de vida.

Por diversos anos, o conhecimento detalhado de genes específicos favorece pesquisas sobre diversos aspectos das interações nutrição-gene. O seqüenciamento do genoma humano e o desenvolvimento de tecnologias de alta qualidade agora também permitem a realização de pesquisas sobre o impacto global da nutrição em células, tecidos, órgãos e sistemas fisiológicos específicos.


Autores

Dra. S. Astley

PhD – Gerente de Comunicação, The European Nutrigenomics Organisation (NuGO), Institute of Food Research, Norwich Research Park, UK.

Prof. Dra. M. J. Dauncey

PhD, ScD, FIBiol – Fellow do Wolfson College, Universidade de Cambridge, Reino Unido – Cientista Sênior & Orientadora em Ciências Nutricionais e Biomédicas – Professora Visitante em Instituições Internacionais

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O que o celíaco pode ou não comer?

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PROIBIDOS:

Trigo (farinha de trigo, semolina, germe de trigo e farelo).

Aveia (flocos e farinha), Centeio, Cevada (farinha).

Malte, Cerveja, whisky, vodka, gin, e ginger-ale. Ovomaltine, bebidas contendo malte, cafés misturados com cevada.

Outras bebidas cuja composição não esteja clara no rótulo.

Leites achocolatados que contenham malte ou extrato de malte, queijos fundidos, queijos preparados com cereais proibidos.

Na dúvida ou ausência das informações corretas nas embalagens, não adquira o produto.

Patês enlatados, embutidos ( salame, salaminho e algumas salsichas ) Carnes à milanesa.

Extrato protéico vegetal, Proteína vegetal hidrolizada.

Mainoese, catchup, mostarda e temperos industrializados podem conter o glúten.

Leia com muita atenção o rótulo, os alimentos proibidos devem conter  a expressão CONTÉM GLÚTEN nos rótulos.

 

PERMITIDOS:

Arroz = farinha de arroz, creme de arroz, arrozina,  arroz integral em pó e seus derivados.

O creme de arroz não é um creme ou pasta, e sim um pó.

Milho = fubá, farinha, amido de milho ( maisena ), flocos, canjica e pipoca.

Batata = fécula ou farinha.

Mandioca ou Aipim =  fécula ou farinha, como a tapioca,  polvilho doce ou azedo.

Macarrão de cereais = arroz,  milho e mandioca.

Cará,  Inhame,  Araruta, Sagú, Trigo sarraceno.

Sucos de frutas e vegetais naturais, refrigerantes e chás.   Vinhos, champagnes, aguardentes e saquê. Cafés com selo ABIC.

Leite em pó, esterilizados ( caixas tetrapack ), leites integrais, desnatados e semi  desnatados.    Leite condensado, cremes de leite, Yacult.    Queijos frescos, tipo minas, ricota, parmesão. Pães de queijo. Para iogurte e requeijão, verifique observações nas embalagens.

Açúcar de cana, mel, melado, rapadura, glucose de milho, malto-dextrina, dextrose, glicose.   Geléias de fruta e de mocotó, doces e sorvetes caseiros preparados com alimentos permitidos.   Achocolatados de cacau, balas e caramelos.

Todos os tipos de carnes, incluindo presunto.

Manteiga, margarina, banha de porco, gordura vegetal hidrogenada, óleos vegetais, azeite.

Feijão, broto de feijão, ervilha seca, lentilha, amendoim, grão de bico, soja ( extrato protéico de soja, extrato hidrossolúvel de soja ).

Legumes e verduras: Todas

Sal, pimenta, cheiro-verde, erva, temperos caseiros, maionese caseira, vinagre fermentado de vinhos tinto e de arroz.

LEIA ATENTAMENTE OS RÓTULOS, PROCURANDO OS ALIMENTOS QUE CONTENHAM A SEGUINTE INFORMAÇÃO: NÃO CONTÉM GLUTÉN.
BIBLIOGRAFIA:

Associação dos Celíacos do Brasil. disponível em:  < http://www.acelbra.org.br/2004/alimentos.php&gt;

Doença Celíaca

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A doença celíaca é a intolerância permante ao glúten.

A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Devido a exclusão total de alguns alimentos ricos em carbohidratos e fibras, a dieta do Celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc) e proteínas (carne em geral) e em menor parte de carbohidratos (massas sem glúten, açúcares, etc). Todo Celíaco que não transgride a doença, tende a ter um aumento do peso corporal, e desta forma deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.

O que é o GLÚTEN ?

É a principal proteína presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada, e no Malte (ssub-produto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis. Na verdade, o prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são “partes do glúten”, que recebem nomes diferentes para cada cereal. Vejamos : No Trigo é a Gliadina, na Cevada é a Hordeína, na Aveia é a Avenina e no Centeio é a Secalina. O Malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos Celíacos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto uma dieta deve ser seguida à risca. O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos.

 

O quadro clínico da doença se manifesta com e sem sintomas. No primeiro caso, há duas formas:

A CLÁSSICA

É freqüente na faixa pediátrica, surgindo entre o primeiro e terceiro ano de vida, ao introduzirmos alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas, entre outros industrializados com cereais proibidos. Caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.

NÃO CLÁSSICA

Apresenta manifestações monossintomáticas, e as alterações gastrintestinais não chamam tanto a atenção. Pode ser por exemplo, anemia resistente a ferroterapia, irritabilidade, fadiga, baixo ganho de peso e estatura, prisão de ventre, constipação intestinal crônica, manchas e alteração do esmalte dental, esterilidade e osteoporose antes da menopausa.

ASSINTOMATICA

E se não houver sintomas? Há ainda, a doença na forma assintomática. São realizados nestes casos, exames (marcadores sorológicos) em familiares de primeiro grau do celíaco, que têm mais chances de apresentar a doença (10%). Se não tratada a doença, podem surgir complicações como o câncer do intestino, anemia, osteoporose, abortos de repetição e esterilidade.

 

BIBLIOGRAFIA:

Associação dos Celíacos do Brasil. Disponível em: http://www.acelbra.org.br/2004/doencaceliaca.php

Cigarro você sabe os seus efeitos sobre o organismo?

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Cigarro você sabe os seus efeitos sobre o organismo?

Efeitos no cérebro:

Essa substância, quando usada ao longo do tempo, pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.

Efeitos no resto do organismo:
A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na freqüência respiratória e na atividade motora.
Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca queda da contração do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstrição e na força das contrações cardíacas.

Tabaco e gravidez:
Quando a mãe fuma durante a gravidez “o feto também fuma”, recebendo as substâncias tóxicas do cigarro através da placenta. A nicotina provoca aumento do batimento cardíaco no feto, redução do peso do recém-nascido, menor estatura, além de alterações neurológicas importantes, sem falar no maior risco de aborto espontâneo. Durante a amamentação, as substâncias tóxicas do cigarro são transmitidas para o bebê também através do leite materno.

Tabagismo passivo:
Os fumantes não são os únicos expostos à fumaça do cigarro pois os não-fumantes também são agredidos por ela, tornando-se fumantes passivos.
Os poluentes do cigarro dispersam-se pelo ambiente, fazendo com que os não-fumantes próximos ou distantes dos fumantes, inalem também as substâncias tóxicas.
Estudos comprovam que filhos de pais fumantes apresentam uma incidência 3 vezes maior de infecções respiratórias (bronquite, pneumonia, sinusite) do que filhos de pais não-fumantes.

Aspectos gerais:
O hábito de fumar é muito freqüente na população. A associação do cigarro com imagens de pessoas bem sucedidas, jovens, desportistas é uma constante nos meios de comunicação. Este tipo de propaganda é um dos principais fatores que estimulam o uso do cigarro. Por outro lado, os programas de controle do tabagismo, vêm recebendo um destaque cada vez maior em diversos países, ganhando apoio de grande parte da população.

Efeitos tóxicos:

A fumaça do cigarro contém um número muito grande de substâncias tóxicas ao organismo. Dentre as principais, citamos a nicotina, o monóxido de carbono, e o alcatrão.

O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade da ocorrência de algumas doenças como, por exemplo, a pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago, entre outros), enfarte miocárdio; bronquite crônica; enfisema pulmonar; derrame cerebral; úlcera digestiva; etc. Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar ainda náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, bradicardia e fraqueza.

13 maus hábitos que atrapalham a sua dieta

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13 maus hábitos que atrapalham a sua dieta

Proteja-se deles e emagreça muito mais rápido, sem passar fome nem raiva!

1.Ficar sem comer.

Reduzir demais o cardápio força o organismo a conservar energia, em vez de gastá-la. O resultado disso é que o metabolismo fica lento. É fundamental não pular nenhuma refeição e alimentar-se em um intervalo de no máximo três horas. O segredo para fazer isso sem ganhar nenhum quilinho? A moderação, claro. Fracionando a alimentação em pequenas porções ao longo do dia, você evita compensar a fome de leão de uma tarde inteira em jejum na hora do jantar.

2. Se alimentar de grandes expectativas.
É importante traçar uma meta de quilos que você deseja derreter. Mas ela precisa ser realista para poder ser alcançada. Do contrário, vem a frustração e um adeus ao programa alimentar por mais eficiente que ele tenha se mostrado.

3. Não beber líquidos.
Mais um ponto negativo. A hidratação do corpo literalmente lava as células e leva embora as toxinas que o organismo produz. Abuse daquele refrescante copo d água, da água-de-coco, dos sucos naturais (sem açúcar) e dos chás. Com um porém: nada de usar a água para enganar a fome. Ela pode até estufar seu estômago, mas a sensação dura pouco e você pode acabar esparramada no meio de um monte de guloseimas. O ideal é comer uma fruta nos intervalos das refeições, por exemplo.

4. Engolir a comida
Evite comer com pressa e mastigue lentamente os alimentos. O estômago demora quinze minutos para enviar uma mensagem ao nosso cérebro de que estamos satisfeitos. Ou seja, comendo rápido demais, seu organismo não tem tempo de avisar ao cérebro que você já está satisfeita.

5. Perder a medida do prato.
Evite levar à mesa travessas e recipientes com os alimentos. Assim você evita ficar beliscando e perdendo a noção da quantidade de comida. Conte as porções de cada alimento e monte seu prato com elas.

6. Cortar o prazer das refeições.
Toda dieta drástica é mais difícil de ser seguida. Não precisa ficar em abstinência de doces e massas, por exemplo. Se não estiver resistindo, coma um pedaço pequeno da sobremesa ou uma porção menor da lasanha. E, quando tiver mais opções, opte pela alternativa menos calórica.

7. Concentrar todos os esforços na dieta.
Não adianta nada fechar a boca e ficar todos os dias deitada, esperando os pneuzinhos se auto-destruirem. A conta é simples: se você consumir mais do que queima em calorias, não vai perder massa gorda.

8. Comer no meio do tumulto.
Prefira um lugar calmo e tranqüilo para se alimentar e prestar atenção nas garfadas. Na frente da televisão, por exemplo, é bem provável que você coma por impulso, sem nem perceber que já tinha alcançado a saciedade. Resumindo: calorias a mais, à toa!

9. Dispensar as fibras.
Elas são poderosíssimas, fazem seu intestino funcionar corretamente e ainda ajudam na regulagem de açúcar no sangue. São encontradas nas frutas, verduras e grãos integrais. Comece a refeição sempre pela salada, que antecipa a saciedade.

10. Achar que os rótulos são enfeites de embalagem.
A tabela nutricional contida no rótulo de cada produto é uma amigona da sua dieta. Observe o valor calórico, a quantidade de açúcar e os teores de gordura indicados. Leve para casa o que apresenta os menores níveis. Também escolha as embalagens menores, principalmente as de guloseimas. Tamanho família não combina com a redução de calorias.

11. Achar que é moda perder peso.
Primeiro, a boa notícia: sim, existe a dieta ideal. Agora, outra boa notícia: ela é uma só e inclui praticamente todos os alimentos. Ficou surpresa? Mas é isso mesmo: seu organismo só vai responder com a perda de peso se notar que todos os nutrientes indispensáveis estão sendo consumidos. Proteínas, carboidratos, frutas e verduras, nada deve ser cortado. Tomar só sopa por um mês inteiro? Bem, talvez você consiga perder mais líquido do que gordura e terá a falsa impressão de que enxugou o shape. Outra enganação Programas drásticos não promovem a reeducação alimentar. Com isso, o pouco que foi perdido volta em dobro e, numa próxima tentativa, você vai precisa de esforço dobrado para secar qualquer grama.

12. Ir ao fogão ignorando a dieta.
Ao preparar a comida, prefira sempre os ingredientes menos calóricos e saudáveis. Faça substituições inteligentes no cardápio. Troque o leite comum pelo desnatado; o creme de leite normal pelo light; reduza a quantidade de óleo na preparação dos pratos e dê preferência para pratos que passarão por cozimento às frituras

13. Virar imã da balança.
Todo o dia você corre para a danada, louca para saber quanto da silhueta já foi afinada? Em alguns casos, esse simples hábito pode ser um balde de água fria, emagrecendo a sua vontade.

Você tem fome e sede de quê?

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Saiba o que é a Fome Oculta

A chamada fome oculta é a carência nutricional de micronutrientes e/ou sais minerais, como vitaminas, ferro, zinco, cobre, selênio ou molibdênio. Ao contrário da desnutrição, que atinge especialmente a população carente, a fome oculta está presente em qualquer população, de qualquer faixa etária ou classe social.

A fome oculta traz alguma conseqüência?
Sim. O reflexo dessa carência vem ao longo dos anos, quando, ainda jovens, as pessoas manifestam problemas metabólicos importantes. Alguns desses problemas são a osteoporose (Síndrome que causa a fragilidade óssea), devido à falta de cálcio; a anemia, por falta de ferro; problemas na visão e na pele, devido à carência de vitamina A, Pode aumentar o risco do desenvolvimento de câncer, diabetes, problemas cardiovasculares, hipertensão e envelhecimento precoce. São problemas não facilmente perceptíveis e, depois que se manifestam, são muito difíceis de reverter. Muitas vezes, as pessoas já chegam à adolescência com carência de diversos nutrientes – o que, muitas vezes, não se nota de imediato.

Como os profissionais de saúde podem identificar a fome oculta?
A principal característica da doença é a dificuldade de diagnóstico e a ausência de sinais específicos em grande parte dos casos. Ela não é visível clinicamente como a desnutrição e pode ter diferentes causas, com distintas formas de tratamento.

O que pode ser feito para evitar a fome oculta?
A solução está em uma alimentação variável e completa, onde todas as refeições tenham frutas, legumes e verduras, e onde as calorias vazias (doces e refrigerantes, por exemplo) sejam deixadas de lado.
Cabe a cada um de nós ajudar a combater a fome – todas elas. Alimentação adequada desde o princípio da vida é a melhor forma de prevenção da fome oculta. É claro que antecedentes familiares e pré-natais influenciam, mas a dieta equilibrada, incluindo alimentação prolongada de leite materno, previne grande parte dos casos. A prevenção é de suma importância, visto que nem toda fome oculta é diagnosticável em fase funcional. Embora já existam exames laboratoriais capazes de detectar algumas deficiências, a carência de complexo B, por exemplo, só é diagnosticada a partir do aparecimento de sinais clínicos.

Significado das cores dos Alimentos

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As cores dos alimentos são determinadas pela presença dos pigmentos.

A alimentação é essencial para prevenir doenças e manter o bom funcionamento do organismo. Nesse processo, cuidar da quantidade e variedade de cores no prato é o primeiro passo. A aparência visual do cardápio, além agradar à visão e aguçar o paladar, pode ser importante aliada para manter o equilíbrio nutricional.
Veja qual a importância das cores e em que alimentos apostar na composição do prato:

  • Amarela – Auxilia na manutenção dos tecidos e dos cabelos. Também são ótimas fontes de vitamina C, importante aliado do sistema imunológico. Alimentos de tonalidade alaranjada e amarela são oxidantes e atuam contra a ação dos radicais livres, prevenindo o envelhecimento, por exemplo. A cor vem da substância betacaroteno, que atua no metabolismo de gordura. Exemplo:Laranja, mamão, melão, milho, pêssego, pimentão amarelo.
  • Branca – A substância flavina dá a cor branca aos alimentos ricos em minerais, carboidratos, vitamina B6, cálcio e fósforo. Auxiliam na renovação celular, protegem o sistema imunológico e ajudam na formação dos dentes e na elasticidade dos músculos. Exemplo: Alho, arroz, banana, batata, couve-flor, cebola, feijão branco, mandioca, pêra.
  • Marrom – Regulam o intestino, melhoram a flora intestinal, controlam o colesterol e o diabetes. Têm efeito contra a fadiga. São importantes fontes de fibras, selênio e vitamina E. Exemplo: Amêndoa, amendoim, arroz integral, canela, castanha, feijão, pão integral, trigo.
  • Preta ou roxa – A tonalidade azulada, preta ou roxa vem da antocianina, pigmento associado à vitamina B1, responsável pela transformação dos nutrientes em energia. Exemplo: Alcachofra, ameixa, berinjela, feijão preto, figo, jabuticaba, repolho roxo, uva.
  • Verde – Resultante da clorofila, os alimentos desta cor têm a capacidade de desintoxicar as células; inibir radicais livres, efeito anticancerígeno e ajudam a proteger o coração. Melhoram o sistema imunológico Exemplo: Abobrinha, agrião, alface, almeirão, chuchu, couve, escarola, espinafre, kiwi, pimentão, pepino.
  • Vermelhos – O licopeno é uma substância que age como antioxidante e é responsável pela cor vermelha do morango, tomate, melancia, caqui, goiaba vermelha, framboesa, cereja. Mais recentemente foi é apontado como um protetor eficaz contra o aparecimento de câncer de próstata. Os alimentos vermelhos contêm, ainda, antocianina que estimula a circulação sangüínea.

Hipertensão Arterial

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A Hipertensão Arterial pode ser definida como a presença de níveis tensionais acima do normal, tanto para pressão sistólica como para diastólica.

  • Quando a pressão se eleva, pode aparecer:

ü     Cefaléia – dor de cabeça

ü     Sensação de calor

ü     Dispnéia – dificuldade para respirar / cansaço

ü     Opressão no peito.

  • Em casos graves:

ü        alterações na consciência

ü        crises convulsivas

O que causa a pressão alta?

  • 90% dos casos de hipertensão não tem causa definida, podem ser classificados como casos de hipertensão primária.
  • 10% dos casos são secundários à outra doença e tratando-se a causa ela pode ser revertida.

Fatores de Risco Associados:

Alguns fatores podem aumentar a chance de manifestar a hipertensão ou agravá-la, como:

  • Obesidade
  • Fumo
  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Sedentarismo
  • Alimentação inadequada
  • Diabetes
  • Dislipidemias (colesterol e triglicérides elevados)

Quais as conseqüências e riscos da hipertensão?

A hipertensão pode levar a doenças como:

  • Doenças cerebro-vasculares (AVC –acidente vascular cerebral)
  • Doença arterial coronária
  • Insuficiência cardíaca
  • Insuficiência renal
  • Doença vascular de extremidades
  • Morte

Recomendação Nutricional:

Quais os alimentos devemos evitar para controlar a pressão arterial?

  • Frios e embutidos: lingüiça, salsicha, presunto, salame, mortadela…
  • Toucinho defumado, camarão seco, bacalhau, carne seca…
  • Queijos salgados: mussarela, prato, provolone, parmesão…
  • Temperos prontos (alho e sal, cubos, em pó)
  • Molhos industrializados (maionese, catchup, shoyu, mostarda, molho inglês, molho de tomate…)
  • Sopas prontas em pó
  • Alimentos congelados
  • Macarrão Instantâneo
  • Alimentos em conserva (lata): ervilha, milho (exceto o no vapor), palmito, azeitona, aspargo, sardinha, atum…
  • Bolachas salgadas e salgadinhos em pacote
  • Margarina e manteiga com sal

Recomendações Finais:

  • Consuma os alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados.
  • Use temperos naturais para dar sabor aos alimentos.
  • Inclua na alimentação verduras, legumes e frutas.
  • Consuma leguminosa e alimentos ricos em fibras.
  • Utilize carnes magras, peixes e aves sem pele.
  • Controle a quantidade de sal adicionada nos alimentos.
  • Evite alimentos e temperos industrializados.
  • Controle a quantidade de bebidas alcoólicas.

“Para o tratamento da hipertensão, deve-se realizar uma mudança de estilo de vida, incluindo uma alimentação equilibrada e novos hábitos, desde que sejam permanentes”.

Imunonutrição: Você Sabe o que é?

Qual a relação entre Nutrição e Sistema Imune?

O funcionamento do sistema imune é fortemente influenciado pelo estado nutricional do organismo e pelos nutrientes ingeridos na alimentação.

A ingestão inadequada de energia, macronutrientes e micronutrientes resultam em efeito supressor (diminuição) de funções imunes, aumentando o risco de infecções.

*    Como comer?

Dois princípios regem a lei da boa alimentação:

–   Variedade → é preciso combinar diariamente alimentos construtores (carnes, feijão, nozes, amendoim, leite e derivados)  que ajudam na formação dos tecidos, músculos e ossos; alimentos reguladores (vegetais e frutas), ricos em vitaminas e sais minerais; e energéticos (massas, pães, cereais integrais, arroz), que fornecem energia para atividades do corpo, além de óleos vegetais, gordura e açúcar (que devem ser utilizados com moderação).

–   Harmonia → na quantidade e na combinação dos alimentos.

*    Nutrientes podem ter ação farmacológica?

Sim. Os nutrientes, além de exercerem funções nutricionais intrínsecas para o organismo humano, podem modular o funcionamento do sistema imune e auxiliar no tratamento de doentes hospitalizados. Essa ação farmacológica dos nutrientes forneceu base para um novo conceito de nutrição clínica: a Imunonutrição, que consiste na oferta de macro e micronutrientes selecionados, com o objetivo de tornar a resposta imunológica favorável para pessoas com alguma enfermidade.

Nutrientes que agem diretamente sobre o sistema imunológico.

Vitamina C → Aumenta a produção de células de defesa, que tem efeito direto sobre bactérias e vírus, elevando a resistência a infecções. Fontes: Frutas cítricas, tomate, vegetais de folha, pimentão.

Vitamina E → É um antioxidante que tem demonstrado ter um efeito poderoso contra a deterioração das células e efeitos contra o envelhecimento. Fontes: Óleo de germe de trigo, carnes magras, laticínios, alface, óleo de amendoim.

Vitamina A → Tem ação antiinflamatória. Necessária para o crescimento normal e para o funcionamento normal dos olhos, do nariz, da boca, dos ouvidos e dos pulmões. Previne resfriados e várias infecções. Evita a “cegueira noturna”. Fontes: Vegetais amarelos (cenoura, abóbora, batata doce, milho), pêssego, nectarina, abricó, gema de ovo, manteiga, fígado.

ü      Vitamina B6 → Excelente para aumentar a imunidade geral do organismo. Tem ação protetora contra o câncer, ajuda a controlar alguns tipos de diabetes e tem sido muito usada para aliviar sintomas da tensão pré-menstrual. Fontes: cereais integrais, fígado, carnes magras, peixe.

Selênio (Se)→Antioxidante, imunoestimulante, desintoxicante  e antiinflamatório. Fontes: a aveia, o arroz integral, os pêssegos e a Castanha do Pará.

Zinco (Zn) → Atua na reparação dos tecidos e na cicatrização de ferimentos. Fontes: aipo, aspargos, figo, pêssegos, batata, berinjelas, etc.

HELICOBACTER PYLORI

1. O que é a bactéria Helicobacter pylori?
É o principal agente que causa infecção no estômago. Pode levar à gastrite, úlcera e câncer de estômago.

2. Quando e como a pessoa se contamina?
A contaminação pela bactéria H. pylori acontece normalmente na infância, mas pode acontecer em qualquer momento da vida. A infecção ocorre com a ingestão da bactéria pela ingestão de alimentos ou líquidos contaminados.

3. Como a bactéria age no estômago?
A bactéria se instala na camada do muco do estômago e se estabelece na junção intracelular. Em seguida, libera toxinas que vão produzir um processo inflamatório na parede do estômago, que pode ocasionar a destruição da membrana da mucosa. Sem proteção da membrana, o ácido produzido pelo estômago pode causar lesões como úlcera e câncer gástrico.

4. Quais são os sintomas mais comuns?
Na maioria das vezes, a H. pylori permanece assintomática no organismo. Mas, em alguns casos, ela pode causar desconforto, sensação de estufamento, náuseas ou vômitos, queimação ou dor na parte superior do abdome, usualmente em jejum.

Sintomas emergenciais:
Caso tenha alguns dos sintomas abaixo, chame seu médico imediatamente:
* Dor no estômago aguda, súbita e persistente.
* Fezes negras ou com sangue.
* Vômito com sangue ou com aparência de borra de café.
Tais sintomas podem ser sinal de problema sério como:
* A úlcera escavou através da parede do estômago ou duodeno.
* O ácido ou a úlcera rompeu um vaso sanguíneo.
* A úlcera bloqueou o caminho da comida tentando deixar o estômago.

Recomendações Nutricionais
Evite:
1– Café, chá, café, refrigerantes, cigarro.
2– Bebidas alcoólicas.
3– Condimentos e temperos (Pimentas, noz moscada, cravo da índia, alho, extrato de carne, picles).
4– Refeições volumosas. Pequenos volumes e alimentação mais freqüente podem beneficiar alguns pacientes.
5- Antiácidos contendo Cálcio.

6- Outros alimentos de acordo com a tolerância individual.