NÃO COMA COM OS OLHOS!

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O sistema nervoso, com os estímulos que vêm principalmente pelos olhos e pelo nariz, já nos prepara para uma refeição. Eles abrem o apetite – às vezes, até demais – e é por isso que corremos o risco de ter o olho maior que a barriga e exagerar na comida.

SUPER NOVIDADE: VEM AÍ O NA MEDIDA!

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A partir de semana que vem a Nutricionista Karina Carvalho integrará a Equipe de Colunistas do Jornal Comunic Notícias. Toda semana estarei escrevendo, na coluna chamada #NaMedida, sobre os mais variados temas ao redor da nutrição e sua relação com a estética, beleza, saúde, esporte, plantas medicinais, entre outros temas. Não deixem de acompanhar o jornal, a equipe é formada pelos mais renomados colunistas da região, entre eles: Fábio Soares, Paula Duarte , Angélica Leal, Franciele Aleixo, Uaiara Araújo, Taí Braz e muitos outros.

Não percam a minha estréia como colunista na próxima semana e não deixem de enviarem os seus comentários na coluna do jornal, para que possamos melhorar a cada dia mais, em busca de informações importantes, atuais e com o compromisso com a verdade.

Conheçam um pouco mais sobre o jornal no link abaixo:
http://comunicnoticias.com/

PARE DE FUMAR SEM ENGORDAR

11168031_989071784438743_601074556935651521_nE as dicas são pra quem está querendo largar esse vício, mas não cair nas tentações de doces e outros alimentos em substituição.
Parar de fumar não pode ser um sinônimo de ganhar peso. Deve ser encarado como uma etapa de mudança e de qualidade de vida.

Aproveite o momento para motivar-se a buscar opções mais saudáveis, em todos os aspectos.

Se você estiver passando por essa situação, veja as sugestões abaixo para substituição do cigarro por coisas lights:

Não tome o cafezinho depois do almoço. Você terá vontade de voltar ao hábito de fumar. É melhor beber um copo de água.

Bateu aquela vontade de fumar em casa? Deixe à mão tirinhas de cenoura ou baby carrots. São petiscos benéficos e pouco calóricos.

Consuma aveia. Ela tem alta concentração de selênio, o que gera um antioxidante que elimina os radicais livres provocados pelo fumo.

Em momentos de desespero, masque um chiclete sem açúcar. No entanto, não transforme essa atividade em uma constante.

Esse processo é muito importante e requer ajuda de profissionais, incluindo nutricionista. Acredite que você pode mudar e dê o primeiro passo!
E as dicas são pra quem está querendo largar esse vício mas não cair nas tentações de doces e outros alimentos em substituição.
Parar de fumar não pode ser um sinônimo de ganhar peso. Deve ser encarado como uma etapa de mudança e de qualidade de vida.

Aproveite o momento para motivar-se a buscar opções mais saudáveis, em todos os aspectos.

Se você estiver passando por essa situação, veja as sugestões abaixo para substituição do cigarro por coisas lights:

Não tome o cafezinho depois do almoço. Você terá vontade de voltar ao hábito de fumar. É melhor beber um copo de água.

Bateu aquela vontade de fumar em casa? Deixe à mão tirinhas de cenoura ou baby carrots. São petiscos benéficos e pouco calóricos.

Consuma aveia. Ela tem alta concentração de selênio, o que gera um antioxidante que elimina os radicais livres provocados pelo fumo.

Em momentos de desespero, masque um chiclete sem açúcar. No entanto, não transforme essa atividade em uma constante.

Esse processo é muito importante e requer ajuda de profissionais, incluindo nutricionista. Acredite que você pode mudar e dê o primeiro passo!

11 ALIMENTOS QUE SABOTAM SUA SALADA

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Parece que não, mas aquele molho pronto ou os pedaços de croutons espalhados sobre o alface podem arruinar sua dieta

Não adianta trocar o prato de macarronada por uma salada se ela estiver recheada de gostosuras engordativas. Alguns ingredientes, como os molhos gordurosos, croutons e outros, adicionam muitas calorias em um prato que tinha tudo para ajudar na dieta.

Outros ingredientes, mesmo com baixa caloria, não trazem benefícios. O peito de peru é um exemplo, assim como todos os frios e embutidos. É rico em sódio, provoca retenção de líquidos e alterações na pressão, além de ter conservantes cancerígenos (nitritos e nitratos).

Por isso, se a ideia é perder peso, fuja dos alimentos abaixo:

:: Croutons: contêm bastante gordura, por normalmente serem assados com óleo.

:: Tomate seco: são 800 calorias a cada 100 gramas.

:: Batata palha: Seu corte faz com que ela absorva muita gordura, durante a fritura .

:: Mussarela de búfala: saborosa, mas deixa a salada calórica demais. Quatro unidades pequenas somam 121 calorias.

:: E o parmesão, que é rico também em sódio.

:: Assim como o queijo gorgonzola, que é rico também em sódio.

:: Maionese: uma colher de sopa contém 126 mg de sódio.

:: Requeijão torna a salada mais calórica.

:: O azeite de oliva é saudável, mas não precisa usar mais de uma colher.

:: Com as castanhas é a mesma lógica: use, mas sem exagero.

CALDO KNORR, MAGGI, SAZON – UM VENENO EM PEDACINHO DE SABOR

10342412_1001393343206587_1165895032694905732_n“Glutamato Monossódico, também conhecido por Ajinomoto, Kitano, Arisco, Caldo Maggi, Caldo Knorr ou Sazón, Veneno em pedacinhos de sabor”

O que é Glutamato Mossódico

O glutamato monossódico, também conhecido por Ajinomoto, Kitano, Arisco, Caldo Maggi, Caldo Knorr ou Sazón, é um aditivo que realça o sabor dos alimentos e por isso é utilizado em quantidades incríveis na fabricação de uma diversidade de comidas processadas e industrializadas.

Este aditivo, no entanto, está longe de ser uma substância inofensiva para a saúde. Quando se fala em glutamato monossódico, fala-se de uma substância que causa reações adversas como as alergias cutâneas, náuseas, vômitos, enxaquecas, asma, taquicardia, irregularidades cardíacas, tonturas e depressão.

A utilização diária dos temperos artificiais, conhecidos popularmente como caldos Knorr, Kitano, Arisco, Maggi, Sázon, Ajinomoto, ou ainda os caldos de sopa e outros aditivos que servem para dar gosto e cor aos alimentos podem acarretar sérios danos à saúde.

O glutamato monossódico pode levar à liberação de acetilcolina, uma substância química estimulante da função muscular, além de inibidora da absorção de glicose por parte de células cerebrais. Como resultado, está relacionado à obesidade e à doença de Alzheimer, além de ser altamente tóxico para os neurônios.

O uso crescente dos temperos artificiais na culinária, é um dos motivos para o aumento de “doenças silenciosas”. Os chamados caldos de galinha, ou de carne, são um perigo silencioso à saúde pública.

A substância é um neurobloqueador do hipotálamo, controlador do apetite, o que incrementa a quantidade de comida ingerida causando, como consequência, a obesidade, tão comum nos dias atuais, não somente em adultos, mas também, e principalmente, em crianças, as principais vítimas dos alimentos processados e industrializados.

Dica Saudável para fugir do Glutamato Mossódico

Aprenda a utilizar condimentos, especiarias, ervas e comece desde já a deixar de lado este veneno industrial carregado de químicos que faz muito mal à sua saúde. Devido ao excesso de sódio, os temperos industrializados não devem fazer parte da rotina alimentar. O ideal são temperos frescos, como alho e cebola.

BOLO DE CENOURA SEM GLÚTEN E SEM LACTOSE

11223529_1011423245536930_3483951475023903679_nTem coisa melhor nesse friozinho que um bolinho de cenoura quentinho? Se você possui restrição à lactose e ao glúten, essa receita é ideal para você!

:: INGREDIENTES:
3 xícaras de farinha de arroz ou de mistura para bolos sem glúten, (ode misturar as duas se quiser)
2 xícaras de açúcar
1 xícara de óleo
3 ovos
3 cenouras médias
1 pitada de sal
1 colher de sopa de fermento em pó

>> Cobertura:
2 colheres de sopa de chocolate em pó (usei o 50% cacau da nestlé) pode ser qualquer um sem glúten e sem lactose
2 colheres de sopa de açúcar.
1 colher de sopa de margarina (becel azul pois não tem leite)
2 colheres de sopa de água ou leite sem lactose

:: MODO DE PREPARO
>Bolo:
Bata no liquidificador o açúcar, o óleo, os ovos e as cenouras picadas ou raladas.
Coloque a farinha de arroz ou mistura para bolos sem glúten e sem lactose em uma vasilha com a pitada de sal.
Jogue o creme que foi batido no liquidificador por cima da farinha e misture com uma colher até que a massa fique homogênea, por último misturar o fermento.
Coloque a mistura em uma forma média retangular ou de furo no meio, untada com óleo e polvilhada com um pouco da farinha usada na receita.
Levar ao forno preaquecido a 180ºC por mais ou menos 30 minutos ou até que esteja assado, furando a massa com um garfo ou palito e saia limpo.

> Cobertura:
Misturar os ingredientes e levar ao fogo até que fique cremoso.

Deixe esfriar uns 5 minutos e depois jogar por cima do bolo ainda quente.
Cortar e servir quente ou frio.

:: Informações Adicionais
A quantidade dos ingredientes da cobertura podem variar a gosto de cada um.

COMO FOI O SEU FINAL DE SEMANA?

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Enquanto você continuar pensando que dieta e treino são “tarefas” apenas para durante a semana, seus resultados continuarão sendo limitados. Um final de semana todo fora da dieta é capaz de anular toda a evolução alcançada na semana.

Pense comigo, se você seguir o planejamento de segunda a sexta-feira, mas furar no sábado e domingo, ao longo dos 365 dias do ano, serão 104 dias fora da dieta. Será mesmo que é possível ter uma evolução consistente dessa forma?

Evite pular refeições e programe-se para deixar doces, frituras, junk food, bebidas alcoólicas, como exceções e não permita torná-los um hábito em sua vida.

Boa semana a todos!

APRENDA FAZER: Desodorante Natural Caseiro – Sem Alumínio

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Quem é meu paciente sabe que um dos exames solicitados é a dosagem de alumínio sérico. Está sendo muito comum, na nossa região Sul Fluminense, intoxicação por metal pesado (principalmente alumínio), seja por trabalhar em indústria de metalúrgia ou morar nas proximidades dela (como por exemplo a CSN), seja pelo uso de panelas de alumínio ou pelo uso de desodorantes e perfumes, alimentos industrializados e os vegetais e frutas contaminados (agrotóxicos).

>> Efeitos Tóxicos, sintomas e Sinais da Intoxicação por Alumínio:
anemia, fator de risco para doença de Alzheimer, neurotoxidade aguda, encefalopatia crônica, osteomalácia, doença óssea adinâmica

>> Fase aguda de alumínio:
agitação, confusão mental, mioclonia, convulsão, coma e até a morte, distúrbio da fala, apraxia (dificuldade de executar movimentos precisos), alucinações auditivas e visuais, dores ósseas, fraqueza muscular, Hipercalcemia (acúmulo de cálcio em regiões do corpo como articulações, artérias.) e hiperfosfatemia (aumento do fosfato)

>> A intoxicação crônica por alumínio:
Provoca doenças como constipação intestinal, anorexia, cefaléia, ataxia (falta de coordenação nos movimentos) perda da memória, distúrbios de aprendizado, hiperatividade, convulsão, demência pré-senil, padrão de fala alterados, doenças hepáticas e renais. Um estudo feito em 2008 pelos americanos mostrou aumento 60% do risco de desenvolver Doença de Alzheimer a longo prazo.

>> RECEITA DE DESODORANTE NATURAL CASEIRO
1/2 xícara de leite de magnésio
1/4 xícara de água
1 colher de chá de óleo essencial da sua escolha (eu adoro variar entre lavanda, alecrim, rosas e sândalo)

Misture todos os ingrediente num recipiente de vidro/spray, chacoalhando bem até ficar homogêneo.

>> Evite contaminantes:
. Panela de alumínio troque por panela de aço inox
. Frutas ácidas (aumentam a concentração do metal presente no organismo)
. Latas em geral, principalmente de refrigerantes
. Cigarros
. Medicações anti-ácidas
. Papel alumínio substituir por papel antiaderente
. Creme para pele, maquiagem e shampoo contém sais de alumínio, utilizar cremes e maquiagem sem sais de alumínio de prefenrência de produtos naturais ou orgânicos, as marcas vendidas na Beleza Orgânica (site: http://belezaorganica.com/loja) são de matéria-prima natural
. Desodorantes contendo sais de alumínio, utilizar desodorante sem sais de alumínio como os das marcas L’Occitani e Bioderme ou Bicarbonato de sódio e água: Misture a metade de uma colher de chá de bicarbonato de sódio com um pouco de água e aplicar na área das axilas. O bicarbonato de sódio pode neutralizar as bactérias que causam odor. Uma aplicação pode durar até 24 horas.
. Farinha branca de trigo
. Tubo de pasta de dentes de alumínio utilize os de plástico
. Água gaseificada contém alumínio no processo industrial de gaseificação
. Água de distribuição pública é tratada com alumínio. Portanto, utilizar filtro que retém as partículas de metais pesados. Existe um modelo da Lorenzetti Giovialle que exerce a filtragem de partículas de metais pesados.

SÍNDROME FÚNGICA: VOCÊ PODE SER VÍTIMA DESSE MAL E NÃO SABER

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Vários problemas estão associados a síndrome fúngica, entre eles estão: Hiperatividade e Distúrbio de concentração, Depressão bipolar, Depressão, Ansiedade, Fibromialgia, Fadiga crônica, Enxaqueca, Tireoidite de Hashimoto, Psoriase, Artrite reumatóide, Distúrbio gastrointestinal, Micoses, Infecções Urinárias, Compulsividade, Alergias, Imunodepressão, Assadura, Sapinho, Aftas, Irritabilidade, Letargia, Cistite Intersticial, necessidade de comer doce, Acnes, Dermatite seborréica, Candidiase vaginal de repetição, Rosácea, Edema, Sangue nas fezes, Queda de cabelo, Colite, Bronquite, Boca ou garganta seca, Urgência urinária, Hipoglicemia, Nervosismo e os sintomas não param por aí, vão muito além destes já citados.

Uma síndrome oculta e silenciosa! É assim que os estudiosos se referem ao conjunto de sintomas crônicos persistentes, muitas vezes fatais, que a multiplicação exacerbada desses microorganismos, associados ao tipo e quantidade de compostos tóxicos que produzem, pode causar a todos os sistemas do nosso organismo. Microorganismos mais antigos que a raça humana, desenvolveram recursos de sobrevivência tão complexos que ainda não nos permitem conhecer todas as suas ações quando em estágio de virulência, sendo muitas vezes tão complexo identificar os sintomas e associá-los ao problema.

Diferentes das bactérias, os fungos são do mesmo ramo biológico dos humanos, portanto, possuem as características celulares semelhantes as nossas células o que torna o tratamento por drogas sempre agressivo e pouco eficiente.

Mais importante que matar os fungos, naturais da nossa microbiota, é manter o controle e equilíbrio da mesma. Nosso comportamento alimentar e as condições ambientais atuais são ameaças reais ao nosso organismo. O surgimento desta epidemia, assim como diversas outras, reflete a nosso desequilíbrio nutricional com uma consequente diminuição da capacidade imunológica, fruto da sobrecarga de consumo de produtos alimentícios com substâncias que devem ser repelidas e, a carência de uma alimentação nutritiva que forneça todos os nutrientes necessários para um bom funcionamento físico, mental e emocional.

Conhecer os fatores que predispõe a esta síndrome e, entender a sua relação com
os sintomas apresentados e o nosso comportamento alimentar vão nos permitir atuar nas verdadeiras causas do seu desenvolvimento, através de uma terapia mais eficiente e integrada.

Fatores alimentares, ambientais e comportamentais que predispõem ao desenvolvimento fúngico: Alimentação pobre em nutrientes; Alto consumo de açúcar e carboidratos refinados; Consumo regular de bolores e leveduras; Baixo consumo de legumes, frutas e verduras, Jejum prolongado e dietas restritivas; Estresse emocional e mental; Exposição a produtos químicos; Intervenções cirúrgicas e procedimentos invasivos; Diagnóstico tardio; Amálgamas e prótese dentária; Higiene íntima inadequada, Roupas sintéticas pouco ventiladas; Antiácidos, antibióticos, corticoesteróides, anticoncepcionais hormonais e laxantes, entre outros.

Se você apresenta estes sintomas, procure um profissional para lhe ajudar a identificar este problema e começar precocemente o seu tratamento! Maiores dúvidas e esclarecimentos, entre em contato. Eu posso lhe ajudar a tratar esta causa!

Fonte: Carreiro, Denise M.; Vasconcelos, Luana; Ayoub, Maria E.. Síndrome Fúngica – Uma epidemia oculta. 3ª Ed., São Paulo, 2009.

Dia 8 de Abril – Dia Mundial de Combate ao Câncer

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Shake da Beleza

Modo de Fazer: Bata tudo com algumas pedras de gelo.
Esse shake tem 320kcal por 400ml. Além disso, é delicioso. Se fizer e experimentar, conte nos comentários.

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Suco Antiestresse

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Suco Barriga Chapada

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Você vai precisar de:
1 colher de sopa de colágeno hidrolisado
1 copo de água de coco
1 xícara de frutas vermelhas (como amora e framboesa)
1 colher de sopa de farinha de linhaça
Bata todos os ingredientes no liquidificador e acrescente cubos de gelo. Adoce com mel, se quiser. Tome pela manhã em jejum.

Benefícios
Além de ser gostoso, o suco detox aumenta a saciedade ao longo do dia (você não vai sentir tanta fome), tem ação diurética, aumenta a circulação sanguínea e facilita a drenagem e a eliminação dos líquidos retidos, principalmente na região da barriga. Demais, hein?

Nutrição e Estética: Os Alimentos Podem Retardar o Envelhecimento da Pele?

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O envelhecimento da pele ocorre devido a fatores genéticos e a fatores ambientais, sendo que a alimentação é a opção mais facilmente modificável, que pode auxiliar a combater os radicais livres produzidos pelo estresse do nosso dia-a-dia.

Dependendo do estilo de vida que temos, produzimos cada vez mais radicais livres e o excesso desta produção danifica as células do nosso corpo, inclusive as células da pele, levando ao envelhecimento.

Sendo assim, a alimentação é muito importante para combater o envelhecimento, tanto dos nossos órgãos, quanto da nossa pele. Isto ocorre porque a produção de radicais livres é reduzida quando você retira da alimentação substâncias que aumentam a sua produção, como por exemplo aditivos químicos como corantes, conservantes, emulsificantes, acidificantes e muitos outros, excesso de gorduras saturadas e trans ou ainda alimentos com calorias vazias, ou seja, possuem calorias mas não outros nutrientes benéficos. Estas substâncias são encontradas em grande quantidade em produtos industrializados de uma maneira geral e fast foods.

Além disso, através de uma alimentação adequada, nossas células irão receber os nutrientes que vão neutralizar a ação negativa dos radicais produzidos por qualquer causa, seja pela poluição, excesso de atividade física, estresse, ou mesmo os danos provocados pelos radicais produzidos normalmente pelo nosso organismo. Desta forma a alimentação efetivamente pode diminuir o risco do desenvolvimento envelhecimento precoce.

Além deste benefício, não só a pele ficará mais bonita, assim como haverá um bom funcionamento de todo seu organismo, então, se alimentar bem trará ainda mais disposição e bem-estar e te proporcionará um equilíbrio orgânico em que você se sentirá melhor como um todo, diminuindo o risco inclusive de doenças mais graves como diabetes, doenças cardíacas, câncer, ou mesmo um intestino preso. E este estado vai facilitar uma vida sem estresse e com maior ânimo para práticas esportivas, melhorando ainda mais a saúde e a pele.

Este benefício será proporcionado quando estes alimentos benéficos são ingeridos em equilíbrio nas refeições durante o dia. Isto ocorre porque nosso organismo é dinâmico, portanto devemos nutrir nossas células freqüentemente, ou seja, é importante colocarmos em prática a ingestão de alimentos a cada 3 horas para prevenir também o envelhecimento precoce.

Existem alguns exemplos de alimentos que podem ajudar a nutrir nossas células e diminuir o risco do envelhecimento precoce, lembrando que a melhor opção vai depender de cada indivíduo, portanto, o ideal é procurar o aconselhamento de um nutricionista capacitado. São eles:

– Açaí: Rico em fitoquímicos como as antocianinas e proantocianinas que são importantes antioxidantes. Ingerir de meia a uma porção por dia.
– Aveia: Contém beta-glucanas que diminuem o desenvolvimento da inflamação cutânea, diminuindo o processo inflamatório que eleva o estresse orgânico, produzindo mais radicais livres. Consumir 1 colher de sopa de aveia por dia.
– Chá verde: Riquíssimo em catequinas e polifenóis, melhora a formação de colágeno e inibe o aparecimento de células cancerígenas na pele. Ingerir de 3 a 4 xícaras de chá por dia, de preferência longe das refeições. Evite consumir o chá verde no período noturno pois possui cafeína e pode alterar o sono.
– Gergelim: rico em antioxidantes, diminuindo os danos causados pelos radicais livres na pele. Consumir 1 colher de sopa por dia.
– Soja: Possui isoflavonas que diminuem o processo inflamatório da pele. O extrato de soja também pode aumentar a síntese de colágeno, o que pode retardar o envelhecimento cutâneo. Para garantir todos seus efeitos tem que ingerir 25g de proteína da soja.
– Tomate, goiaba e melancia: ricos em licopeno (confere a coloração vermelha aos alimentos), possui atividade antioxidante e auxilia na prevenção de alguns tipos de câncer. Também diminui o processo inflamatório. Consumir duas porções ao dia, de preferência cozidos ou processados para melhor aproveitamento do licopeno.

Alimentação Saudável x Trabalho de Caminhoneiro

O trabalho dos caminhoneiros é um dos mais exigentes no que se diz respeito à necessidade de boas condições físicas e mentais, simultaneamente . Para isso, é importante manter uma boa alimentação.

Comer bem é sinônimo de saúde. Mas comer bem não significa comer muito, como acreditavam nossas avós. Uma alimentação saudável e equilibrada previne doenças e melhora a qualidade de vida. Com pequenos cuidados na sua rotina diária, é possível viver muito melhor.

O estilo de vida convencional dos caminhoneiros estimula o aparecimento de diversos problemas de saúde. Entre eles há uma grande proporção de pessoas com vida sedentária, alimentação inadequada, sobrepeso e hipertensão, agravada no caso dos fumantes. Com todos estes fatores, quem mais sofre é o coração, advindo as coronariopatias.

Os riscos de acidentes com motoristas de caminhão são 3,5 vezes maiores entre os que têm doenças degenerativas.

Horas ao volante para cumprir o prazo da entrega e viagens longas, essa é a rotina da maioria dos carreteiros que por causa da “falta de tempo” se alimentam de forma inadequada e ficam vulneráveis a ter problemas de saúde, como obesidade, hipertensão arterial e até mesmo infarto.

Fazer refeições fora de horários fixos agrava os problemas de obesidade e os distúrbios cardíacos. Esta vida desregrada que os caminhoneiros levam, acaba levando-os à obesidade, que traz como conseqüências problemas cardíacos e ortopédicos (lombalgias, dores nos joelhos, etc.). Muitos caminhoneiros trocam uma boa refeição por sanduíche com refrigerante.

Todo motorista sabe que para manter o bom desempenho de seu caminhão é necessário utilizar um combustível de boa qualidade. A mesma prática deveria ser aplicada quando fosse escolher os tipos de alimentos para ingerir durante as refeições. Afinal, da mesma forma que um caminhão sem um bom combustível tem as suas funções reduzidas, um corpo que não ingere alimentos saudáveis não funciona bem e fica mais vulnerável ao desenvolvimento de doenças como pressão alta, infarto, obesidade e colesterol alto.

Caminhoneiro bom não mistura álcool e direção

•         Amigo caminhoneiro, a combinação álcool e direção é o maior crime no trânsito do Brasil, quem bebe e dirige nunca estará seguro na direção;

•         O motorista que bebe e dirige não consegue se sair bem em qualquer situação inesperada no trânsito, fica sem reflexos e consegue acompanhar apenas uma coisa de cada vez;

•         Além dos riscos a vida, beber e dirigir é crime, o motorista que dirige embriagado pagará multa, será preso e terá sua carteira suspensa por um ano;

•         E lembre-se café forte, banho frio e “tomar ar” não protegem a vida de um motorista alcoolizado. Pelo seu bem não dirija embriagado.

10 Passos para a Alimentação Saudável dos Caminhoneiros

1.Coma sempre verduras e legumes de cores variadas: amarelo, laranja, vermelho, verde escuro, verde claro, roxo, etc. Quanto mais colorido o prato, mas rica e equilibrada é a alimentação.

2. Mastigue bem. Quanto mais mastigamos, mais absorvemos os nutrientes dos alimentos.

3. Prefira alimentos grelhados, cozidos e refogados. Frituras engordam e dificultam a digestão.

4. Tome pelo menos oito copos de água por dia, mas procure não beber nada durante as refeições. Cuidado com a contaminação, só beba água mineral ou fervida e mantenha o reservatório de água do caminhão sempre limpo.

5. Tenha sempre frutas no caminhão e coma pelo menos três por dia, entre as refeições. Aproveite para conhecer a incrível variedade de frutas que o Brasil oferece.

6. A alimentação deve ser dividida em três refeições principais e três lanches intermediários. Assim, quando for comer, você não corre o risco de exagerar.

7. Não durma logo após as refeições, nem ingira alimentos muito pesados à noite, pois neste período a digestão é mais lenta.

8. Prefira carnes magras, peixes e aves sem pele.

9. Coma bastante salada crua antes dos pratos quentes. Elas contém fibras, que são muito importantes para a saúde. Mas cuide com a higiene. Antes de comer a salada deixe-a mergulhada em uma vasilha com água e hipoclorito de sódio.

10. Diminua o consumo de sal, açúcar, doces e refrigerantes.

Anorexia e bulimia: caia fora dessa roubada!

Se a preocupação com o corpo e com a comida não sai da sua cabeça, é hora de parar e pensar: será que isso é saudável?
Você deve conhecer alguém assim. Aquele amigo (a) que só fala em comida, que sabe todas as novidades da dieta, que fica mandando todo mundo comer enquanto ele (a) belisca um tequinho e diz que está estourando. 

Ou que, quando come, fica se lastimando, reclamando, jurando que amanhã vai ficar só na água ou vai se matar na academia. Ai, fala sério: ninguém merece!

Além de ficarem muito chatos, meninas e meninos assim correm um grande risco: o de desenvolver doenças relacionadas à alimentação, chamadas de transtornos alimentares.

Os mais conhecidos são a bulimia e a anorexia. Apesar de serem bem diferentes, essas doenças têm como origem comum a preocupação excessiva com o corpo. É aquele medo enorme de engordar que transforma a relação com a comida na coisa mais importante do mundo.
Os anoréxicos simplesmente param de comer e continuam se achando gordas mesmo depois de estarem esqueléticos. 

Já os bulímicos, colocam o dedo na garganta para provocar o vômito, passam horas a fio suando na academia, tomando laxante ou ficando o dia inteiro em jejum para não engordar.
O que é normal? 

Isto é normal: Olhar-se no espelho e achar que está com uma barriguinha meio saliente. Prometer-se que amanhã vai começar a fazer ginástica, sem deixar de lado o sorvete com a amiga.
Isto não é normal: Olhar-se no espelho e achar que está com uma barriguinha horrorosamente grande. Ligar para a amiga, desmarcar o sorvete e correr para a academia.

Isto é normal: Exagerar no lanche com as amigas e comentar: “Putz, comi demais!”
Isto não é normal: Exagerar no lanche com as amigas, pensar “comi demais” e correr para o banheiro vomitar tudo.
Isto é normal: Controlar-se para não exagerar nos doces durante a semana. Assim você pode se esbaldar no almoço na casa da sua avó no domingo.
Isto não é normal: Esbaldar-se no almoço da sua avó no domingo e, por isso, passar o resto da semana a água e alface, falando a cada minuto “eu sou um (a) gordo (a), eu sou um (a) gordo (a)”.
Isto é normal: Saber quais alimentos fazem bem à sua saúde e quais engordam. Tentar, dentro do possível, maneirar nos doces e frituras.
Isto não é normal: Conhecer as calorias de todos os alimentos e recusar veementemente qualquer coisa que possa engordar.
Isto é normal: Querer ter um corpo bonito.
Isto não é normal: Achar que é impossível ser feliz se não for magérrimo (a).
Isto é normal: Escolher aquela mousse de chocolate deliciosa de sobremesa. À tarde você se controla mais.
Isto não é normal: Ver aquela mousse de chocolate que você adora e preferir a taça de gelatina diet.

Cuide-se Hoje Pensando no Amanhã: Recomendações Alimentares para Menopausa

A mulher quando chega aos 40 anos deve estar mais atenta à sua alimentação, por 3 motivos principais: osteoporose, envelhecimento precoce e menopausa.

Com relação à osteoporose, é muito importante que a mulher coma muitos alimentos fonte de cálcio, tais como: leite e iogurte desnatado, peixes enlatados (com as espinhas), alimentos ricos em vitamina D (por exemplo os laticínios), verduras de cor escura (exceção feita ao espinafre por conter ácido oxálico que inibe a absorção do cálcio). Deve-se evitar o consumo de álcool e cafeína por estimularem a produção de urina e acelerar a perda de cálcio.

Como a soja atua na redução dos sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM) e na regulação dos hormônios na menopausa ?

A tensão pré-menstrual e o climatério são causados por alterações hormonais, principalmente no nível de estrógeno no sangue. As mulheres em fase de pré-menopausa e menopausa podem se beneficiar de uma dieta com ingestão diária de soja, que é rica em isoflavonas. As isoflavonas são fitoestrógenos com estrutura química bastante semelhante à do estrógeno.

 

Posso substituir os hormônios químicos usados na terapia de reposição hormonal pela soja?

A substituição dos hormônios químicos deve ser discutida previamente com seu médico. Estudos internacionais indicam que a isoflavona é capaz de substituir os hormônios sintéticos empregados na terapia de reposição hormonal (TRH), cuja indicação vem sendo questionada por cientistas da área médica devido ao aumento, principalmente, da incidência de câncer de mama.

Nutrição na Melhor Idade

À medida que se envelhece, as necessidades de energia do corpo diminuem, mas ao mesmo tempo, cresce a demanda por alguns nutrientes. Embora o envelhecimento seja inevitável, alguns cuidados podem prevenir muitas das alterações degenerativas comuns em idosos.
De um modo geral, os idosos são o grupo mais mal nutrido de todos e há muitas razões para isso: o apetite, o paladar e o olfato diminuem com a idade, tornando a comida menos atraente. Muitas pessoas têm dificuldade em mastigar, além disso, azia, prisão-de-ventre, intolerância a lactose e outros problemas digestivos aumentam com a idade. Estes e vários outros fatores fazem com que o idoso acabe tendo uma dieta a base de chá, torradas, doces, sopas instantâneas e outras comidas prontas que não atendem as necessidades nutricionais.

RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS PARA O IDOSO
Com a idade, o corpo fica menos eficiente para absorver e usar alguns nutrientes; a osteoporose e outras doenças comuns em pessoas mais velhas também alteram as necessidades nutricionais. Conseqüentemente, o idoso pode precisar de quantidades extras dos seguintes nutrientes:
– Cálcio: previne a osteoporose e manter os ossos saudáveis
– Fibras: previne a prisão-de-ventre
– Potássio: especialmente se tiver prisão-de-ventre ou utilizar diuréticos
– Vitamina B12: participa da formação das células vermelhas do sangue e mantém os nervos saudáveis
– Vitamina D: participa da absorção do cálcio
– Zinco: ajuda a compensar a diminuição da imunidade.

DICAS PRÁTICAS PARA A ALIMENTAÇÃO DO IDOSO
– Estabeleça horários regulares para as refeições
– Torne sua refeições agradáveis, mesmo comendo sozinho.
– Arrume a mesa ou utilize uma travessa bonita. Ponha a sua música preferida para levantar o humor.
– Se não gosta de comer sozinho, organize almoços ou jantares com os amigos e vizinhos       .
– Escolha pratos que proporcionem contrastes de cor, textura e sabor – use ervas e temperos naturais. Uma pitada de noz-moscada ou canela pode compensar o paladar diminuído.
– Beba 6 a 8 copos d’água ao dia. Pessoas idosas geralmente sentem menos sede ou reduzem a ingestão de líquidos devido à incontinência urinária. Isso pode contribuir para prisão de ventre e problemas renais, além de aumentar o risco de desidratação no verão.
– Se você tem problemas de mastigação, não há necessidade de fazer dieta líquida. Em vez disso, prepare peixe ou carne cozida e purês de legumes, sopas e outros alimentos nutritivos.

Lei municipal quer colocar a multimistura na alimentação escolar

De autoria do vereador Edson Carlos Quinto(PR), o projeto de lei que autoriza a inclusão de mistura à base de farelo de cereais, folhas e sementes – conhecida como  farinha multimistura – na merenda escolar da rede pública de Volta Redonda foi apresentado na Câmara em março deste ano e, depois de ser promulgada e se tornar Lei Municipal em julho, ainda está aguardando a sua regulamentação pelo prefeito para entrar em vigor.

O projeto tem como objetivo fazer com que a multimistura sirva de complemento alimentar ou reforço na merenda escolar dos alunos da rede pública de ensino.

De acordo com a lei, a farinha multimistura será adquirida junto a um único fabricante deste produto, a Cooperativa de Produção de Trabalho Alternativo dos Produtores e Trabalhadores ligados à Pastoral da Criança do Médio Paraíba Ltda(Coop-Proalt).

Atualmente, a multimistura é uma das armas que os voluntários das pastorais da criança já usam na cidade para ajudar a salvar vidas, combater a desnutrição e fazer as crianças e adultos crescerem ou se desenvolverem com mais saúde.

Segundo Luzinete de Jesus Nunes, presidente da Coop-Proalt, a cooperativa foi fundada há 12 anos e criada dentro do programa da Casa da Criança e do Adolescente com o objetivo de gerar renda dentro da pastoral, através da produção industrial da multimistura.

Para Luzinete, a inclusão do preparado como complemento na merenda escolar foi uma excelente idéia para melhorar a qualidade de vida dos estudantes de Volta Redonda durante toda a sua formação escolar. Como a Pastoral da Criança já distribui o produto através de suas comunidades para as crianças até seis anos, com a nova lei em vigor a merenda escolar poderá oferecer um melhor suporte alimentar para os estudantes após os seis anos, período em que a criança gasta mais energia. Algumas prefeituras no Brasil, segundo ela, já incluem o produto na merenda escolar.

O prefeito Antônio Francisco Neto é um dos grandes incentivadores do projeto da multimistura na região e acha que, se for necessário, a merenda escolar será reforçada com este produto.

– A prefeitura é a maior parceira desse projeto, e tudo que envolve a saúde e o bem-estar das crianças será feito pela prefeitura. A implantação deste projeto será discutida pela Secretaria de Educação e a empresa responsável pelo fornecimento da merenda na rede municipal de ensino. Se houver necessidade de acréscimo da multimistura, sem dúvida isso vai ocorrer – afirmou Neto.

Segundo o prefeito, é importante destacar que Volta Redonda conta hoje com indicadores sociais com relação à desnutrição infantil muito baixo.

– A cidade atingiu em 2007 um índice de mortalidade infantil de 9,2 por cada mil nascidos vivos. O município já tem desenvolvido um trabalho com a multimistura nas comunidades carentes, mas isso nada impede que a merenda escolar seja reforçada com esse produto sempre que for necessário – esclarece o prefeito.

Vantagens do produto

De acordo com Terezinha Ramos, diretora-técnica operacional da Coop-Proalt, o uso da multimistura melhora o funcionamento intestinal, a resistência do organismo, auxilia no tratamento de osteoporose, redução de triglicerídeos e colesterol, além de combater a desnutrição e anemia, entre outros benefícios.

– Com a inclusão na merenda escolar, o período da adolescência e da juventude terá uma melhor qualidade de vida. Nós da cooperativa acompanhamos a elaboração do projeto e sempre apoiamos a sua criação que agora virou lei, só estamos aguardando ser cumprida – disse.

Segundo Luzinete, a maior dificuldade da inclusão da farinha multimistura na merenda é a aceitação por parte dos nutricionistas e da empresa que fornece os alimentos; com a lei entrando em vigor, a esperança é que essas barreiras possam ser rompidas.

– Com a inclusão na merenda escolar, a produção da multimistura tende a aumentar e dar melhores condições de trabalho aos cooperados, pois não somos uma empresa com fins lucrativos. Apesar do aumento na produção, nós temos condições de arcar com o abastecimento da rede pública de Volta Redonda – declarou, explicando que a inclusão no cardápio vai depender do programa nutricional da Secretaria de Educação, mas que a cooperativa espera oferecer algumas sugestões de como incluir o produto na alimentação escolar.

Segundo Luzinete, atualmente um dos problemas de saúde que mais afligem a humanidade é o mau funcionamento do intestino, que desequilibra todo o organismo; como a multimistura é rica em fibras, fornece esse equilíbrio ao organismo.

Processo começou de forma artesanal

Segundo Luzinete, antes de ser organizada há 12 anos em Volta Redonda, a produção da multimistura era feita de forma artesanal em todas as comunidades nos 12 municípios da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda.

– O nosso sonho era qualificar a produção e, através de uma parceria com a prefeitura de Volta Redonda e com a Fundação Beatriz Gama, foi criado um espaço para a produção industrial da multimistura, que se iniciou no primeiro governo Neto (1997-2000). O projeto também recebeu recursos do BNDES para compras de equipamentos e, como resultado, a cooperativa foi criada para dar sustentabilidade ao projeto – explicou.

Todo produto da cooperativa tem como principal objetivo fornecer a produção para a Pastoral da Criança da Diocese, atendendo atualmente a cerca de 10 mil crianças na faixa etária de zero a seis anos, e com uma produção de 3,5 toneladas por mês.

Multimistura da Coop-proalt

É um alimento que contém farelo de trigo torrado, pó da folha de mandioca, semente de gergelim e fubá torrado. É rica em ferro, cálcio, proteínas, vitaminas (A, B1, B2 e C), niacina, zinco, fibra, amido e gorduras.

Como esta farinha dá mais energia, é indicada para crianças e idosos com baixo peso e carência nutricionais, atletas e adultos que praticam atividade física intensa.

Fonte: Jornal Diário do Vale

http://www.diariodovale.com.br/noticias/0,27927.html

Unidade Básica de Saúde do Sul Fluminense – RJ: Um estudo sob o olhar dos estagiários de Nutrição

UNIDADE BÁSICA DE SAÚDE DO SUL FLUMINENSE – RJ: UM ESTUDO SOB O OLHAR DOS ESTAGIÁRIOS DE NUTRIÇÃO

Karina de Oliveira Carvalho1; Sílvia Moreira de Oliveira2; Joice Lopes Werneck3; Marilene de Oliveira Leite4*; Fernando Antônio Cabral de Sousa Júnior5

* Graduandos de Nutrição1,2,3; Doutora em Ciência e Tecnologia de Alimentos 4*; Mestre em Nutrição Humana5*. *CURSO DE NUTRIÇÃO – Centro Universitário de Barra Mansa – UBM. Rua Vereador Pinho de Carvalho 267, Barra Mansa – RJ – Brasil. marilene.leite@ubm.br

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Resumo


A graduação em nutrição permite a atuação na atenção básica à saúde, visando a segurança alimentar e nutricional e a atenção dietética, mesmo porque a nutrição deve estar inserida dentro de todos os locais onde a alimentação e nutrição sejam importantes para a prevenção,  manutenção, recuperação e promoção da saúde. Então era de se esperar que o nutricionista estivesse integrado plenamente em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a Rede Básica de Saúde (RBS), o que na verdade não ocorre. Nas últimas décadas, tem ocorrido uma transição nutricional onde se aumentou o número de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis, sendo as doenças cardiovasculares as causas mais comuns, e entre os fatores de risco para o seu desenvolvimento encontram-se o diabetes mellitus e a hipertensão arterial. Objetivou-se com o presente estudo destacar a importância da atuação do nutricionista na atenção básica a saúde. A pesquisa é do tipo transversal, realizada em unidade básica de saúde às terças-feiras no horário vespertino, por acadêmicas, no período de agosto a dezembro do ano de 2009. Os resultados apontam que foram realizados 86 atendimentos e 42 revisões, onde 74,4% (n=64)  pertenciam ao sexo feminino e 25,6% (n=22) masculino. Correspondem à população adulta 97% (n=83) e 3% (n=3) infantil, quanto a prevalência de morbidades os maiores índices encontrados foram 42% de sobrepeso/obesidade 26% de hipertensão arterial, 16% de diabetes mellitus, 8% dislipidemia e 8% hiperuricemia . Realizou-se oficinas e palestras educativas , a partir de uma programação pré-definida, de acordo com as necessidades locais. Ocorreu uma maior participação na palestra sobre imunonutrição 35%, na interação fármaco versus nutriente 29% e na oficina sobre alimentos funcionais 14%. Através do estágio supervisionado em nutrição clínica, as estagiárias tiveram a capacidade de atuar nas unidades básicas de saúde, divulgando através do desenvolvimento de estratégias e ações a importância da atuação do nutricionista junto à comunidade. Concluiu-se que é de fundamental importância a inserção do profissional nutricionista na atenção básica de saúde.
Palavras-chave: Unidade Básica de Saúde, estagiários, nutrição.
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INTRODUÇÃO

A atenção básica é caracterizada como ações de prevenção, promoção e recuperação da saúde biopsicossocial, na qual a atuação profissional nessa área deve envolver algo além da formação técnica, que envolveria uma formação humana apurada para atuar na comunidade. 1

De acordo com Chiapinotto et al.2 há uma controvérsia na unidade básica de saúde entre as prioridades de trabalho mediante a impossibilidade de atender todas as demandas, ainda cita-se que as crianças que apresentam risco nutricional são as que mais freqüentam o posto de saúde e que os problemas além de se repetirem são sempre os mesmos.

No Brasil, nas últimas décadas, tem ocorrido uma transição nutricional onde se aumentou o número de óbitos por doenças crônicas não transmissíveis, sendo as doenças cardiovasculares as causas mais comuns, entre os fatores de risco para o seu desenvolvimento encontram-se o diabetes mellitus e a hipertensão arterial. O acompanhamento das pessoas com diabetes mellitus e hipertensão arterial deve ser realizado dentro de um sistema hierarquizado de saúde, na qual a sua base é a atenção primária de saúde. 3

As doenças crônicas não transmissíveis levam uma sobrecarga no Sistema Único de Saúde, pois demandam de mais ações, além de serem de longa duração. O desenvolvimento de tais doenças é favorecido pelo hábito alimentar das famílias brasileiras, em que ocorre um aumento do consumo de alimentos fontes de gordura, açúcar e sódio e a diminuição dos alimentos fontes de fibras, vitaminas e minerais. 4

Para que a saúde pública consiga atuar diante esse problema, é essencial a promoção da alimentação saudável, estabelecendo como foco o curso da vida. Logo, a atuação do nutricionista na promoção da saúde deve incluir desprendimento, envolvimento, criatividade e ousadia. Muitos usuários da atenção básica desconhecem o trabalho do nutricionista, atribuindo a este a única função de elaboração de dietas. 6,4,5

É recomendado pela Organização Mundial da Saúde que os país desenvolvam estratégias de prevenção primária para a modificação do hábito alimentar da população, para possibilitar a diminuição do consumo de gorduras e amiláceos, aumentando o consumo de frutas e hortaliças. 6

Desta forma o presente estudo tem como objetivo destacar a importância da atuação do nutricionista na atenção básica a saúde.

MÉTODOS

A pesquisa é do tipo longitudinal e foi realizada durante o estágio de nutrição clínica no segundo semestre de 2009, em uma unidade básica de saúde localizada na região Sul Fluminense – RJ.

A amostra foi composta por 86 usuários de uma unidade de saúde de atenção básica que receberam atendimento nutricional através dos estagiários de nutrição de um centro universitário. Os dados apresentados ao longo do artigo foram obtidos a partir dos prontuários dos mesmos. Os dados foram caracterizados por sexo, grupo etário, prevalência de morbidades, número de atendimentos e de participantes nas oficinas e salas de espera. Para a análise dos dados utilizou-se o pacote do Microsoft Office Excel versão 2003.

As principais limitações encontradas durante a realização do estágio foi ser realizado apenas uma vez na semana, sendo que os atendimentos ocorriam durante o período da tarde. Desta forma, não foi possível o acompanhamento de um número maior da população.

RESULTADOS

Com referência a característica da clientela atendida durante o segundo semestre de 2009, foram realizados 86 atendimentos aos moradores do bairro e adjacências de diferentes classes sócio-econômicas e ainda 42 revisões, conforme tabela 1.

Tabela 1. Número de atendimentos no 2º semestre de 2009.

n %
Atendimentos 86 100
Revisões 42 48,8

Da população atendida observou-se que 74,4% pertencem ao sexo feminino, segundo demonstrado pela tabela 2.

Tabela 2. Número de Atendimentos por Sexo.

n %
Masculino 22 25,6
Feminino 64 74,4

Com relação grupo etário observou-se que 94% (n=81) são da população adulta, de acordo com a tabela 3.

Tabela 3. Número de Atendimentos por Grupo Etário.

n %
Infantil 2 2
Adolescente 1 1
Adulto 83 97

Observa-se na tabela 4 a prevalência de morbidades, onde os maiores índices encontrados foram 42% de sobrepeso/obesidade, 26% de hipertensão arterial e 16% de diabetes mellitus.

Tabela 4. Prevalência de Morbidades

n %
Diabetes Mellitus 14 16
Hipertensão Arterial 22 26
Hiperuricemia 7 8
Sobrepeso/Obesidade 36 42
Dislipidemia 7 8

Nota-se na tabela 5 que ocorreu uma maior participação da população, sendo 35% na palestra sobre imunonutrição, 29% na interação fármaco versus nutriente e 14% na oficina com o tema alimentos funcionais.

Tabela 5. Número de Participantes nas Oficinas e Salas de Esperas.

n %
Oficina Hipertensão arterial 7 10
Oficina Obesidade 8 12
Oficina Alimentos Funcionais 10 14
Sala de Espera Imunonutrição 24 35
Sala de Espera Interação Fármaco-Nutriente 20 29

DISCUSSÃO

Os resultados apresentados vão de encontro aos apontados por Ronzani e Silva1, onde a caracterização dos usuários da unidade de saúde correspondia a 76,3% por mulheres e a faixa etária predominante era dos 31 aos 50 anos de idade (44,4%), foram identificados 25% de hipertensão arterial e 93,4% de sobrepeso/obesidade. Paiva et al.3, destaca em sua pesquisa que 52 pacientes possuíam hipertensão arterial e 42 diabetes mellitus, com uma alta concentração no sexo feminino, na faixa etária dos 31 a 60 anos.

Quanto ao número de atendimentos, Pádua e Boog7 ressaltam que a partir do momento que a população conhece o trabalho do nutricionista, aumenta-se a busca por encaminhamento, da mesma maneira começam a surgir problemas específicos de nutrição, que já existiam, mas só foram identificados após atenção específica.

Segundo Paiva et al.3 embora a assistência básica valorize a integralidade, através dos atendimentos médicos e da enfermagem, bem como de trabalhos em grupos, 53,1% dos usuários entrevistados referiram nunca terem participado de palestras, grupos ou aulas relacionados com as suas doenças, pois não atendiam as suas necessidades. Os serviços de saúde têm dado pouca importância às atividades para a promoção de ações educativas e há uma dificuldade da equipe de saúde em criar estratégias eficientes de prevenção e promoção da saúde, dessa forma não há um ajuste entre o contexto social e histórico da população, os objetivos da equipe de saúde e os objetivos da população. Devido à falta do nutricionista, os agentes de saúde e enfermeiros realizam certas atividades de forma inadequada e/ou superficial, baseando-se muitas vezes em informações obtidas através da mídia, no qual nem mesmo os médicos têm a capacitação necessária para lidar com as questões alimentares. 1,8,9,10,6

A sala de espera, que é o local onde os clientes aguardam a consulta, é um local estratégico para transmitir informações sobre como cuidar da saúde, neste espaço físico que as palestras educativas ocorreram, a partir de uma programação pré-definida, de acordo com as necessidades locais. As ações de educação em saúde para a população têm resultados respeitáveis na edificação de uma nova forma de refletir sobre a saúde, consolidando um trabalho efetivo envolvendo a comunidade e os usuários no cuidado e promoção a saúde. 11,8 Logo, através do estágio supervisionado em nutrição clínica, os estagiários tiveram a capacidade de atuar nas unidades básicas de saúde, divulgando através do desenvolvimento de estratégias e ações a importância da atuação do nutricionista junto à comunidade.

A graduação em nutrição permite a atuação na atenção básica à saúde, visando à segurança alimentar e nutricional e a atenção dietética, mesmo porque a nutrição deve estar inserida dentro de todos os locais onde a alimentação e nutrição sejam importantes para a prevenção, manutenção, recuperação e promoção da saúde. O nutricionista está apto a receber as atribuições que lhes são designadas, objetivando comprovar o seu potencial de atuação, participando de forma efetiva na reformulação da atenção a saúde no Brasil, diminuindo as despesas com saúde pelo Estado. Então era de se esperar que o nutricionista estivesse integrado plenamente em todas as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo a Rede Básica de Saúde (RBS), o que na verdade não ocorre. 6, 7

A falta do nutricionista nas unidades básicas de saúde muitas vezes está relacionada com a visão que os gestores públicos possuem, revelando que ainda não tomaram ciência da importância da atuação deste profissional, influenciada pela questão histórica e estrutural na política de saúde Com a inserção do nutricionista na equipe de saúde há uma melhor divisão do trabalho, gerando a diminuição da sobrecarga de funções e atividades, aperfeiçoamento do atendimento ao usuário e esclarecimento sobre a alimentação da comunidade para os demais profissionais de saúde. 6, 7

Embora a solicitação da nutrição para o desenvolvimento dessas ações não sejam lembradas, quando ocorre à inserção do nutricionista na unidade de saúde a demanda é muito alta. Portanto, se o nutricionista estivesse integrado na RBS, às ações aconteceriam de forma espontânea. 7

As estratégias de saúde na nutrição devem ser constituídas através da caracterização epidemiológica da comunidade e dos familiares, com a descrição dos agravos, prioridades, potencialidades e possibilidades de atuação a partir do reconhecimento da situação alimentar e nutricional. O local considerado privilegiado para a execução dessas ações é a unidade básica de saúde, incentivando e apoiando a adoção de hábitos alimentares saudáveis, permitindo a transmissão de informações e uma reflexão crítica a cerca dos fatores coletivos e individuais que influenciam o exercício em nutrição e saúde na comunidade, favorecendo o discernimento da população. Logo, existe um grande desafio no Sistema Único de Saúde (SUS) que é referente ao fortalecimento da rede de nutrição. 4

CONCLUSÃO

Os resultados das atividades desenvolvidas em campo de estágio vêm demonstrando a importância para a comunidade da construção de uma relação mais estreita entre esta e a vigilância da saúde, nutrição e alimentação na comunidade através de trabalhos de educação, conscientização e acompanhamento nutricional.

Devido à falta de profissionais nutricionistas, muitos usuários do SUS recebem orientações dietéticas inadequadas, não incorporando a mudança no estilo de vida e os hábitos alimentares saudáveis, portando não associando o tratamento clínico ao tratamento farmacológico. A nutrição é um alicerce para procedimentos fisiológicos e também patológicos, pois nada ocorre no organismo sem a ação de algum elemento nutricional. Portanto, a partir da inserção do nutricionista na atenção básica é possível promover a perda de peso necessário, reduzir os riscos de complicações, ou seja, atuar na prevenção, proteção, promoção e recuperação desses agravos, aumentando a assegurando a qualidade de vida da população.

O nutricionista é o único profissional que tem um conhecimento específico obtido através de sua formação acadêmica, utilizando de instrumentos e métodos adequados para efetuar o diagnóstico nutricional do indivíduo e da comunidade, vendo o indivíduo através de uma visão holística, desenvolvendo orientações dietéticas de acordo com a realidade de cada família.

O tratamento das doenças crônicas não transmissíveis, como o diabetes mellitus, hipertensão arterial, dislipidemias e obesidade, entre outras, incluem a educação em saúde. A educação em saúde envolve a realização de palestras e oficinas que atendam a demanda da comunidade, pois são fundamentais que estas sejam instruídas sobre o que é determinada doença, os fatores que podem desencadeá-las e os princípios que fundamentam sua prevenção e tratamento.

Dentro das medidas para a prevenção, promoção e recuperação da saúde destaca-se o atendimento nutricional individualizado, onde é efetuado o diagnóstico nutricional do paciente e as orientações e prescrições dietéticas de acordo com a necessidade nutricional e levando em consideração as condições socioeconômicas do indivíduo de forma ética e humanitária, possibilitando uma correta modificação no estilo de vida.

Portanto, através deste trabalho pode-se perceber a importância da atuação do nutricionista na atenção primária de saúde trabalhando como agentes promotores de saúde.

BIBLIOGRAFIA

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2. CHIAPINOTTO, L; FAIT, C.S; JÚNIOR, M.M. O Modo de Fazer Saúde: reflexões sobre o cotidiano de uma unidade básica de saúde de Porto Alegre – RS. Saúde Soc. jan/abr, 2007; 16(1):155-64.

3. PAIVA, D.C.P. de; BERSUSA, A.A.S; ESCUDER, M.M.L. Avaliação da assistência ao paciente com diabetes e/ou hipertensão pelo Programa Saúde da Família do Município de Francisco Morato, São Paulo, Brasil. Cad. Saúde Pública. fev 2006;22(2):377-85.

4. COUTINHO, J.G; GENTIL, P.C; TORAL, N. A desnutrição e obesidade no Brasil: o enfrentamento com base na agenda única da nutrição. Cad. Saúde Pública. 2008; 24 Suppl 2:332-40.

5. BOOG, M.C.F. Atuação do nutricionista em saúde pública na promoção da alimentação saudável. Rev. Ciênc. Saúde. jan/jun, 2008; 1(1): 33-42.

6. SANTOS, A.C. de. A inserção do nutricionista na estratégia de saúde da família: o olhar de diferentes trabalhadores de saúde. Fam. Saúde e Desenv. set/dez 2005; 7(3):257-65.

7. PÁDUA, J.G. de; BOOG, M..C.F. Avaliação da inserção do nutricionista na Rede Básica de Saúde dos municípios da Região Metropolitana de Campinas. Rev. Nutr. jul/ago, 2006; 19(4):413-24.

8. ALBUQUERQUE, P.C. de; STOTZ, E.N. A educação popular na atenção básica a saúde no município: em busca da integralidade. Comunic., Saúde, Educ. mar/ago 2004. v.8(15):259-74.

9. PEDROSA, J.I. dos S; TELES, J.B.M. Consenso e diferenças em equipes do Programa Saúde da Família. Rev. Saúde Pública. 2001; 35 (3):303-11.

10. LEVY, F.M; MATOS P.E. de S; TOMITA, N.E. Programa de agentes comunitários de saúde: a percepção de usuários e trabalhadores da saúde. Cad. Saúde Pública. jan/fev 2004; 20(1):197-203. 11. MELO, G; SANTOS, R.M. dos; TREZZA, M.C.S.F. Entendimento e práticas de ações educativas de profissionais do Programa Saúde da Família de São Sebastião-AL: detectando dificuldades. Rev. Bras. Enferm. mai/jun 2005; 58(3):290-5.

Alimentação e Nutrição na Prevenção da Gripe Suína – Influenza A H1N1

A gripe A H1N1, mais conhecida como a Gripe Suína, já atingiu mais de 100 mil pessoas em todo o mundo e este número aumenta a cada dia.

Um organismo saudável, com uma boa imunidade, os sintomas da gripe costumam ser mais leves e o risco de mortalidade é bem menor.

A forma de reforçar o sistema imunológico do nosso organismo é através de uma alimentação correta e saudável.

Alguns alimentos ajudam a estimular a ação do sistema imunológico e potencializam o seu bom funcionamento.

Veja algumas dicas para aumentar a sua imunidade:

  • Tome pelo menos 1 litro e meio de água por dia, pois manter as vias aéreas úmidas afastam o vírus;
  • Evite tomar muito leite quando estiver resfriado pois ele produz muito mudo, dificultando a cura;
  • Aumente o consumo de iogurte natural, ele é excelente para o sistema imunológico, além de ser fonte de cálcio;
  • Aumente a quantidade de cebola na sua alimentação, ela possui propriedades importantes para o combate a gripes e resfriados;
  • Consuma mais alho na sua alimentação, seus compostos ajudam a fortalecer o sistema imunológico;
  • Aumente o consumo de alimentos ricos em betacaroteno (cenoura, laranja, damasco, beterraba,espinafre, mamão e couve) e alimentos fontes de zinco (fígado de boi e semente de abóbora);
  • Consuma mais frutas e verduras diariamente;
  • Coloque na sua alimentação alimentos fontes de ácido graxo ômega-3 (sardinha, atum, salmão, bacalhau, etc), são excelentes para o sistema imunológico;
  • O cogumelo Shiitake e o gengibre possuem excelentes efeitos anti-viral;
  • Evite alimentos gordurosos pois eles deixam o sistema imunológico debilitado;

Além da alimentação, é importante manter alguns hábitos de higiene como manter as mãos sempre limpas, escovar os dentes e usar fio dental.

Voce sabe o que é Gripe Suína? Saiba quais os sintomas e como se prevenir

                              

 

O que é a Gripe Suína?

A gripe suína é uma doença causada pelo vírus H1N1, um subtipo de vírus Influenza, que é uma combinação dos genes de vírus suíno, aviário e humano.

Esta gripe está causando uma grande preocupação mundial, pois a epidemia está se alastrando em diversos países do mundo, inclusive no Brasil.

Como ocorre a contaminação?

Os porcos podem ser infectados por gripes humanas ou aviárias, formando um novo tipo de vírus mutante. Este vírus pode ser transmitido para os homens e estes passarem de humanos para humanos.

Sua contaminação pode atingir os humanos através do contato com porcos contaminados ou objetos contaminados pelos porcos infecados que entraram em contato com os homens.

Não há contaminação através do consumo de carnes suínas, quando devidamente cozidas em temperaturas superiores a 70 graus Celsius, o vírus é totalmente destruído.

A capacidade de transmissão de homem para homem é mais difícil do que a gripe comum, mas pode ocorrer pela tosse ou pelo espirro de pessoas contaminadas.

A preocupação maior está no México, em que todos os casos constatados precedem de contágio humano. A gripe é forte é pode levar à morte.

Alguns cuidados devem ser tomados para evitar o contágio:

  • Cubra o nariz e a boca com um lenço quando for tossir ou espirrar. Jogue este lenço no lixo após o uso;
  • Lave sempre as mãos com água e sabão, principalmente quando tossir ou espirrar;
  • Caso esteja com suspeita de gripe, evite o contato direto com outras pessoas.

Quais são os sintomas da Gripe Suína?

Os sintomas da gripe suína são parecidos com os da gripe comum com febre, cansaço, dores no corpo e tosse. Algumas pessoas podem apresentar coriza, garganta seca, vômito e diarréia.

Como saber se tenho a gripe suína?

Para o correto diagnóstico, é preciso fazer uma análise respiratória do vírus nos primeiros 5 dias da doença em um laboratório.

Existe medicamentos e vacinas para a cura da gripe suína?

Algumas  drogas como zanamivir e oseltamivir mostraram alguma eficiência para o tratamento da gripe suína, pois elas diminuem a agressividade do quadro infeccioso do H1N1 suíno.

Com relaçào a vacinas, até o momento não existe nenhum tipo de vacina para este tipo de vírus em humanos. As vacinas comuns contra gripoe não combatem o vírus H1N1.

O que é a Gripe Suína?

A gripe suína é uma doença causada pelo vírus H1N1, um subtipo de vírus Influenza, que é uma combinação dos genes de vírus suíno, aviário e humano.

Esta gripe está causando uma grande preocupação mundial, pois a epidemia está se alastrando em diversos países do mundo, inclusive no Brasil.

Como ocorre a contaminação?

Os porcos podem ser infectados por gripes humanas ou aviárias, formando um novo tipo de vírus mutante. Este vírus pode ser transmitido para os homens e estes passarem de humanos para humanos.

Sua contaminação pode atingir os humanos através do contato com porcos contaminados ou objetos contaminados pelos porcos infecados que entraram em contato com os homens.

Não há contaminação através do consumo de carnes suínas, quando devidamente cozidas em temperaturas superiores a 70 graus Celsius, o vírus é totalmente destruído.

A capacidade de transmissão de homem para homem é mais difícil do que a gripe comum, mas pode ocorrer pela tosse ou pelo espirro de pessoas contaminadas.

 

A preocupação maior está no México, em que todos os casos constatados precedem de contágio humano. A gripe é forte é pode levar à morte.

Alguns cuidados devem ser tomados para evitar o contágio:

  • Cubra o nariz e a boca com um lenço quando for tossir ou espirrar. Jogue este lenço no lixo após o uso;
  • Lave sempre as mãos com água e sabão, principalmente quando tossir ou espirrar;
  • Caso esteja com suspeita de gripe, evite o contato direto com outras pessoas.

Quais são os sintomas da Gripe Suína?

Os sintomas da gripe suína são parecidos com os da gripe comum com febre, cansaço, dores no corpo e tosse. Algumas pessoas podem apresentar coriza, garganta seca, vômito e diarréia.

Como saber se tenho a gripe suína?

Para o correto diagnóstico, é preciso fazer uma análise respiratória do vírus nos primeiros 5 dias da doença em um laboratório.

Existe medicamentos e vacinas para a cura da gripe suína?

Algumas  drogas como zanamivir e oseltamivir mostraram alguma eficiência para o tratamento da gripe suína, pois elas diminuem a agressividade do quadro infeccioso do H1N1 suíno.

Com relaçào a vacinas, até o momento não existe nenhum tipo de vacina para este tipo de vírus em humanos. As vacinas comuns contra gripoe não combatem o vírus H1N1.

O que fazer para evitar o contágio?

O CDC (Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos EUA) fez algumas recomendações para evitar a doença.

– Cubra seu nariz e boca com um lenço quando tossir ou espirrar. Jogue no lixo o lenço após o uso.

– Lave suas mãos constantemente com água e sabão, especialmente depois de tossir ou espirrar. Produtos à base de álcool para limpar as mãos também são efetivos.

– Evite tocar seus olhos, nariz ou boca. Os germes se espalham deste modo.

– Evite contato próximo com pessoas doentes.

– Se você ficar doente, fique em casa e limite o contato com outros, para evitar infectá-los.

Quais são os sintomas da gripe suína?
Os sintomas são normalmente similares aos da gripe comum e incluem febre, letargia, falta de apetite e tosse. Algumas pessoas com gripe suína também tiveram coriza, garganta seca, náusea, vômito e diarreia.

Como se faz o diagnóstico de gripe suína?

Para identificar uma infecção por um vírus influenza do tipo A, é preciso analisar amostras respiratórias do paciente durante os primeiros 4 ou 5 dias da doença — quando uma pessoa infectada tem mais chance de estar espalhando o vírus. Entretanto, algumas pessoas, especialmente crianças, podem manter o vírus presente por dez dias ou mais. A identificação do vírus é então feita em teste de laboratório.

Há medicamentos disponíveis para tratar infecções de gripe suína em humanos?

As drogas zanamivir e oseltamivir (nome comercial Tamiflu) já mostraram eficácia ao tratar ou ajudar na prevenção de infecção com vírus da gripe suína. Impressões iniciais dão conta de que essas drogas diminuem a agressividade do quadro infeccioso para a versão atual do H1N1 suíno.

Leite e Derivados

1-  Conceituação

O leite é o produto de secreção  das glândulas mamárias.

Leites utilizados na alimentação humana: leite de vaca e de cabra.

2- Valor nutricional varia com a raça e a alimentação do animal.

Composição do leite de vaca, por 100 ml :

PROTEÍNAS 3 a 4 g
Caseína 2,87 g
Albumina 0,56 g
LIPÍDIOS 3 a 6 g
CARBOIDRATOS 4,6 a 5 g
MINERAIS 0,7 a 0,75 g
VITAMINAS
A 97 a 785 UI
C 0,5 a 6,6mg
B1 0,10 a 2,5 mg
B2 0,65  a 10 mg
Niacina 0,05 a 0,5 mg

O teor de vitamina D varia com a exposição do animal à luz solar. O leite é pobre em vitamina D e Ferro.O cálcio, na forma de lactato de cálcio, é abundante no leite e constitui uma das fontes mais assimiláveis de cálcio pelo organismo humano. É boa fonte de vitaminas B e A .

4- Características físicas

É um alimento líquido (86 % de água) constituído por lactose e minerais, proteínas em forma coloidal (caseína dispersa, albumina e globulinas em solução), gorduras em emulsão, vitaminas e gases.

É ligeiramente ácido, com pH entre 6,5 e 6,7.

5- Efeitos da cocção (fervura)

No leite fluido, a mudança do sabor do leite in natura é conseqüência da pasteurização e da fervura.

O ranço e a oxidação do leite natural também podem provocar alterações de paladar. O sabor do leite se modifica pela fervura, pois a globulina e o lactato de albumina coagulados, aderem ao fundo da panela, podendo queimar-se; a lactose pode caramelizar-se pelo calor excessivo; os gases se perdem e, pela evaporação da água, outros elementos se concentram. Enzimas que podem alterar o sabor do leite ,como as lipases, são destruídas pela fervura.

Pelo aquecimento, forma-se na superfície do leite uma película constituída por albumina e globulina coaguladas, que englobam sais de cálcio, gorduras e uma pequena fração de caseína. Iniciada a fervura, dilatam-se os gases dissolvidos no leite e formam espuma cuja pressão pode levantar a película superficial, entornando o leite.

O método de esterilização caseira é a fervura  por 3 minutos, o que altera o teor de vitamina C.

6. Derivados do leite mais utilizados em preparações culinárias

6.1 – Creme de leite


A gordura do leite está em forma de emulsão de glóbulos bem pequenos; cada glóbulo está envolvido por uma película protéica. Em repouso, os glóbulos de gordura sobem à superfície  constituindo uma camada de nata, a qual é retirada, constituindo o creme de elite. O conteúdo de gordura é variável, d 10 a 40%. Possui 90 a 98 mg de Cálcio, além de glicídios e proteínas em pequenas proporções. O creme de leite batido (chantilly) consiste na incorporação de ar ao creme. O acréscimo de açúcar dificulta o batimento do creme. O creme homogeneizado não é próprio para fazer o creme batido pois não retém o ar.É empregado como elemento gorduroso em  várias preparações, como sopas,molhos, carnes, peixes,frutas e sobremesas.

6.2-Manteiga


É obtida pelo batimento contínuo do  creme deleite, reunindo os glóbulos de gordura, separando-o de parte do soro e retendo o soro restante em uma rede. Enquanto o creme de leite é uma emulsão de gordura no soro, a manteiga é uma emulsão do soro na gordura, é muito utilizada em preparações  culinárias, decompões-se com facilidade em temperatura elevada, sendo inadequada para frituras pois produz acroleína,produto da decomposição da glicerina, que é prejudicial ao sistema digestório. Seu teor de ácidos graxos saturados é elevado devendo ser consumido com moderação para prevenir a hipercolesterolemia.

6.3 – Queijos


São produtos da industrialização do coalho do leite. É pobre em carboidratos pois quando o leite se coagula lactose permanece no soro. O queijo tem sua concentração protéica de 6 a 10 vezes maior que o leite, e de cálcio de 4 a 8 vezes maior. Sua digestão é facilitada pela presença de lactobacilos que desdobram suas proteínas durante o processo de maturação. Os queijos são produzidos a partir do leite pasteurizado, por um processo de coagulação provocado por ácidos ou enzimas, geralmente a renina, extraídas do estômago de animais. A culinária do queijo pode consistir em simplesmente em se derreter o queijo, ou combiná-lo com outros ingredientes e submetê-lo à cocção. Em ambos os casos, é necessário que se derreta o queijo sem que haja separação excessiva da gordura e a formação de fios. Temperaturas baixas e períodos curtos de cocção são os mais indicados.O calor excessivo de fogo direto resulta em separação da gordura, formando fios e o endurecimento do queijo derretido. Quando em molhos, o queijo pode talhar, formando fios e entrelaçamentos. Tipos de queijos: camembert, fundido, gorgonzola, minas frescal, requeijão, ricota, roquefort, reino, emental, preto, parmesão, mussarela, provolone

7-Utilização do leite em preparações culinárias
–    Como meio de cocção: mingaus, sopas

–        Com ovos (coagulação): flans, pudins

–        Como ingrediente: bolos, sorvetes

Insuficiência Renal Agúda (IRA)

A insuficiência renal aguda (IRA) pode ser definida como perda da função renal, de maneira súbita, independentemente da etiologia ou mecanismos, provocando acúmulo de substâncias nitrogenadas (uréia e creatinina), acompanhada ou não da diminuição da diurese (COSTA et al., 2003).

Etiologia

As causas de insuficiência aguda podem ser de origem renal, pré-renal ou pós-renal. A IRA pré-renal é rapidamente reversível, se corrigida a causa, e resulta principalmente de uma redução na perfusão renal, causada por uma série de eventos que culminam sobretudo com a redução do volume circulante efetivo e portanto do fluxo sangüíneo renal. As causas mais freqüentes são desidratação (vômito, diarréia, febre), uso de diuréticos e insuficiência cardíaca (SHOR et al., 2000).

A IRA, causada por fatores intrínsecos ao rim, é classificada de acordo com o principal local afetado: túbulos, interstício, vasos ou glomérulo. A causa mais comum de dano tubular é de origem isquêmica ou tóxica. Entretanto, a necrose tubular isquêmica pode ter origem pré-renal como uma conseqüência da redução do fluxo, especialmente se houver comprometimento suficiente para provocar a morte das células tubulares. Assim, o aparecimento de necrose cortical irreversível pode ocorrer na vigência de isquemia severa, particularmente se o processo fisiopatológico incluir coagulação microvascular, como por exemplo, nas complicações obstétricas, acidentes ofídicos e na síndrome hemolítica e urêmica (SHOR et al., 2000).

As nefrotoxinas representam, depois da isquemia, a causa mais freqüente de IRA. Os antibióticos aminoglicosídeos, os contrastes urográficos e os quimioterápicos, como, por exemplo, a cisplatina, estão entre as drogas que podem causar dano tubular diretamente, embora também tenham participação participação substancial nas alterações da hemodinâmica glomerular. Por outro lado, drogas imunossupressoras como a ciclosporina e o FK 506, os inibidores da enzima de conversão da angiotensina e as drogas antiinflamatórias não-esteróides podem causar IRA por induzir preponderantemente modificações hemodinâmicas (SHOR et al., 2000).

A IRA em razão da nefrite intersticial é mais freqüentemente causada por reações alérgicas a drogas. As causas menos freqüentes incluem doenças auto-imunes (lúpus eritematoso) e agentes infecciosos (sepse, Hanta vírus). Apesar da predominância de um mecanismo fisiopatológico, a insuficiência renal aguda por drogas nefrotóxicas é freqüentemente causada por associação de um ou mais mecanismos, conforme sumarizado na tabela 1. Mais ainda, a associação de isquemia e nefrotoxinas é comumente observada na prática médica como causa de IRA, especialmente em pacientes mais graves (SHOR et al., 2000).

TRATAMENTO

O tratamento do paciente com insuficiência renal aguda (IRA), com uma inaceitável taxa de mortalidade, permanece um desafio para o nefrologista. A desnutriçäo protéico calórica encontrada nesses pacientes constitui um dos principais fatores dessa evoluçäo desfavorável. O hipercatabolismo associado a inadequado aporte nutricional contribui para a elevada prevalência de desnutriçäo na IRA. Assim, o principal determinante do requerimento nutricional nesses pacientes é o grau de catabolismo e näo a disfunçäo renal per se. Considerar o impacto do tratamento dialítico e o catabolismo nesses pacientes constituem aspectos fundamentais para um adequado suporte nutricional dessa população (Monte et al., 2002).

Tratamento Clínico  (grave)

Diálise

Reposição eletrolítica

Tratamento Nutricional

Administração parenteral de glicose, lipídios, aminoácidos

Alta ingestão de carboidratos e gordura ( para poupar proteínas)

Dieta hipercalórica e hipoproteica

Restrição de sódio

Controle hídrico segundo a diurese

BIBLIOGRAFIA:

José Abrão Cardeal da Costa ; Osvaldo Merege Vieira-Neto & Miguel Moysés Neto.  Isuficiência Renal Agúda. Medicina, Ribeirão Preto, 36: 307-324, abr./dez. 2003.

Monte, Júlio César M; Duräo Junior, Marcelino de S; SANTOS, Oscar Fernando P. dos.J. bras. nefrol;24(2):103-109, jun. 2002.

SCHOR, Nestor; SANTOS, Oscar Fernando Pavão dos;  BOIM, Mirian Aparecida

Técnicas de pesagem e medição de substâncias alimentares.

Quando buscamos que uma preparação culinária possa ser efetuada com sucesso, devemos dar importância a fatores como tipo de utensílio, temperatura e tempo de preparo, mas também a qualidade e quantidade dos ingredientes (PHILIPPI, 2003).

Para obter medidas mais exatas é necessário instrumentos com capacidades padronizadas, pois dessa forma garante-se a reprodutibilidade da receita e auxilia o controle de qualidade, quantidade e custo. Entre estes instrumentos podemos citar: balanças, provetas, recipientes graduados, entre os de medidas caseiras são xícaras, colheres, copos, pires (PHILIPPI, 2003).

Pesagem e medição de alimentos secos:

Os alimentos secos não devem ser pressionados quando forem ser medidos, se estiverem encaroçados é recomendável que se desmanchem os grumos. Auxiliado por uma colher o alimento deve ser colocado no utensílio de medida sem ser comprimido, também se deve nivelá-lo com o auxílio de uma espátula ou com o lado cego da faca (PHILIPPI, 2003).

Pesagem e medição de alimentos líquidos:

O recipiente deve ser preenchido aos poucos, com o auxílio de um funil, até atingir a quantidade indicada pela receita. A leitura do recipiente deve ser feita em superfície plana, com os olhos no nível do menisco (PHILIPPI, 2003).

Pesagem e medição de alimentos pastosos ou gordurosos:

Devem ser pesados em temperatura ambiente e colocados em um recipiente padronizado com o auxílio de uma colher, pressionando-o para evitar formação de bolha de ar e nivela-se com uma espátula ou lado cego da faca (PHILIPPI, 2003).

Carnes bovinas e suínas

Todos os cortes de carne podem render excelentes e saborosos pratos se preparados corretamente. A forma de preparo mais adequada para cada corte de carne dependerá dos seguintes fatores:

· 1. a maciez natural do corte: a maciez depende do corte em si (ou seja, de sua

localização na carcaça), da quantidade de tecido conjuntivo, da idade do animal e da forma de processamento da carne (a carne maturada geralmente é mais macia);

· 2. a quantidade e o tipo de tecido conjuntivo: cortes com maior teor de tecido

conjuntivo são mais rijos, portanto devem ser preparados com métodos de calor úmido, que solubilizam esse tecido e amaciam a carne;

· 3.a marmorização ou marmoreio: é a quantidade de gordura entremeada nas fibras da carne. Cortes magros cozinham mais rapidamente que cortes com maior teor de gordura entremeada. Se cozidos por longo tempo, cortes magros perdem o suco, passam do ponto e ficam mais duros;

· 4. o tamanho do corte .

Basicamente, existem dois modos de cozimento de carne: por calor seco e por calor úmido. Os métodos por calor seco não usam água, porém podem empregar óleo ou gordura em pequenas quantidades. Cortes mais macios e com menos tecido conjuntivo devem ser preparados de preferência em calor seco (na grelha, no forno ou fritos em pouco óleo). Formas de preparo por calor úmido (que empregam água ou óleos) realçam o sabor das carnes. Cortes menos macios, que têm maior teor de tecido conjuntivo (particularmente cortes do dianteiro), devem ser preparados em calor úmido (cozidos, em panela de pressão ou fritos imersos em óleos ou gorduras) até que as fibras se amaciem.

A temperatura de cozimento é um dos aspectos mais importantes da preparação da carne. Pesquisas científicas mostram que, quanto maior a temperatura de cozimento, maiores são as perdas por desidratação, o que deixa a carne menos suculenta e menos macia. Portanto as temperaturas de baixa a moderada são as mais adequadas para o cozimento da carne (entre 140ºC e 170ºC). Porém, para assar cortes magros, a temperatura deve ser mais alta (200ºC).

Fritar é um método de preparo por calor úmido. Significa cozinhar a carne em óleo ou gordura quente, geralmente em uma frigideira.

Prefira frigideiras de fundo grosso, de alumínio ou de ferro fundido. Evite virar muito a carne na panela e, se usar um garfo para virar os bifes, procure espetar apenas o cantinho para evitar que a carne perca o suco.

Podem-se fritar cortes como bifes finos, hambúrguer de carne moída ou bifes de filé mignon, de coxão mole, de patinho, de fraldinha e de contra-filé.

Alguns conceitos em Toxicologia de Alimentos

1 – Diferencie efeitos tóxicos crônicos de efeitos tóxicos agudos.

Efeitos tóxicos agudos estão sempre associados a altas concentrações (mg/g ou g/L) e frequência de ingestão unitária (exposição única). Manifestam-se rapidamente, sendo quase sempre severos e letais.

Efeitos crônicos caracterizam-se por serem produzidos por baixas concentrações (que isoladamente podem ser consideradas de não-efeito) e alta freqüência (exposições prolongadas ou a longo prazo). São reversíveis, isto é, via de regra desaparecem ou diminuem de intensidade, cessada a exposição.

 

2 – O que é efeito tóxico crônico retardado?

Admitem para sua manifestação o chamado período de latência, cuja duração dependerá do reinício da exposição e da frequência com que o organismo estiver se expondo.

 

3 – O que são efeitos tóxicos adversos?

Genericamente, todas substâncias químicas produzem efeitos múltiplos no organismo como um todo, mesmo que possam produzir reações bem específicas de origem bioquímica ou molecular. Quando não esperados e nocivos podem ser chamados de efeitos tóxicos adversos. São muito difíceis de serem caracterizados durante uma intoxicação por agentes tóxicos presentes em alimentos por depender, fundamentalmente, da suscetibilidade do organismo exposto.

 

4 – Conceitue toxidade de uma substância.

Toxicidade de uma substância é conceituada como a medida relativa do risco que ela apresenta de produzir um efeito tóxico no sistema biológico exposto,

 

5 – De que maneiras a população humana se expõe a agentes tóxicos?

A população humana se expõe a agentes da terapêutica, produtos de uso doméstico, substâncias presentes em seu ambiente de trabalho, em circunstâncias variadas que podem se incorporar ao seu ambiente (água, ar, solo) e principalmente através de alimentos contaminados de maneira intencional.

 

6- A avaliação da toxicidade de um AT presente em um alimento está relacionada com as características e condições da exposição. Quais são eles?

– Natureza e concentração do agente tóxico presente no alimento;

– Frequência com que o alimento é ingerido pela população;

– Tempo com que o alimento vem sendo ingerido;

– Via de introdução no organismo;

– Suscetibilidade do organismo.

 

7 – Quais os fatores que predominam numa população onde existe a exposição crônica a AT em alimentos?

– A qualidade dos alimentos deixam a desejar;

– As dietas sejam consideradas monótonas em virtude da ausência de variedades ou simplesmente escassez de alimentos;

– Os hábitos alimentares são errôneos ou culturalmente incorretos;

– Tabus alimentares são bastante comuns em sua totalidade ou mesmo em pequenos seguimentos subdesenvolvidos.

 

8 – Conceitue absorção do ponto de vista da toxicologia de alimentos.

Entende-se por absorção o transporte do AT, através de membranas, do meio exterior (trato gastrointestinal) para o meio interno (corrente circulatória).

 

9 – Como se dá a indução das transformações estruturais do toxicante por componentes das células intestinais?

A indução de transformações estruturais de toxicante por componente das células intestinais tem sido demonstrada tanto pra nutrientes (metabolismo) como para não-nutrientes (biotransformação).

A substância tóxica presente no alimento estará dissolvida na fração gordurosa ou ligada à parte protéica ou eventualmente a dos carboidratos constituintes dos alimentos. Deverá, portanto, se dissolver nos sucos gástricos que favorecem a digestão a fim de que possam ser absorvidos com maior ou menor velocidade.

 

10 – Comente sobre os mecanismos de transporte especializados apresentados pelo trato gastrointestinal de mamíferos. Como se dá o transporte de chumbo par dentro da célula?

O trato gastrointestinal dos mamíferos apresenta mecanismos de transporte especializados (difusão facilitada, transporte ativo) caracteristicamente realizados contra um gradiente de concentração e com gasto de energia para a absorção de nutrientes e eletrólitos. Ex: chumbo, um freqüente contaminante de alimentos, tanto de origem vegetal como animal, pode ser transformado para dentro da célula pelo sistema que transporta cálcio (difusão facilitada).

Outro tipo de transporte também existente é a pinocitose que desempenha papel importante na absorção de corantes, vitaminas, etc.

 

11 – Conceitue toxicocinética ou deslocamento. Quais os fatores envolvidos no processo?

É uma continuação da passagem da substância através das membranas constituintes dos diversos tecidos do organismo. Fatores envolvidos:

– Habilidade do agente químico em atravessar essas barreiras;

– Afinidade que o toxicante tenha pelos diferentes tecidos;

– Vascularização desses tecidos.

 

12 – Comente sobre a capacidade sequestrante de AT pelas proteínas plasmáticas.

As proteínas plasmáticas podem sequestrar constituintes, tanto exógenos como endógenos, presentes no organismo.

O seqüestro do AT pela proteína constitui um verdadeiro “armazenamento” deste último, uma vez que ele não consegue agir no organismo e nem ser removido do mesmo. Todavia, esse complexo pode sofrer processos de transporte ativo para o fígado e rins.

A capacidade sequestrante da proteína é limitada, ou seja, uma vez saturados seus sítios complexantes, haverá um aumento da toxicidade do composto pelo desequilíbrio entre o complexo e a forma livre do AT.

 

13 – Conceitue barreira hematencefálica. Comente sobre a passagem de substâncias lipossolúveis para o cérebro.

Barreira hematencefálica é uma barreira existente entre o sangue e o cérebro, ou seja, é um conjunto complexo de defesa do cérebro que o protege de possíveis tóxicos, é um local menos permeável do que a maioria de outras áreas do corpo. Mas não é uma barreira absoluta para passagem de AT para o SNC, não estando completamente desenvolvida após o nascimento.

Substâncias lipossolúveis (com elevação de partição óleo/água) podem atingir o cérebro com relativa facilidade, através da simples difusão, numa velocidade que é função direta desse coeficiente.

14 – Comente sobre os mecanismos de remoção de compostos tóxicos pelo organismo.

Os agentes tóxicos podem ser removidos do organismo por dois mecanismos: por excreção (fezes, urina) e por secreção (biliar, láctica, sudorípara, salivar e lacrimal).

 

15 – Conceitue biotransformação. Explique os mecanismos empregados para a biotransformação de AT pelo organismo humano. Cite alguns sistemas envolvidos no processo.

Pode-se conceituar Biotransformação como sendo o conjunto de alterações maiores ou menores que um agente químico sofre no organismo, visando aumentar sua polaridade e facilitar sua excreção, ou seja, é o processo que um xenobiótico é transformado em um metabólito mais hidrosolúvel para facilitar sua excreção do organismo.

A biotransformação pode ocorrer através de dois mecanismos:

ü      o chamado Mecanismo de Ativação da Biotransformação, que produz metabólitos com atividade igual ou maior do que o precursor. Ex.: a piridina é biotransformada ao íon N-metil piridínico que tem toxicidade cinco vezes maior que o precursor. O mesmo ocorre com o inseticida parathion que é biotransformado a paraoxon, composto responsável pela ação tóxica do praguicida e

ü      o Mecanismo de Desativação, quando o produto resultante é menos ativo (tóxico) que o precursor. É o mais comum de ocorrer para os xenobióticos.

Reações de biotransformação ocorrem às custas de sistemas enzimáticos encontrados em diferentes células de tecidos e órgãos. Todavia, o fígado é o órgão no qual a maioria das biotransformações metabólicas e biológicas ocorrem, não só do ponto de vista da sua posição no aparelho digestivo, do suprimento sanguíneo que recebe, da existência e número de enzimas presentes nos hepatócitos, como também da quantidade das substâncias estranhas ao organismo (xenobióticos) que estão sempre presentes nesse órgão.

Sistemas enzimáticos hepáticos e extra-hepáticos (renal, intestinal, plasmático, etc.) são responsáveis pelas reações químicas de oxidação, redução, hidrólise e conjugação, normalmente envolvidas na biotransformação.

16 – Diferencie destoxificação de biotoxificação.

Destoxificação é quando os produtos de biotransformação produzidos na fase I são menos tóxico que o precursor.

Biotoxificação é quando os produtos de biotransformação produzidos na fase I são mais tóxico que o precursor.

17 – Quais as substâncias necessárias para que ocorra o processo de conjugação e o que ocorre na ausência (carência) de tais substâncias?

Para que haja os processos de conjugação é necessário um grande suprimento de substâncias endógenas (carboidratos, sulfatos,aminoácidos). Na falta destes, a conjugação é retardada, diminuindo a capacidade de desintoxicação do organismo com a remoção da substância.

18 – Comente sobre os processos de oxidação, redução e hidrólise de AT. Exemplifique.

Oxidação: são as mais freqüentes no processo de biotransformação: hidroxilação de grupos alquil, aril e metil; oxidação de álcoois e aldeídos a ácidos; desaminação oxidativa; oxidação de compostos sulfurados,etc.

Redução: Enzimas responsáveis pelas reações de redução que certos AR são submetidos nos processos de biotransformação poderão estar localizadas nas frações microssômica e solúvel das células. Ex: corantes azóicos.

Hidrólise: Enzimas envolvidas nas reações de hidrólise podem ser encontradas nas frações microssômica e solúvel das células bem como no plasma sanguineo, responsáveis pelas reações hidrolíticasde ésteres, amidas, carbamatos, hidrazidas, etc. Ex: inseticidas organofosforados.

 

19 – Conceitue e descreva o sistema enzimático citocromo P-450 monoxigenase.

Esta enzima é um citocromo (complexo de proteína e heme) chamado de P450 porque em sua forma reduzida é ligado ao monóxido de carbono, terá um pico (P) de absorbância no comprimento de onda de 450nm. Citocromo P-450 é um sistema enzimático que cataliza oxidações; sob certas condições específicas, pode catalizar outros tipos de reações como as de redução.

O sistema enzimático Cit P450 é influenciado por uma série de substâncias, que podem induzir ou inibir a sua atividade, alterando a biotransformação de determinados compostos. Ex.: a) fenilbutazona (antiinflamatório e antireumático) e o cloranfenicol podem inibir a biotransformação enzimática da tolbutamida, medicamento antidiabético. Com isto, uma dose terapêutica deste medicamento poderá causar crises de hipoglicemia sérias, devido à diminuição excessiva do açúcar no sangue; b) Fenobarbital e álcool são exemplos de indutores enzimáticos, que aumentam a biotransformação de outros fármacos como a metadona, fenilbutazona, etc. Parece que nestes casos tanto o fenobarbital como o álcool, aumentam a concentração do Cit P450 e, consequentemente, aumenta a biotransformação dos fármacos. Outros fatores que influem na biotransformação serão discutidos posteriormente.

20 – Comente sobre o mecanismo de conjugação. Quais os grupamentos endógenos fornecidos durante o processo de conjugação?

Consistem na adição de grupamentos endógenos aos toxicantes, tornando-os suficientemente polares para que possam ser removidos do organismo. Os grupamentos endógenos fornecidos durante a conjugação podem ser derivados de carboidratos, aminoácidos, glutationa e sulfatos, havendo o envolvimento de grandes quantidades de energia com formação dos compostos intermediários.

 

A importância das fibras

As fibras solúveis retardam o esvaziamento gástrico e a velocidade do trânsito intestinal, enquantam as fibras insolúveis paracem acelerar o trânsito intestinal (FRANCO, 2007).

As fibras dietéticas têm a propriedade de aumentar a gordura fecal, sendo que as fibras hidrossolúveis, como a pectina e a goma guar, parecem reduzir a colesterolemia. Esse efeito parece advir da capacidade de algumas fibras de absorver ácidos biliares, reduzindo a absorção do colesterol endógeno para oprocesso de síntese dos ácidos biliares (FRANCO, 2007).

As fibras atuam  reduzindo a taxa glicêmica em diabético insulino-dependentes ou tratados com sulfoniluréias, tendo o tipo de fibras influência no metabolismo glicídico, pois o farelo de trigo reduz mais a glicemia qua a lignina (FRANCO, 2007).

As fibras dietéticas proporcionam benefícios aos pacientes que necessitam evitar o esforço no sanitário e pacientes com afeccção intestinal espasmódica e cólon irritável .A dieta de fibras atua como laxativo devido a união de água e íons no lúmen colônico e, dessa forma, ocorre amolecimento das fezes e incremento de seu volume (FRANCO, 2007).

BIBLIOGRAFIA

FRANCO, Guilherme. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9ª edição, São Paulo: Atheneu, 2007.

Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC)

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS:

Resulta em redução da eficiência de bombeamento do coração nas duas câmaras inferiores, com menor circulação de sangue até os tecidos do corpo, congestão nos pulmões ou na circulação corpórea, inchaço dos tornozelos, dores abdominais, ascite, congestão hepática, distensão das veias jugulares e dificuldade respiratória. A insuficiência cardíaca congestiva é o diagnóstico mais comum em pacientes hospitalizados. Pode ser causada por cardiopatia coronariana, ataque cardíaco prévio, histórico de cardiomiopatia, doença pulmonar obstrutiva crônica, anemia grave, consumo excessivo de álcool, baixo nível de funcionamento tireoidiano. Sexo masculino, baixa escolaridade, inatividade física, tabagismo, excesso de peso, diabetes, hipertensão, valvulopatia cardíaca e cardiopatia coronariana são, todos, fatores de risco independente para ICC.

EXAMES LABORATORIAS

ü      Radiografia torácica

ü      Sódio, cloreto

ü      Aspartato amino-transferase, alanina amino-trasnferase

ü      BNP

ü      Ecocardiograma

ü      Eletrocardiograma

ü      Cateterização cardíaca

ü      Oximetria

ü      Pressão parcial do dióxido de carbono, pressão parcial do oxigênio

ü      Densidade específica (aumentada)

ü      Colesterol

ü      Triglicérides

ü      Homocisteína

ü      Vitamina B12 sérica

ü      Potássio

ü      Glicose

ü      Hemoglobina e hematócrito, ferro sérico

ü      Magnésio, cálcio

ü      Zinco sérico

ü      Fosfatase alcalina

ü      Albumina, pré-albumina

ü      Nitrogênio da uréia sangüínea, creatinina

ü      Ácido láctico desidrogenase (aumentado)

ü      Balanço nitrogenado

ü      Ácido úrico

TRATAMENTO / MEDICAMENTOS/ INTERAÇÃO FÁRMACO-NUTRIENTE:

– Os diuréticos tiazídicos e os digitálicos promovem depleção de potássio;

– Anticoagulantes muitas vezes são utilizados em pacientes

acamados.

– Inibidores da enzima conversora de angiontesina. Monitorar para que não ocorra hipercalemia, náusea, vômito, tontura e dores abdominais. Diminuem a retenção de sódio e água.

– Vasodilatadores arteriais. Podem causar náusea e vômito.

– Suco de pomelo diminui o metabolismo farmacológico no intestino e pode afetar medicamentos até 24 horas após serem consumidos.

FINALIDADES DA DIETA:

ü      Promover repouso, para reduzir as demandas do coração. Restaurar a estabilidade hemodinâmica e prevenir o choque cardiogênico ou a tromboembolia.

ü      Eliminar ou reduzir o edema.

ü      Evitar distensão e elevação do diafragma, o que reduz a capacidade vital.

ü      Obter um peso corporal ideal para diminuir  as necessidades de O2 e as demandas dos tecidos por nutrientes. Repor a massa magra (LBM), se houver necessidade.

ü      Limitar os estimulantes cardíacos.

ü      Prevenir a caquexia cardíaca, hipotensão arterial, apatia, pulso fraco decorrente de diuréticos depletores de potássio, anorexia, náusea, vômito e sepse.

ü      Corrigir qualquer déficit de nutrientes.

Prevenir a formação de úlceras de decúbito decorrentes de atividade e da má circulação.

CARACTERÍSTICAS DA DIETA

ü      Iniciar a alimentação com a dieta líquida

ü      Dieta hipossódica (no máximo 2 g. de sódio).

ü       Teores adequados de potássio, magnésio e cálcio.

ü      Aumentar vitamina E, ácido fólico, riboflavina, vitaminas B6 e B12.

Fracionamento de 5-6 pequenas refeições diárias, com não mais de 3 litros de líquidos/dia.

ALIMENTOS PERMITIDOS:

ü      Se aprovado pelo médico o vinho tinto pode ser recomendado.

ü      Nozes, amêndoas, macadâmia, nozes-pecãs, castanhas e pistache.

ü      Apenas 4-5 gemas de ovo semanalmente.

Temperos naturais.

ALIMENTOS EVITADOS:

ü      Temperos industrializados.

ü      Produtos feito com leite integral.

ü      Carne vermelha, gordura aparente de carne e aves, alimentos industrializados assados, defumados, carnes curadas e molhos industrializados, refeições congeladas.

ü      Alimentos fontes de vitamina K não deve ser usado mais que uma vez por dia.

ü      Angélica, fenogrego, aniz, alho em excesso, gengibre, ginkgo e ginseng.

Álcool, sal, bicarbonato de sódio, fermento em pó, glutamato monossódico.

EVOLUÇÃO DA DIETA:

Com a progressão do tratamento deverá incluir alimentos brandos e de fácil digestão.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

SCOTT-STUMP,S. Nutrição relacionado ao diagnóstico e tratamento. 5ª edução. Barueri, SP: Manole, 2007.

Infarto Agudo do Miocárdio

CARACTERÍSTICAS CLÍNICAS:

O infarto agudo do miocárdio consiste da necrose do músculo cardíaco, por uma situação prolongada de suprimento sagüíneo inadequado ou de deficiência de O2 . Oclusão coronariana é o fechamento, por depósitos de gordura ou por coágulo sangüíneo, de uma artéria coronária que irriga o miocárdio. Comumente chamada de ataque cardíaco, a oclusão coronariana se manifesta com uma intensa dor de compressão, náusea, vômito e debilidade. O repouso não alivia os sintomas. Os estágios são: crítico (as primeiras 48  horas), , agudo (3-14 dias) e de convalescença (15-90 dias).

EXAMES LABORATORIAS:

ü      Ecocardiograma

ü      Eletrocardiograma

ü      Imageamento por radionuclídeo

ü      Aspartato aminotransferase

ü      Cobre sérico (aumentado)

ü      Ácido láctico desidrogenase (aumentado)

ü      Taxa de sedimentação

ü      Leucometria (aumentada)

ü      Sódio

ü      Potássio

ü      Pressão parcial do dióxido de carbono, pressão parcial do oxigênio

ü      Pró-tempo

ü      Creatinina fosfocinase (aumentada)

ü      Colesterol total e frações

ü      Triglicérides (frequentemente aumentado)

ü      Hemograma completo

ü      Nitrogênio da uréia sanguínea

ü      Magnésio

ü      Homocisteína

ü      Folato sérico

ü      Vitamina B12

Hemoglobina e hematócrito, ferro sérico.

TRATAMENTO / MEDICAMENTOS/ INTERAÇÃO DROGA – NUTRIENTE:

– Nitratos, beta-bloqueadores e bloqueadores dos canais de cálcio são comumente utilizados.

– Morfina para alívio da dor.

– Varfarina ou heparina.

– Aspirina (pode diminuir a ferritina sérica)

– Mexitil e Rythmol (podem ocorrer náuseas, vômito ou constipação).

FINALIDADES DA DIETA:

ü      Promover repouso, para reduzir o esforço cardíaco. Evitar distensão causada por refeições pesadas.

ü      Prevenir arritimias, fornecendo alimentos à temperatura corporal.

ü      Evitar tanto a constipação como a flatulência.

ü      Evitar estímulo cardíaco excessivo com o uso de cafeína.

Reduzir níveis elevados de lipídeos, manter o colesterol

ü      abaixo de 200 mg/dL, triglicerídeos abaixo de 200 mg/dL, HDL entre 40-60 mg/dL, e LDL entre 100-129 mg/dL.

ü      Diminuir a energia necessária para mastigação, preparo de refeições, etc.

ü      Iniciar a cicatrização e promover a convalescença.

ü      Diminuir o peso em excesso para reduzir a carga imposta ao coração. Identificar fatores de risco modificáveis e reduzi-los, quando possível.

CARACTERÍSTICA DA DIETA:

ü      Iniciar a alimentação com a dieta líquida

ü      Dieta hipossódica (no máximo 2 g. de sódio).

ü       Teores adequados de potássio, magnésio e cálcio.

ü      Aumentar vitamina E, ácido fólico, riboflavina, vitaminas B6 e B12.

Fracionamento de 5-6 pequenas refeições diárias, com não mais de 3 litros de líquidos/dia.

ALIMENTOS PERMITIDOS:

ü      Se aprovado pelo médico o vinho tinto pode ser recomendado.

ü      Nozes, amêndoas, macadâmia, nozes-pecãs, castanhas e pistache.

ü      Cebola, chá, maçã, suco de uva e pomelo.

ü      Vegetais, frutas e cereais em grãos.

ü      Apenas 4-5 gemas de ovo semanalmente.

ü      Temperos naturais.

Consumir mais peixe, o que pode reduzir o risco de morte cardíaca súbita em homens, caso esse alimento seja consumido semanalmente.

ALIMENTOS EVITADOS:

ü      Temperos industrializados.

ü      Produtos feito com leite integral.

ü      Carne vermelha, gordura aparente de carne e aves, alimentos industrializados assados, defumados, carnes curadas e molhos industrializados, refeições congeladas.

ü      Alimentos fontes de vitamina K não deve ser usado mais que uma vez por dia.

Álcool, sal, bicarbonato de sódio, fermento em pó, glutamato monossódico.

EVOLUÇÃO DA DIETA:

Com a progressão do tratamento deverá incluir alimentos brandos e de fácil digestão.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

SCOTT-STUMP,S. Nutrição relacionado ao diagnóstico e tratamento. 5ª edução. Barueri, SP: Manole, 2007.

O Programa Saúde da Família

psf

Histórico do Programa Saúde da Família:

O Programa Saúde da Família (PSF) surge no Brasil como uma estratégia de reorientação do modelo assistencial a partir da atenção básica, em conformidade com os princípios do Sistema Único de Saúde. O Programa Saúde da Família foi implantado em 1994 pelo Ministério da Saúde, com o propósito de assistência à saúde que visa à prevenção, promoção e recuperação da saúde (SILVA, 2003).

O Programa Saúde da Família (PSF), é uma estratégia de reorientação assistencial, mediante a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde. Estas equipes são responsáveis pelo acompanhamento de um número definido de famílias, localizadas em uma área geográfica delimitada. As equipes atuam com ações de promoção da saúde, prevenção, recuperação, reabilitação de doenças e agravos mais freqüentes, e na manutenção da saúde desta comunidade, ultrapassando os limites classicamente definidos. O objetivo do Programa Saúde da Família é a reorganizar a prática de atenção à saúde, levando-a mais próxima da família, para melhorar a qualidade de vida, tendo produzido resultados positivos nos principais indicadores de saúde das populações assistidas às equipes saúde da família (Ministério da Saúde).

A estratégia do PSF foi iniciada em junho de 1991, com a implantação do Programa de Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Em janeiro de 1994, foram formadas as primeiras equipes de Saúde da Família, incorporando e ampliando a atuação dos agentes comunitários (cada equipe do PSF tem de quatro a seis ACS; este número varia de acordo com o tamanho do grupo sob a responsabilidade da equipe, numa proporção média de um agente para 150 a 200 famílias)  (SILVA, 2003).

O atendimento é prestado na unidade básica de saúde ou no domicílio, pelos profissionais (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde) que compõem as equipes de Saúde da Família (SILVA, 2003).

Função dos profissionais que compõem a equipe:

Médico Atende a todos os integrantes de cada família, independente de sexo e idade, desenvolve com os demais integrantes da equipe, ações preventivas e de promoção da qualidade de vida da população.

Enfermeiro Supervisiona o trabalho do ACS e do Auxiliar de Enfermagem, realiza consultas na unidade de saúde, bem como assiste às pessoas que necessitam de cuidados de enfermagem, no domicílio.

Auxiliar de enfermagemRealiza procedimentos de enfermagem na unidade básica de saúde, no domicílio e executa ações de orientação sanitária.

Agente Comunitário de Saúde Faz a ligação entre as famílias e o serviço de saúde, visitando cada domicílio pelo menos uma vez por mês; realiza o mapeamento de cada área, o cadastramento das famílias e estimula a comunidade (SILVA, 2003).

Cada equipe é capacitada para:

  • Conhecer a realidade das famílias pelas quais é responsável, por meio de cadastramento e diagnóstico de suas características sociais.
  • Identificar os principais problemas de saúde e situações de risco aos quais a população que ela atende está exposta.
  • Elaborar, com a participação da comunidade, um plano local para enfrentar os determinantes do processo saúde/doença.
  • Prestar assistência integral, respondendo de forma contínua e racionalizada à demanda, organizada ou espontânea, na Unidade de Saúde da Família, na comunidade, no domicílio e no acompanhamento ao atendimento nos serviços de referência ambulatorial ou hospitalar.
  • Desenvolver ações educativas e intersetoriais para enfrentar os problemas de saúde identificados (SILVA, 2003).

Tarefas do Agente Comunitário de Saúde:

¨      Cadastrar e diagnosticar as famílias, permitindo melhor conhecimento delas.

¨      Mapear a área, para melhor conhecer as ruas, os locais onde irá atuar, facilitando o planejamento e desenvolvimento do trabalho.

¨      Identificar as micro-áreas de risco, por exemplo, esgoto a céu aberto, sem a devida canalização, dentre outros problemas.

¨      Fazer visitas domiciliares pelo menos uma vez por mês.

¨      Desenvolver ações coletivas, ou seja, reuniões e encontros com diferentes grupos.

¨      Desenvolver ações intersetoriais com outros setores indiretamente envolvidos na saúde (SILVA, 2003).

A atuação da equipe se dá na seguinte forma:

  • Atenção curativa → se caracteriza pelo tratamento da doença.
  • Prevenção de Doenças → é uma ação antecipada, para tornar improvável a ocorrência de uma doença ou qualquer outro dano à saúde, com base no conhecimento de sua causa.
  • Promoção da Saúde → são ações que não se dirigem á determinada doença ou dano, mas que contribuem para que a população tenha mais saúde e bem-estar (SILVA, 2003).

Monitoramento e Avaliação O acompanhamento das ações e os resultados das atividades realizadas pelas equipes do PACS/PSF são monitorados pelo Sistema de Informação de Atenção Básica (Siab). Criado em 1998, foi pensado como instrumento gerencial dos Sistemas Locais de Saúde, adotando como conceitos básicos território, problema e responsabilidade sanitária, completamente inserido no contexto de reorganização do SUS no país, o que fez com que assumisse características distintas dos demais sistemas existentes (SILVA, 2003).

Alimentação Saudável

O que é alimentação saudável?

É uma dieta composta de proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, cálcio, e outros minerais, como também rica em vitaminas. Para isto necessitamos de uma dieta variada, que tenha todos os tipos de alimentos, sem abusos e tambem sem exclusões.

Variar os tipos de cereais de carnes, de verduras, legumes e frutas, alternando as cores dos alimentos.

As vitaminas e minerais é que dão as diversas colorações.

Quais os alimentos que contém proteínas?

*carne;

*peixe;

*leite;

*ovos;

*feijão e trigo.

Quais os tipos de alimentos que contém carboidrato?

*peito de frango;

*batata doce;

*brocolis e espinafre;

*pães;

*mandioca;

*cereais(arroz, aveia, milho, pipoca)

*mel.

Quais os tipos de alimentos que contém fibras?

*frutas;

*vegetais;

*pão integral;

*nozes;

*legumes;

*cereais integrais e farelos.

Quais os tipos de alimento que contém calcio?

*espinafre;

*agrião;

*brócolis;

*leite e seus derivados;

*iogurte;

*couve-manteiga.

Quais os tipos de alimentos que contém minerais?

*leite;

*peixe;

*ervilha seca;

*feijão;

*castanhas.

PIRÂMIDE ALIMENTAR

piramide_alimentar

Avaliação Antropométrica: Circunferência da Cintura, Quadril, RCQ e Bioimpedância

1. RAZÃO CINTURA-QUADRIL

A razão cintura-quadril (RCQ) é um índice simples e prático para a identificação da distribuição da gordura, podendo ser usado como índice do nível de adiposidade, mas não independente das concentrações de colesterol e pressão sanguínea.

Além disso, independente do nível geral de sobrepeso, a proporção da circunferência cintura-quadril é associada aos níveis diversos de lipídios, lipoproteínas e insulina, sendo por isso considerado como um forte preditor de doença cardíaca coronariana.

Para a realização das medidas da RCQ, utiliza-se a seguinte padronização: as medidas de circunferências são realizadas na cintura e no quadril, sendo que para a mensuração da cintura, os indivíduos permanecem na posição ortostática, com o abdome relaxado, a fica deverá ficar posicionada no plano horizontal, ao nível natural da cintura, que é a parte mais estreita do tronco. Para as medidas do quadril, os indivíduos continuam na posição ortostática, sendo a fita posicionada no plano horizontal, ao nível do ponto de maior circunferência da região glútea.

A razão cintura-quadril é obtida através da seguinte fórmula:

RCQ = Circunferência da Cintura (cm)

Circunferência do Quadril (cm)

TABELA 1. Normas para a classificação da Razão Cintura-Quadril no sexo masculino.

Idade Baixo Moderado Alto Muito alto
Até 29 < 0,83 0,83 – 0,88 0,89 – 0,94 > 0,94
30-39 < 0,84 0,84 – 0,91 0,92 – 0,96 > 0,96
40-49 < 0,88 0,88 – 0,95 0,96 – 1,00 > 1,00
50-59 < 0,9 0,90 – 0,96 0,97 – 1,02 > 1,02
>59 < 0,91 0,91 – 0,98 0,99 – 1,03 > 1,03

Fonte: Heyward e Stolarczyk (1996) apud Pitanga (2005).

TABELA 2. Normas para a classificação da Razão Cintura-Quadril no sexo feminino.

Idade Baixo Moderado Alto Muito alto
Até 29 <0,71 0,71 – 0,77 0,78 – 0,82 > 0,82
30-39 < 0,72 0,72 – 0,78 0,79 – 0,84 > 0,84
40-49 < 0,73 0,73 – 0,79 0,80 – 0,87 > 0,87
50-59 < 0,74 0,74 – 0,81 0,82 – 0,88 > 0,88
>59 < 0,76 0,76 – 0,83 0,84 – 0,90 > 0,90

Fonte: Heyward e Stolarczyk (1996) apud Pitanga (2005).

Na prática, uma relação superior a 1,0 para os homens e 0,85 para as mulheres é indicativo de risco para o desenvolvimento de doenças coronarianas.

2. CIRCUNFERÊNCIA DA CINTURA

Ultimamente recomenda-se a medida isolada da circunferência da cintura, com a finalidade de verificar complicações metabólicas associadas à obesidade, correlaciona-se fortemente com o IMC e parece predizer melhor o tecido adiposo visceral. No entanto a OMS (1997) recomenda que utilize a medida da cintura com cautela, pois há necessidade de mais estudos que verifiquem a variabilidade dos pontos de corte em diferentes populações.

Para a medição da circunferência da cintura, o paciente deve ficar em pé, utiliza-se uma fita métrica não extensível que deverá circundar o indivíduo na linha natural da cintura, que é a regia mais estreita entre o tórax e o quadril, no ponto médio entre a costela e a crista ilíaca. A leitura deve ser feita no momento da expiração. A figura 1 demonstra a forma de medir a circunferência da cintura.

cinturaFigura 1.

TABELA 3. Circunferência da cintura de acordo com o gênero em Caucasianos.

Elevado Muito Elevado
Homem > 94 cm > 102 cm
Mulher > 80 cm > 88 cm

3. CIRCUNFERÊNCIA DO QUADRIL

O indivíduo a ser avaliado deverá estar utilizado roupas finas, e deve ser orientado a retirar quaisquer objetos do bolso da calça, para evitar erros na hora da medição. A fita métrica deve ficar ajustada no plano horizontal, onde a medição ocorrerá ao nível do ponto de maior circunferência da região glútea. A figura 2 demonstra a forma de realizar a medida do quadril.

quadril 2figura 2.

4. BIOIMPEDÂNCIA

A análise da bioimpedância é um rápido, não-invasivo, e relativamente pouco dispendioso método para a avaliação da composição corporal em estudos clínicos e de campo. Nesse método, uma corrente elétrica de baixa intensidade passa através do corpo do cliente, e a impedância (Z), ou oposição ao fluxo da corrente, é medida com o analisador de bioimpedância. A água corporal total do indivíduo pode ser estimada através da mensuração por bioimpedância porque os eletrólitos da água do corpo são excelentes condutores da corrente elétrica. Quando o volume de água corporal é grande, o fluxo de corrente elétrica pelo corpo é mais fácil. A resistência (R) ao fluxo da corrente é maior em indivíduos com maior quantidade de gordura corporal, uma vez que o tecido adiposo é um pobre condutor de corrente elétrica, devido ao pequeno conteúdo de água.  Em virtude do conteúdo de água do corpo livre de gordura ser grande (73% de água), a massa livre de gordura pode ser predita através da estimativa da água corporal total. Indivíduos com grande quantidade de massa livre de gordura e água corporal total têm menor resistência ao fluxo da corrente, comparado com aqueles que têm pouca massa corporal livre de gordura.

As principais vantagens são:

Não requer alto nível de habilidade do técnico;

É mais confortável e não retira a privacidade do cliente;

Pode ser usado para estimar a composição corporal de indivíduos obesos.

Guia Alimentar para a Saúde do Coração

CORAÇÃO

Recomendações alimentares para a saúde do seu coração

A alimentação saudável é indispensável para a prevenção e tratamento de doenças, inclusive as do coração. Com as recomendações abaixo, você terá uma alimentação equilibrada e saudável.

Aprendendo sobre os diferentes tipos de gorduras:

Saturadas: são aquelas que promovem o aumento dos níveis de colesterol. São encontradas principalmente nas gorduras das carnes, leite integral e seus derivados, biscoitos recheados, croissants, tortas, sorvetes cremosos, coco, gordura de coco e azeite de dendê.

Polinsaturadas: são aquelas que não promovem o aumento do colesterol. São encontradas em alguns óleos vegetais (soja, milho, girassol) e margarinas cremosas, e estão presentes também na gordura de alguns peixes (cavala, arenque, truta, sardinha).

Monoinsaturadas: também não promovem o aumento do colesterol. São encontradas principalmente no azeite de oliva, óleo de canola, amendoim, avelã, nozes, castanha de caju e abacate.

Gordura Trans: outro tipo de gordura que aumenta o colesterol. Os alimentos ricos em gorduras trans são as margarinas, gorduras industriais utilizadas na preparação de sorvetes, chocolates, cremes, molhos prontos, maionese e algumas sobremesas cremosas e gordura hidrogenada utilizada para frituras.

Colesterol: o colesterol presente nos alimentos interfere nos níveis de colesterol no sangue. Encontrado apenas em alimentos de origem animal.

Triglicérides: é um tipo de gordura presente no sangue, que em níveis elevados pode estar associado ao consumo de alimentos gordurosos e ricos em carboidratos (açúcar, mel, bolos, doces em geral, chocolates, balas, refrigerantes, pães, massas, tortas, fubá e farinhas). A bebida alcoólica também deve ser evitada.

Dicas Importantes:

1. Inclua fibras na alimentação: cereais, verduras, legumes e leguminosas (feijão, soja, lentilha, grão de bico).

2. Alterne carnes vermelhas magras com peixes e aves durante a semana.

3. Evite frituras e alimentos gordurosos.

4. Controle o consumo de massas, pães e carboidratos em geral, evite consumir dois tipos destes na mesma refeição. Exemplo: arroz com macarrão, batata com arroz, pães nas refeições.

5. Não esqueça de tomar líquidos durante o dia.

6. Elabore sua refeição bem colorida e variada. Exemplo: Arroz, feijão, alface, cenoura ralada, frango com cebolinha, suco de goiaba e gelatina de abacaxi. Coloque no seu prato alimento de várias cores e sabores.

7. Utilize óleos vegetais em pequenas quantidades no preparo de alimentos.

Terapia nutricional na Hipertrigliceridemia

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Pacientes com níveis muito elevados de triglicérides e que apresentem quilomicronemia, devem reduzir a ingestão de gordura total da dieta. Recomenda-se a ingestão de no máximo 15% das calorias diárias na forma de gordura. Na hipertrigliceridemia secundária à obesidade ou diabete, recomenda-se, respectivamente, dieta hipocalórica, adequação do consumo de carboidratos e gordura, controle da hiperglicemia, além da restrição total do consumo de álcool (SPOSITO e BERTOLAMI, 2007).

A abstenção do consumo de álcool é recomendada não só para a hipertrigliceridemia, mas para todos os tipos de dislipidemias (como as hipercolesterolemias), pois é freqüentemente acompanhado de aumento dos TG e, às vezes dos quilomícrons. Além disso, também devem ser incluídas atividades físicas com freqüência, cerca de três a seis vezes por semana, com aproximadamente 40 minutos de exercício aeróbico, que deve ficar na faixa de 60-80% da freqüência cardíaca máxima (SPOSITO e BERTOLAMI, 2007).

O tratamento primário da hipertrigliceridemia é a modificação do estilo de vida, que inclui o controle do peso, dieta pobre em gordura saturada e colesterol, exercícios regulares, não fumar e, em alguns pacientes, restrição ao uso de bebidas alcoólicas. A hipertrigliceridemia normalmente acompanha a obesidade, sedentarismo e intolerância a glicose. O tratamento farmacológico estará indicado nos casos de doença coronariana, história familiar de DAC precoce, hipercolesterolemia concomitante com HDL baixo ou hipertrigliceridemia por alteração genética que reconhecidamente leve a um risco aumentado de DAC como na disbetalipoproteinemia e na hiperlipidemia familiar combinada (ISOSAKI, 2006).

Um pouco sobre a Água:

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A água faz parte da vida de todos os seres vivos, do planeta, da constituição de todos os compostos orgânicos. A água é a fonte de vida, e como tal participa de alguma forma de todas as reações do organismo. É o único nutriente que pode ser encontrado na natureza sob a sua forma pura, H2O (ANDRADE, 2006).

 

A fração de água de um alimento pode ser representada pela umidade. O teor de umidade permite a classificação do alimento em perecíveis e não perecíveis. Só por esta classificação fica fácil de compreender que a água promove processos químicos e bioquímicos nos alimentos. Sendo assim, todos os processos de conservação dos alimentos giram em torno de modificar a fração de água, pois mantém os nutrientes em sua melhor proporção impedindo alterações físico-químicas, não modificando o valor nutritivo do produto (ANDRADE, 2006).

 

Quanto maior o percentual de água do alimento, menor é sua densidade energética; portanto alimentos cujo conteúdo de água é elevado têm menor probabilidade de causar excesso de peso e obesidade (BRASIL, 2005).

 

A água de consumo humano é um dos importantes veículos de enfermidades diarréicas de natureza infecciosa, o que torna primordial a avaliação de sua qualidade microbiológica. As doenças de veiculação hídrica são causadas principalmente por microrganismos patogênicos de origem entérica, animal ou humana, transmitidos basicamente pela rota fecal-oral, ou seja,  são excretados nas fezes de indivíduos infectados e ingeridos na forma de água ou alimento contaminado por água poluída com fezes (AMARAL et al, 2003).

 

Atenção especial deve ser dada ao abastecimento público de água tratada e à orientação para o consumo de água tratada, fervida ou filtrada, de boa qualidade, uma vez que a água é um potencial veículo de doenças. Principalmente entre crianças, são comuns as diarréias causadas por agentes infecciosos transmitidos pelo consumo de água de má qualidade e não tratadas (BRASIL, 2005).

 

Água, o símbolo comum da humanidade, respeitada e valorizada em todas as religiões e culturas, tornou-se também um símbolo da equidade social, pois a crise da água é sobretudo de distribuição, conhecimento e recursos, e não de escassez absoluta. Assim, a maior parte das decisões relativas aos recursos hídricos implicam problemas de acesso e privação (SELBORNE, 2001).

 

O controle da água é controle da vida e das condições de vida. Nas duas últimas décadas várias conferências internacionais importantes postularam a necessidade de que se adote um compromisso ético com respeito ao suprimento das necessidades básicas de água da humanidade: Mar del Plata, em 1977; a Conferência sobre a água e o Meio Ambiente, em Dublin; a Cúpula da Terra no Rio de Janeiro, em 1992; a avaliação dos recursos de água doce do mundo, de 1997, patrocinada pelas Nações Unidas; e outras mais (SELBORNE, 2001).

 

BIBLIOGRAFIA:

AMARAL, Luiz Augusto do et al. Água de consumo humano como fator de risco à saúde em propriedades rurais. Revista de Saúde Pública. 2003; 37(4):510-4.

ANDRADE, Édira Castello Branco de, Análise de alimentos: Uma visão química da nutrição. São Paulo: Livraria Varela, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição. Guia alimentar para a população brasileira: Promovendo a alimentação saudável. Brasília: Ministério da Saúde, 2005.

SELBORNE, Lord. A ética do uso da água doce: um levantamento. Brasília: UNESCO, 2001. 80p.

 

Nutrição e envelhecimento

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1. INTRODUÇÃO

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o idoso como “uma pessoa com 65 anos ou mais nos países desenvolvidos, e 60 anos nos países em desenvolvimento”. O aumento dessa população vem sendo observado no mundo inteiro, o que ocorre em função da melhoria na qualidade de vida, somado ao avanço da ciência e tecnologia aplicados na área da saúde. Segundo o IBGE, estima-se que no Brasil, entre 1950 e 2025, a quantidade de idosos aumentará 16 vezes contra cinco vezes da população total.

É fundamental que o idoso apresente uma dieta equilibrada em carboidratos, proteínas, gorduras. O atendimento das necessidades de vitaminas e minerais é essencial, pois esses nutrientes, além de atuar regulando diversas funções no organismo, agem como antioxidante e previnem o envelhecimento e aparecimento de doenças. Além disso, é importante a refeição apresentar aspectos agradáveis, como a cor, sabor, aroma e textura, e que seja priorizado o prazer no momento da refeição, atendendo as preferências do idoso.

A nutrição e a alimentação na terceira idade ainda são áreas pobres em investigação, sendo pouco exploradas e não tendo recebido a atenção que lhes é devida. Em alguns países desenvolvidos, muitas pesquisas têm sido feitas, visando a identificar o consumo alimentar de idosos, porém na América Latina, particularmente no Brasil, essas investigações praticamente inexistem.

Atualmente, sabe-se que as principais causas de morte entre idosos são previsíveis e passíveis de prevenção, através de ações relativamente baratas. Estudos mostram que derrames cerebrais e os infartos são as enfermidades que mais matam idosos no país, e considera-se que é possível reduzir as ocorrências através de um programa efetivo de controle da pressão arterial ou ainda pela introdução de hábitos saudáveis. Os programas de controle para idosos podem não apenas evitar as mortes precoces, mas também reduzir o sofrimento com as seqüelas de algumas doenças.

O envelhecimento da população brasileira surge acompanhado de uma transição social. A busca por asilos surge como uma alternativa para as famílias de baixa renda ou para idosos que perderam seus vínculos familiares. Porém, a mudança para a instituição impõe alterações na rotina diária desses idosos, que podem acarretar modificações de hábitos alimentares e fragilizar a saúde destes indivíduos.

1.1. Alterações fisiológicas e nutricionais  do envelhecimento:

1.1.1.   Alterações fisiológicas:

As mudanças fisiológicas verificadas nos idosos refletem não apenas o processo de evelhecimento mas também os efeitos de anos em exposição a agentes ambientais, além de processos de doença. Em geral, há um declínio na estrutura e funcionamento do corpo com idade avançada. O declínio resulta na capacidade de reserva diminuída dos vários  sistemas orgânicos, que consequentemente produzem capacidades homeostásica reduzidas, tornando o idoso mais vulnerável a estressadores, tais como as doenças, trauma, cirurgia,  medicações e mudanças ambientais (PORTH,  2004)

Pele:

A pele é constituída por duas camadas, a epiderme e a derme. A epiderme é formada puramente de células, enquanto a derme é constituída por tecido conjuntivo que contém fibras colágenas e elásticas que dão elasticidade e firmeza à pele. Com o envelhecimento, essas fibras alteram-se e a elastina torna-se porosa, perdendo, assim, a elasticidade e dando o aspecto da pele do idoso, evidenciado pelas rugas. As espessuras da pele e do subcutâneo diminuem, os vasos sangüíneos rompem-se com facilidade, propiciando o aparecimento de equimoses aos menores traumas e predispondo a hipotermia em condições ambientais de grande resfriamento (CUCE; GOMES, 2002). São também comuns manchas salientes e escuras, conhecidas como queratose seborréica. Essas alterações são intensificadas nas áreas de pele expostas a luz (PORTH, 2004).

A pálpebra inferior tende a ficar com formato de bolsa, por apresentar edema juntamente com herniação de gordura (CUCE; GOMES, 2002).

As glândulas sudoríparas e sebáceas diminuem sua atividade, resultando em pele seca e áspera, mais sujeita às infecções e mais sensível às variações de temperatura. Há diminuição da regulação térmica pela menor sudorese, o que pode levar ao choque térmico em situações de grande aquecimento (PORTH, 2004).

O número de melanócitos reduz, o que resulta em palidez da pele do idoso e também sofrem alterações no seu funcionamento em certas regiões como face e dorso da mão, levando à formação de manchas hiperpigmentadas, marrons, lisas e achatadas. O envelhecimento causa modificação na pilificação corpórea. Há diminuição do numero de pêlos, exceto em algumas regiões como narinas, orelhas e sobrancelhas(PORTH, 2004).

As unhas do idoso tornam-se opacas, frágeis, finas e sem brilho (PORTH, 2004). Apresentam diminuição da velocidade de crescimento, a partir da terceira década, e estrias longitudinais em 67% das pessoas com mais de 70 anos. Pode também ocorrer onicodistrofia e onicogrifose (CUCE, GOMES, 2002).

Musculatura:

O envelhecimento é acompanhado por declínio progressivo na altura, especialmente entre as mulheres mais idosas. Este declínio em altura é atribuído principalmente à composição da coluna dorsal. A composição do corpo também muda. A quantidade de gordura aumenta, e a massa corpórea magra e água corpórea total diminuem com o avanço da idade (PORTH, 2004).

A perda de células musculares com a idade depende do grau de atividade física que o indivíduo exerce, de seu estado nutricional e do aspecto hereditário. Os diferentes músculos sofrem o processo de atrofia de modo diferente no mesmo indivíduo. Os músculos que se usam menos atrofiam-se mais (SOUZA, 2002).

A esse declínio muscular relacionado à idade designa-se sarcopenia, termo que denota o complexo processo do envelhecimento muscular associado à diminuição da massa, da força, e da velocidade de contração. A etiologia da sarcopenia é multifatorial, envolvendo alteração no metabolismo do músculo, alterações endócrinas e fatores nutricionais e genéticos. O grau de sarcopenia não é o mesmo para diferentes músculos e varia entre os indivíduos. É importante destacar que o declínio muscular é maior nos membros inferiores, o que compromete o equilíbrio, a marcha e a ortostase (SOUZA, 2002).

Microscopicamente, encontra-se no citoplasma da célula muscular do idoso acúmulo de substância eletrodensa com estrias longitudinais, de significado desconhecido e miofibrilas desorganizadas (SOUZA, 2002).

Sistema Respirtório:

As alterações determinadas pelo envelhecimento afetam desde os mecanismos de controle até as estruturas pulmonares e extra-pulmonares que participam do processo de respiração (PORTH, 2004).

O processo de envelhecimento causa uma série de alterações fisiológicas que acometem a caixa torácica, os pulmões e a musculatura respiratória, acarretando prejuízo à função pulmonar de caráter variável e dependente de fatores endógenos exógenos (PORTH, 2004).

O envelhecimento modifica a constituição e forma do tórax. Observam-se redução da densidade óssea e conseqüente redução e achatamento das vértebras; redução dos discos intervertebrais; calcificação das cartilagens costais e das articulações costo-esternais. Essas modificações determinam o enrijecimento da caixa torácica, tornando mais importante a ação da musculatura abdominal e diafragmática na ventilação (SOUZA, 2002)

Nos pulmões, observa-se redução de peso de aproximadamente 20% entre os 30 e os 80 anos. Sua complacência encontra-se reduzida. A menor força de retraimento pulmonar e menor capacidade de expansão torácica acabam por determinar menor pressão negativa intrapleural e conseqüente menor distensão dos alvéolos e pequenas vias aéreas (CARVALHO; LEME, 2002).

Sistema Cardiovascular:

As principais alterações cardiovasculares associadas ao envelhecimento ocorrem no miocárdio, no nó sino-atrial, nas valvas cardíacas e vasos sangüíneos, caracterizando modificações tanto de ordem anatômica quanto funcional (PORTH, 2004).

Contrariamente ao que ocorre em outros órgãos, o processo de envelhecimento no miocárdio ocasiona um aumento do tamanho do coração e da es-pessura do ventrículo esquerdo. Isso ocorre em decorrência do aumento do tamanho dos miócitos e aumento do colágeno intercelular, apesar da redução do número de miócitos. A perda de miócitos é substituída por tecido fibroso e pode ser devida à perda de capilares da parede cardíaca (SOUZA, 2002).         Determinadas alterações anatômicas que estão ligadas a senescência são: o acúmulo de gordura, principalmente nos átrios e septo intercavitário; a fibrose disseminada não dependente de coronariopatias; o depósito de lipofuscina em fibras cardíacas; a hipertrofia do miocárdio ventricular, principalmente da câmara esquerda; calcificação do miocárdio e amiloidose senil (SOUZA, 2002).

Sistema Nervoso:

O sistema nervoso é o sistema biológico mais comprometido com o processo do envelhecimento, pois é responsável pela vida de relação (sensações, movimentos, funções psíquicas, entre outros) e pela vida vegetativa (funções biológicas internas).
As alterações mais importantes do envelhecimento ocorrem no cérebro. O cérebro diminui de volume e peso. Nota-se ema redução de 5% aos 70 anos e cerca de 20% aos 90 anos de idade. Ocorre certo grau de atrofia cortical, com conseqüente aumento volumétrico do sistema ventricular, que é bem evidenciado pelo estudo tomográfico (PORTH, 2004).

A redução da massa encefálica está associada à perda neuronal, que não é uniforme em todas as áreas cerebrais. Essa perda ocorre especialmente no córtex dos giros pré-centrais, que é a área motora voluntária, giros temporais e também no córtex do cerebelo.
Microscopicamente, nota-se, com o envelhecimento, o acúmulo de um pigmento, a lipofucsina, dentro das células nervosas. Esse está ausente nas células nervosas dos recém-natos. Entretanto, não é aceito por todos que a presença deste pigmento seja prejudicial ao funcionamento dos neurônios.(PORTH, 2004).

Com o envelhecimento, os dendritos dos neurônios deformam-se e diminuem de número em várias áreas do córtex, o que reduz a área de superfície para sinapses. Essas alterações podem evoluir até a morte completa da célula (SOUZA, 2002).

No giro do hipocampo do idoso, que é uma área associada à memória para fatos recentes, encontram-se as denominadas placas neuríticas e os emaranhados neurofibrilares. Esses são massas de neurofibrilas no interior do citoplasma neuronal, enquanto as placas neuríticas são massas de proteína amilóide situados entre os neurônios. O significado funcional desses elementos não é conhecido. No entanto, são observados em grande quantidade nos cérebros de pacientes com Alzheimer e doença de Parkinson. Em alguns idosos, o número desses elementos é pequeno e parece não alterar as funções celulares (SOUZA, 2002).

Na medula espinal, o processo de perda neuronal é observado após os 60 anos. A maneira como a perda de células nervosas afeta a função do sistema nervoso varia entre as pessoas e depende de vários fatores, entre os quais da região em que ela é mais intensa. Como conseqüência da perda de células nervosas, há um menor número de axônios nos nervos e também em sistema nervoso central (SOUZA, 2002) .

Função Renal:

Os estudos do envelhecimento renal têm apontado para uma contínua perda da função renal, iniciando-se a partir da quarta década, registrando cerca de 0,8 a 1% ou 0,8 a 1mL/min do ritmo de filtração glomerular (RFG) para cada ano de vida. Assim, a depuração de creatinina de 140mL/min/1,73m2 aos trinta anos pode reduzir para 97mL/min/1,73m2 aos 80 anos. O declínio do RFG não se acompanha de elevação da concentração de creatinina sérica. Essa concentração depende da massa muscular do indivíduo e é sabido que a massa muscular reduz com o envelhecimento. Os níveis plasmáticos de creatinina só se elevarão quando em adiantado comprometimento da função renal e, quando se toma por base a avaliação exclusiva da creatinina plasmática, pode ter-se a falsa idéia de um nível de função renal normal. A importância clínica dessa mudança na interpretação dos valores plasmático da creatinina está quando do uso de medicações de eliminação por via renal (NUSSENZIG, 2002).

Sistema imunológico:

A função imune declina com a idade. O envelhecimento humano é associado ao progressivo declínio na função imune e conseqüente aumento na freqüência de infecções. A maior parte das alterações imunológicas tem sido relacionada com a involução e atrofia do timo que, de forma gradual, perde até 95% de sua massa nos primeiros 50 anos de vida (PORTH, 2004).

Observam-se principalmente alterações dos linfócitos da linhagem T, responsáveis pela resposta imune celular, que são influenciados pelo timo e iniciam a resposta imune na presença de antígenos estranhos no corpo e também modulam a resposta imune para prevenir auto-imunidade e crescimento de tumores. Há redução da proliferação de linfócitos T (com exceção para os linfócitos T de memória); redução da ativação de linfócitos T auxiliares, citotóxicos e natural killer (NK) e redução da produção de algumas interleucinas, como a interleucina 2 (potente estimulador de proliferação de células T). Isso facilita o aumento da auto-anticorpos, elevando o risco do desenvolvimento de doenças autoimunes. Quanto aos linfócitos B, responsáveis pela resposta imune humoral (anticorpos), estudos mostram pouca ou nenhuma alteração nos idosos, com poucas modificações nos níveis de anticorpos (VEIGA, 2006).

Sistema Digestório:

O sistema digestório, assim como os demais sistemas, sofre modificações estruturais e funcionais com o envelhecimento. As alterações ocorrem em todo trato gastrintestinal da boca ao reto (PORTH, 2004).

Boca:

A perda de dentes não é uma conseqüência inevitável do envelhecimento. Sem dúvida, as alterações involutivas que atingem com freqüência os tecidos da cavidade bucal do idoso geram menor capacidade de sustentação e menor eficiência da defesa imunitária da cavidade oral, possivelmente facilitando a maior proliferação bacteriana e conseqüente agressão ao aparelho periodontal (PORTH, 2004). Tudo isso, somado à falta de medidas preventivas terapêuticas, osteoporose e tabagismo culmina na perda dentária (ALENCAR, CURIATI, 2006).

A ausência de peças dentárias e a utilização de próteses interferem na capacidade e eficiência do processo de mastigação, influenciando negativamente na escolha dos alimentos. Percebe-se um consumo menor de carnes, frutas e vegetais e um aumento da ingestão de doces, resultando numa perda da qualidade da dieta, podendo interferir com uma igestão inadequada de energia, ferro, vitaminas, principalmente vitamina C, folato e betacaroteno (FRANK; SOARES, 2002).

As alterações involutivas determinam atrofia e perda de elasticidade que vão desde a mucosa, passando pelos tecidos subjacentes e de sustentação, pelas estruturas musculares, até alcançar as estruturas ósseas (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Não são observadas alterações na função mastigatória com o envelhecimento. Uma dentição estável e a falta de problemas médicos que afetem a produção salivar ou o paladar resultam na manutenção dessa função. Saúde bucal deteriorada, com perda de dentes, pode ser um fator etiológico para comprometimento do estado nutricional e perda de peso no idoso. Pequenas alterações na percepção dos sabores podem ocorrer como resultado da atrofia das papilas linguais (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Esôfago:

Com o envelhecimento, a musculatura lisa pouco se altera, porém, há uma importante e progressiva redução de sua inervação intrínseca. Essa alteração é a maior responsável pelas modificações da motilidade observadas no idoso. O conjunto de alterações observadas foi denominado presbiesôfago e inclui: aumento da freqüência de contrações terciárias (não propulsivas), a presença de aperistalse e distúrbios funcionais do esfíncter esofágico superior e inferior. O presbiesôfago é a principal causa da disfagia esofágica e caracteriza-se por menor amplitude de contrações peristálticas síncronas que conduzem o alimento e pela presença de contrações assíncronas que dificultam a progressão (ALENCAR, CURIATI, 2006).

O presbiesôfago e os episódios de refluxo gastroesofágico com duração mais prolongada tornam o deglutir do idoso dificultado, com atraso no seu esvaziamento, aumentando o risco de aspirações. Essas observações têm implicações clínicas importantes, como a necessidade de administrar medicamentos por via oral acompanhados de razoável quantidade de líquidos, na posição ortostática. Ulcerações esofágicas podem ocorrer com o uso de certos medicamentos, como o cloreto de potássio, por retardo do esvaziamento gástrico (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Outras observações de alterações do envelhecimento esofágico são: maior prevalência de hérnia do hiato por flacidez muscular do hiato diafragmático, aumento do limiar da dor no esôfago, razão pela qual a gravidade dos sintomas dolorosos não se elaciona com a gravidade da lesão esofágica causada pelo refluxo ácido do estômago (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Estômago:

Tem-se notado também um declínio na produção da secreção ácida do estômago, secundário à diminuição do número de células parietais, relacionado com a atrofia gástrica. A acloridria aumenta com a idade e é observada em mais de 20% dos indivíduos com mais de 70 anos. Pode ocorrer deficiência de ferro como conseqüência da acloridria, já que a absorção desse íon necessita de meio ácido. É possível que a atrofia gástrica, a metaplasia e a neoplasia gástrica estejam relacionados ao H. pylorii e não esteja presente em idosos completamente saudáveis. A prevalência da colonização por essa bactéria é maior nas fases mais avançadas da vida, podendo chegar a 75%. O tempo de esvaziamento gástrico encontra-se discreta a moderadamente aumentado, podendo prejudicar a digestão e interferir na absorção de medicamentos (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Pâncreas:

O pâncreas sofre alterações tanto estruturais quanto funcionais com o envelhecimento. Seu peso reduz-se de uma média de 60 ± 20g para menos de 40g na nona década de vida. Há redução da capacidade de secreção de lipase e de bicarbonato, com manutenção da reserva funcional pancreática, que parece estar associada com a tolerância reduzida para refeições ricas em lipídios e dificuldade na absorção de vitaminas lipossolúveis. É também descrita redução de secreção de insulina (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Fígado e vesícula biliar:

O fígado sofre com os efeitos do envelhecimento, especialmente nos que interferem com a metabolização de medicações. O peso do fígado reduz de 2,5% do peso corporal total, num homem jovem, para 1,6% num nonagenário, assim como seu fluxo sanguíneo (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Sobre a função secretora, nota-se redução da secreção de albumina, colesterol, ácidos biliares e aumento da secreção de alfa-ácido glicoproteínas. Estudos comparando jovens com idosos saudáveis observaram redução de cerca de 37% na sintetize protéica total pelo fígado dos 69 aos 91 anos (ALENCAR, CURIATI, 2006).

A vesícula biliar tem seu esvaziamento dificultado com o processo de envelhecimento. É descrito aumento do colesterol contido na bile, assim como uma alta prevalência de cálculos de via biliar em indivíduos octogenários (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Intestino:

A absorção de lipídios apresenta-se discretamente reduzida, especialmente em situações de sobrecarga, e parece estar relacionada à redução de secreção de lipase e sais biliares e capacidade reduzida de formação de triglicérides pela mucosa.
Alguns estudos mostram que outros nutrientes podem ter sua absorção reduzida com o envelhecimento como: vitamina D, ácido fólico, vitamina B12, cálcio, cobre, zinco, ácidos graxos e colesterol. A absorção de outros pode estar aumentada, como é o caso da glicose e da vitamina A. Os resultados, no entanto, são controversos e de significância clínica questionável (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Cólon:

A maior freqüência de constipação entre os idosos pode ser explicada por uma série de fatores extrínsecos ao cólon, como a redução da atividade física, dieta pobre em fibras e líquidos, perda de eficácia prensa abdominal, por alterações da coluna que levam a uma aproximação do gradil costal às cristas ilíacas e fraqueza da musculatura da parede abdominal. Fatores intrínsecos, como diminuição da motilidade colônica, do tônus muscular e da função motora do cólon ainda precisam ser melhor estudados (ALENCAR, CURIATI, 2006).

Visão:

Há um declínio geral na acuidade visual com a idade, e quase todas as pessoas com mais de 65 anos precisam de correção visual, para ler a distância. O declino ocorre como resultado de diâmetro pupilar menor, perda de poder de refração do cristalino e aumento na dispersão da luz. O problema visual mais comum em idosos é a presbiopia ou dificuldade de enfocar objetos próximos. Ela é causada principalmente pela elasticidade diminuída do cristalino e atrofia do músculo ciliar (PORTH, 2004).

Audição:

A perda de audição é comum entre os idosos, e algum grau de prejuízo é quase inevitável com o avanço da idade. Foi relatado que 25% das pessoas independentes com 65 a 74 anos de idade e 40% das com 75 anos ou mais têm prejuízos auditivos, tendo até 70% dos idosos institucionalizados dificuldades de audição (PORTH, 2004).

Paladar e olfato:

O olfato declina com o envelhecimento, possivelmente como resultado da atrofia generalizada dos bulbos olfativos e perda moderada dos neurônios olfativos (PORTH, 2004).

O sentido do paladar diminui com a idade, mas se acredita que nos idosos é menos afetado do que o olfato. Como o paladar e o olfato são necessários para saborear um alimento, os idosos podem não ter tanto prazer em comer quanto na sua juventude (PORTH, 2004).

1.1.2.   Fatores de Risco para o Estado Nutricional do Idoso:

Os fatores de risco na nossa sociedade estão agrupados pela sua área de abrangência, de forma que possibilitem a identificação da magnitude do problema (FRANK; SOARES, 2002).

1.1.2.1.   Fatores socioeconômicos:

ü      Ingestão Inadequada de alimentos:

No que se refere aos idosos, a ingestão inadequada de alimentos constitui um risco nutricional, devido à obtenção e à forma de preparo do alimento (FRANK; SOARES, 2002).

A inadequação de nutrientes pode estar relacionada com a renda mensal per capita dos idosos e reflete no consumo de alimentos (os grupos mais afetados são leite e derivados, frutas e carnes) que está diretamente relacionado com o nível de renda dos idosos (FRANK; SOARES, 2002).

A situação de pobreza está relacionada com o estado nutricional devido ao difícil acesso aos alimentos, levando os idosos a uma pequena variedade de escolha. Ale disso, a baixa renda dificulta o acesso a serviços básicos (saúde, moradia, entre outros) e acesso aos medicamentos (FRANK; SOARES, 2002).

1.1.2.2 .   Fatores Psicossociais:

O conhecimento dos fatores psicossociais pelo nutricionista é de suam importância na intervenção alimentar e nutricional do idoso. Muitas vezes, a relação do idoso com a alimentação fica afetada pelas desordens afetivas que os idosos são acometidos, determinando, assim, seu comportamento alimentar, como a perda de amigos e parentes próximos, isolamento social, ausência de um papel social que o valorize (FRANK; SOARES, 2002).

O isolamento social e a solidão fragilizam o idoso e o tornam susceptível a influências externas, enquanto a baixa estima e a imagem corporal negativa aumentam a susceptibilidade de influência da pessoa em relação aos  fatores internos, afetando a aceitação da alimentação pelo idoso devido a não estar estimulado, em função de estar só ou devido a presença de conflitos familiares;o idoso pode agir reduzindo a quantidade ingerida ou não se interessando em se alimentar, fazendo opção por alimentos industrializados de rápido preparo (FRANK; SOARES, 2002).

A depressão é freqüentemente diagnosticada nos idosos, associando ao estado nutricional pela redução da ingestão de nutrientes. A falta de apetite é um sintoma que sugere a depressão (PORTH, 2004).

Todas as ações praticadas em torno da alimentação, como selecionar os alimentos; preparar; seguir ou não a orientação de uma dieta; a relação cognitiva com o alimento; o significado simbólico da “comida” enquanto reflexo do modo de pensar, sentir e interagir no interior das relações sociais são exemplos que caracterizam o comportamento alimentar na terceira idade (FRANK; SOARES, 2002).

1.1.3. Necessidades Nutricionais:

Em indivíduos idosos geralmente ocorre um declínio na função dos órgãos. Dessa forma pode-se esperar que muitas dessas alterações na função normal influenciem as necessidades nutricionais do indivíduo (SHILLS, 2006).

Energia:

Nos idosos, assim como em toda a população, a quantidade energética ingerida na alimentação é fundamental para manter um estado nutricional adequado. Uma alimentação diversificada, com alimentos de diferentes fontes, oferece os nutrientes necessários para uma nutrição equilibrada, desde de que ingeridos na quantidade recomendada para suprir os gastos energéticos (SOUZA, 1998).

As necessidades protéicas, calóricas e de lipídeos diárias não são muito diferentes das de grupos mais jovens de pessoas. Deve-se ter o cuidado de adequar a dieta para os indivíduos com dificuldade de mastigação e deglutição. As restrições dietéticas, decorrentes de doenças específicas, como a diabetes ou das insuficiências de órgãos, devem ser respeitadas, o que não significa que a alimentação não possa ser saborosa. Eventualmente será mais importante recuperar ou preservar o estado nutricional de um idoso doente, prestando a atenção no prazer da alimentação e na conservação do apetite, do que respeitar restrições dietéticas muito rígidas (FRANK; SOARES, 2002).

O fracionamento das refeições, assim como a diminuição do seu volume contribuem para o processo de digestão, absorção e aproveitamento dos alimentos. Recomenda-se o consumo de quatro a seis refeições diárias. Além disso, é importante a refeição apresentar aspectos agradáveis, como a cor, sabor, aroma e textura. (FERREIRA, 2004)

A redução na massa magra corpórea e a atividade física estão associadas com a necessidade total de energia. O metabolismo basal reduz cerca de 10% até os 60 anos e aumenta com passar da idade, influenciando diretamente com a diminuição do gasto energético (FERREIRA, 2004).

O gasto energético diário é estimado mediante a soma do metabolismo basal e as atividades físicas. Para determinar a taxa metabólica basal recomenda-se a utilização da equação da Organização Mundial da Saúde, OMS, 1996 que considera o peso corporal. A energia gasta com a atividade física pode ser mensurada e avaliada em tabelas com o gasto energético por tipo de atividade. (SHILLS, 2006)

Proteína:

Os idosos apresentam diminuição na síntese e degradação protéica, além de uma menor massa magra, assim, o fornecimento protéico é fundamental (FERREIRA, 2004).

Dietas ricas em proteína podem ser menos digeridas e absorvidas no idoso, a julgar por um pequeno aumento no conteúdo de nitrogênio fecal em resposta a uma carga de proteína. Porém, são poucas as informações disponíveis sobre alterações da absorção de aminoácido e peptídeos no idoso em quantidades maiores que o usual (SHILLS, 2006).

A RDA atual de protéina (0,8 g/kg/dia) é adequada para idosos quando igestões ecssivas de energia são observadas (SHILLS, 2006).

Carboidrato:

A absorção de carboidrato pode ser ligeiramente prejudicada com o avanço da idade, embora a função renal diminuída possa interferir na interpretação de resultados  de testes “de absorção” baseados na excreção urinária (SHILLS, 2006).

Não existe RDA de carboidrato na dieta. Entretanto, o Departamneto de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a Associação Americana de Cardiologia e a Sociedade Americana de Câncer , entre outros, recomendam que o carboidrato da dieta constituam de 55 a 60% das calorias, com um aumneto na proporção de carboidratos complexos para açúcares simples (SHILLS, 2006).

Gordura:

Quando medidas em níveis normais de consumo a digestão e absorção de gordura no idoso são equivalentes às dos  adultos jovens. Mas, em níveis elevados na dieta (120g/dia), os idosos mostraram ligeiramente menos absorção de gordura que os adultos jovens, pessoas institucionalizadas podem abrsover ainda menos (SHILLS, 2006).

Não há uma RDA para gordura total. Todavia, é amplamente admintido que uma prudente dieta com 30% ou menos de calorias na forma de gordura (menos de 10% de ácidos graxos saturados, 10 a 15% monoinsaturados e não mais que 10% polinsaturados) pode se tão importante no idoso quanto em adultos jovenspara a prevenção ou melhoria de doenças crônicas tais como cardíaca ou câncer (SHILLS, 2006).

Fibra:

Substâncias essenciais para o bom funcionamento intestinal, além de terem ação no retardo do esvaziamento gástrico, promovendo aumento da sensação de saciedade, e interferirem na taxa de absorção de nutrientes como a glicose e o colesterol (OLIVEIRA, 2003).

No idoso é muito freqüente a obstipação, ocasionada, por um lado, pela atonia do tubo digestivo e pela diminuição das secreções digestivas e, por outro lado, pela falta de fibra. Esta falta de fibra obriga ao cálculo da quantidade de fibra fornecida pelos GRUPOS IV e V  e dos alimentos mais indicados (pão de mistura, vegetais verdes, e frutos) para se conseguir um equilíbrio em fibra (FRANK; SOARES, 2002).

Pouco se sabe a cerca das necessidades de fibra dietética dos adultos ou pessoas idosas. Entretanto, os vários tipos de fibra dietética encontradas em uma dieta mista têm diferentes efeitos mecânicos e metabólicos no trato gastrointestinal. As recomendações de consumo de fibra para o idoso podem ser as mesmas que para o adulto, cerca de 25g/dia (SHILLS, 2006).

Liquido:

Nos idosos, tão ou mais freqüente do que a desnutrição é a desidratação, que deverá ser apropriadamente diagnosticada e corrigida pelos que os tiverem assistindo. A alimentação do idoso obedece aos mesmos princípios da de outras faixas etárias. A atenção especial que requerem algumas particularidades do envelhecimento, não cria nenhuma dificuldade ou cuidado extraordinário (FRANK; SOARES, 2002).                                                                           A água deve merecer atenção especial, principalmente nesta faixa etária, na qual a desidratação é o distúrbio hidroeletrolítico mais comum (FERREIRA, 2004).                           A desidratação entre pessoas idosas relaciona-se com as seguintes causas básicas: a utilização de medicamentos que induzem ao aumento do volume urinário diário, como diuréticos e anti-hipertensivos e a redução na sensibilidade da sede, mediada pelo cérebro. Além dos já citados, o envelhecimento acarreta maior ressecamento das mucosas, entre elas a mucosa oral denominada xerostomia ou boca seca (SCHLENKER, 1994).                                   O sistema renal diminui sua capacidade com a idade, assim como os idosos sentem menos sede que os mais jovens, gerando uma privação de água. Esta pode ocorrer por um distúrbio cognitivo, pela diminuição da sede ou por debilidade física. Contudo, a água deve ser controlada, assim como a dieta e os medicamentos, principalmente, para idosos que requerem um maior cuidado (SHILLS, 2006).                                                                              O equilibrio hidrico no idoso é tão importante quanto em outros grupos etários. Muitas vezes a desidratação passa desapercebida no idoso. Na ausência de problemas clínicos graves, o consumo de 30ml/kg/dia provavelmente é suficiente no idoso (SHILLS, 2006).

Vitaminas e Minerais:

O uso de suplementos vitamínicos e de minerais pelos idosos pode ser uma alternativa a ser considerada quando há consumo de dietas inadequadas ou alguma enfermidade específica. Porém, seu uso não pode ser extrapolado, visto que uma dieta equilibrada pode suprir as necessidades do indivíduo (SHILLS, 2006).

O cálcio é um dos principais micronutrientes relacionados com o envelhecimento, além de ser o mais abundante no corpo humano. O metabolismo do cálcio está diretamente relacionado com a perda da massa óssea ou osteopenia, podendo atingir a osteoporose. Além disso, a absorção de cálcio está diminuída no idoso, sendo mais um fator de contribuição da doença. A suplementação pode ser necessária para grupos de risco, como mulheres na pós-menopausa com histórico familiar da doença, raça branca, baixo peso, sedentárias e com exposição solar inadequada (FERREIRA, 2004).

Segundo as DRIs, a recomendação de cálcio para a população acima dos 51 anos é de 1200mg/dia (FERREIRA, 2004).

A vitamina D é um outro fator relacionado ao metabolismo ósseo, sendo necessário um controle adequado na ingestão deste nutriente. O estilo de vida do idoso, prática de atividade física, reposição hormonal e a genética devem ser levados em consideração. Além disso, o consumo de cafeína, alimento comum entre idosos, hábito de fumar e excesso de álcool podem comprometer negativamente a massa óssea (SHILLS, 2006).

Contudo, o acompanhamento do paciente idoso é extremamente necessário para que o mesmo tenha uma dieta equilibrada e mantenha a saúde (FERREIRA, 2004).

Bibliografia:

ALENCAR, YMG; CURIATI, JAE. Envelhecimento do aparelho digestivo. Geriatria: Fundamentos, Clínica e Terapêutica. 2a ed. São Paulo: Atheneu; 2002.pp.311-30.

CARVALHO, E.T.; LEME, L.E.G.. Envelhecimento do sistema respiratório. Geriatria: Fundamentos, Clínica e Terapêutica. 2ª ed. São Paulo: Atheneu; 2002. p.291-5.

COZZOLINO, S.M.F. Biodisponibilidade de nutrientes. 1.ed. São Paulo: Manole, 2005.

CUCE, LC; GOMES, P.A. Envelhecimento cutâneo. Aspectos dermatológicos. In: Papaléo Neto M, Carvalho Filho ET. Geriatria: Fundamentos, Clínica e Terapêutica. 2a ed. São Paulo: Atheneu; 2002.pp.591-8.

FERREIRA, M.T., et al. Rev. Nutrição Saúde e Performance. Necessidades nutricionais no idoso ativo., São Paulo, p.35-40, jan./fev./mar. 2004.

FRANCO, Guilherme. Tabela de Composição Química dos Alimentos. 9ª edição, São Paulo: Atheneu, 2007.

FRANK, Andréia Abdala; SOARES, Eliane de Abreu. Nutrição no Envelhecer. São Paulo: Atheneu, 2002.

NUSSENZIG, I. Envelhecimento renal. Geriatria: Fundamentos, Clínica e Terapêutica. 2a ed. São Paulo: Atheneu; 2002.pp.425-9.

OLIVEIRA, J.E. Dutra de. Ciências Nutricionais. 1ª edição, São Paulo: Savier, 2003.

PORTH, Carol Mattson. Fisiopatologia. 6ª edição, Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2004.

SCHLENKER, E.D. Nutrición en el Envejecimiento. Mosby:  Madrid, 1994.

SHILLS, Maurice E. Tratado de Nutrição Moderna na Saúde e na Doença. 9ª edição, Vol 1, São Paulo, Manole, 2006.

SOUZA, F.T.F.S., MOREIRA, E.A.M. Qualidade de vida na terceira idade: saúde e nutrição. Rev. Cien. Saúde, Florianópolis, v.17, n.2, p.55-76, jul./dez. 1998.

SOUZA, R.S. Anatomia do envelhecimento. Geriatria: Fundamentos, Clínica e Terapêutica. São Paulo: Atheneu; 2002.pp.35-42.

VEIGA, A.M.V. Imunidade e envelhecimento. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2a ed. Rio de Janeiro: Guanabara-Koogan, 2006. pp.846-855.

Boas práticas para serviços de alimentação e nutrição: Higiene e Legislação de Alimentos

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Quem é o manipulador de alimentos?

É a pessoa que lava, descasca, corta, rala, cozinha, ou seja, prepara os alimentos.

Há micróbios espalhados por todo o nosso corpo. A maior quantidade está no nariz, na boca, nos cabelos, nas mãos (inclusive unhas), nas fezes, no suor e no sapato. Use cabelos presos e cobertos com redes ou toucas.

O uniforme deve ser usado somente na área de preparo dos alimentos. O uniforme pode servir de transporte de micróbios causadores de doenças para o interior da área de preparo dos alimentos, contaminando-os.

 

Dicas Importantes:

 

* Lave bem as mãos antes de preparar os alimentos e depois de usar o banheiro, de atender o telefone e de abrir a porta. Na área de preparo, a pia para lavar as mãos não deve ser a mesma para a lavagem dos vasilhames. Mantenha as unhas curtas e sem esmalte. Lavar as mãos é uma das melhores formas de evitar a contaminação dos alimentos por micróbios patogênicos.

*  Preste atenção para não fumar, comer, tossir, espirrar, cantar, assoviar, falar demais ou mexer em dinheiro durante o preparo de alimentos. Como a grande quantidade de micróbios patogênicos é encontrada na boca, no nariz e nos ouvidos, fumar, tossir, espirrar, cantar, assoviar ou até falar demais podem contaminar os alimentos.

*   Se estiver doente ou com cortes e feridas, não manipule os alimentos. A pessoa doente (com diarréia, vômito, gripe, dor de garganta ou conjuntivite) apresenta um alto número de micróbios que podem facilmente contaminar os alimentos.

 

* O local de trabalho deve ser limpo e organizado. Para isso, mantenha o piso, a parede e o teto conservados e sem rachaduras, goteiras, infiltrações, mofos e descascamentos.

*  Faça a limpeza sempre que necessário e ao final das atividades de trabalho.

*   Para impedir a entrada e o abrigo de insetos e outros animais, as janelas devem possuir telas e devem ser retirados os objetos sem utilidade das áreas de trabalho.

*  O local de trabalho deve ser mantido bem iluminado e ventilado.

*  As lâmpadas devem estar protegidas contra quebras

*   As superfícies que entram em contato com os alimentos, como bancadas e mesas, devem ser mantidas em bom estado de conservação, sem rachaduras, trincas e outros defeitos.

*   Nunca guarde os produtos de limpeza junto com os alimentos. Os desinfetantes, os detergentes e outros produtos de limpeza contêm substâncias tóxicas que podem contaminar os alimentos.

* Não use e não compre produtos com embalagens amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com furos ou vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito.

 

Quais cuidados devem ser tomados com os ingredientes usados no preparo dos alimentos?

* Armazene imediatamente os produtos congelados e refrigerados e depois os produtos não-perecíveis.

*  Os locais de armazenamento devem ser limpos, organizados, ventilados e protegidos de insetos e outros animais.

 

 

* Não use e não compre produtos com embalagens amassadas, estufadas, enferrujadas, trincadas, com furos ou vazamentos, rasgadas, abertas ou com outro tipo de defeito.

*    Limpe as embalagens antes de abri-las.

*  Os ingredientes que não forem utilizados totalmente devem ser armazenados em recipientes limpos e identificados com:

– nome do produto;

– data da retirada da embalagem original;

– prazo de validade após a abertura.

 

Como preparar os alimentos com higiene?

*    Lave as mãos antes de preparar os alimentos e depois de manipular alimentos crus (carnes, frangos, peixes e vegetais não lavados).

*   O alimento deve ser bem cozido, em altas temperaturas de forma que todas as partes do alimento atinjam no mínimo a temperatura de 70ºC. Para ter certeza do completo cozimento, verifique a mudança na cor e textura na parte interna do alimento.

*   Durante a utilização dos óleos e gorduras pode haver alterações no cheiro, sabor, cor, formação de espuma e fumaça. Esses sinais indicam que o óleo deve ser trocado imediatamente.

*   Os alimentos congelados e refrigerados não devem permanecer fora do freezer ou geladeira por tempo prolongado.

*  Não descongele os alimentos à temperatura ambiente. Deixe o alimento na geladeira até descongelar. As carnes devem ser descongeladas dentro de recipientes.

*   Os funcionários que manipulam o alimento (mesmo com guardanapos, pegadores e talheres) não podem pegar em dinheiro).

 

 

v     O que são Boas Práticas?

São práticas de higiene que devem ser obedecidas pelos manipuladores desde a escolha e compra dos produtos a serem utilizados no preparo do alimento até a venda para o consumidor. O objetivo das Boas Práticas é evitar a ocorrência de doenças provocadas pelo consumo de alimentos contaminados

 

v     O que são Doenças Transmitidas por Alimentos (DTA)?

São doenças provocadas pelo consumo de alimentos que ocorrem quando micróbios prejudiciais à saúde, parasitas ou substâncias tóxicas estão presentes no alimento.

 

v     O que é contaminação?

Normalmente, os parasitas, as substâncias tóxicas e os micróbios prejudiciais à saúde entram em contato com o alimento durante a manipulação e preparo. Esse processo é conhecido como contaminação.

v     Quando os micróbios se multiplicam nos alimentos?

Os micróbios multiplicam-se nos alimentos quando encontram condições ideais de nutrientes, umidade e temperatura.

v     Como deve ser o local de trabalho?

O local deve ser limpo e organizado, pois a sujeira é ideal para o crescimento de micróbios, logo manipular alimentos em ambientes sujos é uma forma de contaminar os alimentos.

As superfícies que entram em contato com os alimentos, como bancadas e mesas, devem ser mantidas em bom estado de conservação, sem rachaduras, trincas e outros defeitos. Esses defeitos favorecem o acúmulo de líquidos e sujeiras e restos de alimentos, possibilitando que os micróbios patogênicos se multipliquem rapidamente. Não se esqueça que essa regra também se aplica às tábuas de corte utilizadas no preparo dos alimentos.

 

v     Quais cuidados devem ser tomados com a água?

Use somente água potável para o preparo dos alimentos e do gelo. A caixa d’água deve estar conservada, tampada, sem rachaduras, vazamentos, infiltrações e descascamentos. A caixa d’água deve ser lavada e desinfetada (higienizada) no mínimo a cada 6 meses.

Os micróbios patogênicos e os parasitas podem ser transmitidos por meio da água. Por isso, é importante utilizar água tratada ou, quando não for possível, conhecer a qualidade da água que está sendo utilizada. A água tratada pode ser contaminada com terra, poeira, fezes de animais, insetos, etc. Por isso, deve ser mantida tampada e higienizada, no mínimo, duas vezes por ano.

 

v     O que fazer com o lixo?

A cozinha deve ter lixeiras de fácil limpeza, com tampa e pedal. Retire sempre o lixo para fora da área de preparo de alimentos em sacos bem fechados. Após o manuseio do lixo, deve-se lavar as mãos. O lixo, além de atrair insetos e outros animais para a área de preparo dos alimentos, é um meio ideal para a multiplicação de micróbios patogênicos.

 

Fonte: ANVISA, RDC 216. Disponível em: http://www.avisa.gov.br

A Alimentação saudável para crianças e adolescentes

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Siga os 10 passos!!

1º Passo:

Procure oferecer alimentos de diferentes grupos, distribuindo em pelo menos três refeições e dois lanches por dia.

 

2º Passo:

Inclua diariamente alimentos como cereais (arroz, milho, aveia, trigo, centeio), tubérculos (batata, inhame), raízes (mandioca, beterrabas, cenouras, rabanetes e nabo), pães e massas (macarrão, etc.) distribuindo esses alimentos nas refeições e lanches dos seus filhos ao longo do dia.

 

3º Passo:

Procure oferecer diariamente legumes e verduras como parte das refeições das crianças. As frutas podem ser oferecidas nas refeições, sobremesas e lanches.

 

4º Passo:

Ofereça feijão com arroz todos os dias, ou no mínimo cinco vezes na semana.

 

5º Passo:

Ofereça diariamente leite e derivados, e carnes, aves e peixes ou ovos nas refeições principais de seu filho.

 

6º Passo:

Alimentos gordurosos como frituras devem ser evitados. Prefira alimentos cozidos, assados ou grelhados.

 

7º Passo:

Evite oferecer balas, bombons, refrigerantes, sucos industrializados, biscoitos doces e recheados, salgadinhos e outras guloseimas no dia a dia.

 

8º Passo:

Diminua a quantidade de sal na comida.

 

9º Passo:

Estimule a criança a beber bastante água e sucos naturais de frutas durante o dia, de preferência nos intervalos das refeições, para manter a hidratação e a saúde do corpo.

 

 

10º Passo:

Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV, jogando videogame ou brincando no computador.

 

 

A obesidade na infância e adolescência

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A obesidade é um distúrbio complexo e sua etiopatogenia engloba processos neurológicos, patológicos, endócrinos, psicológicos, genéticos, sociais, culturais e ambientais, que incluem sedentarismo, hábitos alimentares inadequados e abandono do tabagismo; ou seja, é muito mais do que “comer em excesso”. (GUYTON e HALL, 2006)

 

Segundo Nobrega, 1998, a obesidade é caracterizada  pelo acúmulo acentuado de gordura nos adipócitos, podendo ser um processo generalizado ou afetar mais precisamente certas partes do corpo humano.  Quando esse acúmulo ocorre principalmente na região abdominal, obesidade andróide ou do tipo “maçã”, há maior risco para o aparecimento ou agravamento de hipertenção arterial, diabetes mellitus e dislipidemia, aumentando a morbimortalidade por doenças cardiovasculares.

 

A obesidade na adolescência acarreta um fator de risco maior de mortalidade cardiovascular e de todas as outras causas em homens adulto, e também incidência cardiovascular em ambos os sexos, idependente do peso do indivíduo. Estimativas apontam que 30 a 80% das crianças com excesso de peso permanecem com sobrepeso quando adultos. As crianças também parecem ser mais responsivas à terapia de redução de peso acompanhada pela reeducação alimentar do que os adultos. (GUYTON e HALL, 2006)

 

Papel do ambiente físico

Em área altamente urbanizadas, o acesso reduzidos para a prática de exercícios ou preocupação exagerada com a segurança podem reduzir a oportunidade da realização de atividade das crianças. (SHILLS, 2006)

 

Papel do ambiente comportamental

  • Ambiente Familiar → As crianças cujos pais são obesos têm um risco maior de desenvolverem obesidade. Crianças que são vítimas de abandono dos pais e aquelas que sofrem de problemas psicossociais aumentados parecem ter u risco maior de desenvolvimento de obesidade (SHILLS, 2006).
  • Dieta → A obesidade ocorre quando a ingestão de energia excede o gasto. Os dois únicos componentes arbtrários da relação com o equilíbrio da proporção de energia são a ingestão de alimentos e a energia despendida em atividade física.  Os registros dietéticos podem ajudar a identificar os alimentos que são o alvo apropriado  da terapia ou padrões alimentares que poderiam der modificados para reduzir a ingestão calórica do paciente individualmente. Estudos dos padrões de alimentação ou de consumo de alimentos podem ser uma abordagem mais frutífera ao exame do palpel da dieta na gênese da obesidade infantil (SHILLS, 2006).
  • Atividade →  O aumento com a idadde na energia despendida em atividadwe física afirmam que alterações na atividade não explicam adequadamente o risco aumentado de obesidade que acompanha o período de repercussão de obesidade ou a adolescência (SHILLS, 2006).

 

Atendimento nutricional

Para o atendimento nutricional a pessoas com sobrepeso ou obesidade é necessário os seguintes aspectos:

  • Dados clínicos e laboratoriais (colesterol total e frações, triglicérides, glicose, hemograma, ácido úrico, sódio, potássio). Para o diabético é recomendado também o exame de hemoglobina glicosilada;
  • Avaliação do estado nutricional.
  • Detecção do padrão de distribuição da gordura corpóral através da circunferência abdominal;
  • Levantamento da alimentação habitual, em que são avaliadas a qualidade e a quantidade dos alimentos consumidos;
  • Verificação da frequência de consumo alimentar, da regularidade da alimentação e dos horários das refeições;
  • Levantamento das experiências prévias com dietas e tratamentos para emagrecimento, com seus respectivos resultados;
  • Avaliação dos horários em qua há sensação de fome; se há ou não atividade paralela à alimetnação; local, com quem as faz, qual o sentimento presente nesse momento e a velocidade de realização das refeições.

 

Objetivos da Dietoterapia

  • Diminuir a sobrecarga cardíaca;
  • Reduzir a morbimortalidade por doenças cardiovasculares;
  • Contribuir para a diminuição e estabilização dos níveis pressóricos e séricos de colesterol, triglicérides e glicose;
  • Melhorar a evolução clínica do paciente.

 

O envolvimento da família no tratamento da obesidade infantil e adolescente é decisivo pois o paciente pediátrico raramente é responsável pela compra, preparação ou por servir o alimento (OLIVEIRA, 2003).

 

Independente da gravidade da obesidade, a primeira consideração em qualquer indivíduo obeso é a manutenção do peso, que se dá através da modificação dietética.(SHILLS, 2006)

 

A ingestão calórica reduzida deve permanecer a pedra angular da terapia de redução de peso, porque é mais fácil alcançar deficit calórico com menor ingestão alimentar que por aumento da atividade física (OLIVEIRA, 2003)..

 

Recomendações razoáveis são as propostas pela Conferência Internacional de Consenso sobre as Diretrizes de Atividade Física para Adolescentes, as quais sugerem que os adolescentes  devem participar em 3 ou mais sessões  por semana de atividade moderada a vigorosa que durem 20 minutos ou mais. Porém,  recomendações de atividades vigorosas não são apropriadas para adolescentes macisamente obesos que podem alcançar gasto máximo de energia com a marcha. Nesse gurpo, aumento simples na atividade física é o objetivo (OLIVEIRA, 2003).

A Educação Alimentar e Nutricional na Escola

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A educação nutricional ou reeducação nutricional pode ser definida como qualquer conjunto de experiências de aprendizagem, designadas para facilitar a adoção voluntária de comportamento alimentar, ou relacionando a nutrição, que conduza a saúde e bem estar (OLIVARES et al, 1998).

 

A reeducação nutricional deve ser vista como um processo contínuo que tem como objetivo mais do que informar, para serem efetivos, programas de educação nutricional devem incorporar métodos que realmente provoquem a mudança do comportamento alimentar (WEIS et al, 2007).

 

No estudo realizado por Mainard, 2005, os alunos demonstram que necessitam de mais informações por parte dos professores ou nutricionistas quanto à educação alimentar e nutricional. O objetivo da Educação Nutricional, a longo prazo, é de permitir ao indivíduos tomarem decisões sobre nutrição de acordo com conhecimentos científicos, levando-se em consideração seus objetivos próprios, como também valores e estilo de vida (MAINARD, 2005 apud CAROBA, 2002), sendo o ambiente escolar considerado o ideal para desenvolver conhecimentos, atitudes e habilidades, sendo dessa forma, a educação nutricional quando mais cedo for introduzida maior será a probabilidade de influenciar a formação de hábitos desejáveis (MAINARD, 2005).

 

Os professores precisam informar-se bem, quanto às orientações da pirâmide alimentar a respeito da quantidade e qualidade de alimentos a ingerir, para poder discutir o assunto com mais propriedades em sala de aula (MAINARD, 2005).

 

Os pais dos alunos devem procurar inteirar-se dos estudos dos filhos nesse assunto, auxiliando-os em casa, comprando alimentos saudáveis e orientando ao quê e quanto de alimentos ingerirem, é interessante que conversem com os filhos quanto aos interesses ocultos das propagandas veiculadas, sobretudo pela televisão (MAINARD, 2005).

 

A formação de ambientes saudáveis é necessária, com o desenvolvimento de projetos que contemplem ações com outros atores da comunidade escolar, para o alcance dos objetivos. Deve-se lembrar que a promoção da saúde na escola divide-se em três áreas de ação: educações para a saúde, ambientes saudáveis e serviços de saúde e alimentação (SCHMITZ et al,2008).

 

BIBLIOGRAFIA:

MAINARD, Neuza. A Ingestão de alimentos e as orientações da escola sobre alimentação, sob ponto de vista do aluno concluinte do ensino fundamental. Piracicaba, 2005. Dissertação (Mestrado) Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.

OLIVARES, S et al. Educación em la nutrición em las escuelas. Food Nutrition e Agriculture. 22:5762, 1998.

SCHMITZ, Bethsáida de Abreu Soares et al. A escola promovendo hábitos alimentares saudáveis: uma proposta metodológica de capacitação para educadores e donos de cantina escolar. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24 Sup 2:S312-S322, 2008.

WEIS, Bruno; CHAIM, Nuria Abrahão; BELIK, Walter. Manual de Gestão Eficiente da Merenda Escolar. 3ª edição. São Paulo: Ação Fome Zero, 2007.

 

 

 

Alimentos Funcionais

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1. O que são alimentos funcionais?

São alimentos que além de fornecerem energia para o corpo e uma nutrição adequada, produzem outros efeitos que proporcionam benefícios à saúde, auxiliando na redução e prevenção de diversas doenças.

 

2. Qual a importância desses alimentos para a saúde?

Os alimentos funcionais podem atuar não só na prevenção de doenças, mas também no retardamento do envelhecimento precoce, melhorar aspectos estéticos como celulite, retenção hídrica, acne, queda de cabelo, pele seca, unhas frágeis e quebradiças.

3. Quais são eles e quais as suas funções?

  • ALIMENTO – Soja e derivados.
    SUBSTÂNCIA – Isoflavonas e Proteínas de soja
    BENEFÍCIOS – Ação estrogênica (reduz sintomas menopausa), anti-câncer e redução dos níveis de colesterol.
  • ALIMENTO – Tomate e derivados, goiaba vermelha, pimentão vermelho, melancia.                            SUBSTÂNCIA – Licopeno
    BENEFÍCIOS – Antioxidante, reduz níveis de colesterol e o risco de certos tipos de câncer como de próstata.
  • ALIMENTO – Alho e cebola
    SUBSTÂNCIA – Sulfetos alílicos (alil sulfetos)
    BENEFÍCIOS – Reduzem colesterol, pressão sanguínea, melhoram o sistema imunológico e reduzem risco de câncer gástrico.
  • ALIMENTO – Cereais integrais como aveia, centeio, cevada, farelo de trigo, etc, leguminosas como soja, feijão, ervilha, etc, hortaliças com talos e frutas com casca.
    SUBSTÂNCIA – Fibras solúveis e insolúveis
    BENEFÍCIOS – Reduz risco de câncer de cólon, melhora funcionamento intestinal. As solúveis podem ajudar no controle da glicemia e no tratamento da obesidade, pois dá maior saciedade.
  • ALIMENTO – Leites fermentados, Iogurtes e outros produtos lácteos fermentados SUBSTÂNCIA – Probióticos – Bífidobacterias e Lactobacilos                                                                                 BENEFÍCIOS- Melhora a função gastrointestinal,   reduzindo o risco de constipação e câncer de cólon.
  • ALIMENTO – Linhaça, noz moscada
    SUBSTÂNCIA – Lignanas
    BENEFÍCIOS – Inibição de tumores hormônio-dependentes.
  • ALIMENTO – Couve flor, repolho, brócolis, couve de bruxelas, rabanete, mostarda
    SUBSTÂNCIA – Indóis e Isotiocianatos
    BENEFÍCIOS – Indutores de enzimas protetoras contra o câncer, principalmente de mama.
  • ALIMENTO – Chá verde, cerejas, amoras, framboesas, mirtilo, uva roxa, vinho tinto.
    SUBSTÂNCIA – Catequinas.
    BENEFÍCIOS – Reduzem a incidência de certos tipos de câncer, reduzem o colesterol e estimulam o sistema imunológico.

 

4- Qual a diferença entre alimentos funcionais e nutracêuticos?

Um alimento pode ser considerado funcional quando além de nutrir, é capaz de afetar beneficamente uma ou mais funções no corpo, melhorando a saúde e bem-estar e/ou reduzindo o risco de doença. Um alimento funcional deve continuar sendo um alimento e deve demonstrar os seus efeitos em quantidades que possam normalmente ser ingeridas na dieta: não é uma pílula ou uma cápsula, mas parte do padrão alimentar normal . Os nutracêuticos são suplementos dietéticos que apresentam uma forma concentrada de um possível agente bioativo de um alimento , presente em uma matriz não alimentícia, e usado para melhorar a saúde, em dosagens que excedem àquelas que poderiam ser obtidas do alimento normal (exemplo: licopeno em cápsulas ou tabletes)

 

 

Genômica nutricional: Você já ouviu falar?

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Genômica Nutricional: Novos Estudos sobre as Interações entre Nutrição e o Genoma Humano

A genômica nutricional é o estudo das interações entre nutrição e o genoma, e inclui tanto a nutrigenômica quanto a nutrigenética (Figura 1). A terminologia ainda está sendo desenvolvida (Elliott & Ong, 2002, Müller & Kersten, 2003; DeBusk et al, 2005) e a definição de algumas das palavras-chave usadas nesta revisão é apresentada na Tabela 1. Por combinar novas tecnologias aos estudos da nutrição clássica, esta abordagem integrada tem como objetivo compreender como a dieta interage com o genoma humano para influenciar a saúde e a doença (Mathers, 2004; Ordovas & Corella, 2004).

Diversas pesquisas estão sendo realizadas no mundo todo, envolvendo uma extensa rede de pesquisadores (Kaput et al, 2005). A União Européia desempenha um papel central na genômica nutricional e a European Nutrigenomics Organisation (Organização Européia de Nutrigenômica) engloba 22 organizações de 10 países europeus. Organizações tais como a Nutrigenomics, dos Estados Unidos, e a Nutrigenomics da Nova Zelândia, também participam de amplas colaborações de pesquisas multidisciplinares (Tabela 2).

Interações entre o genoma, o meio-ambiente e agentes patogênicos têm conseqüências imediatas e a longo prazo, na saúde e na doença (Dauncey, 2004; Dauncey & White, 2004). Com doenças poligênicas multifatoriais, tais como a obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e câncer, é provável que a genética, a nutrição e o estilo de vida possam ser usadas para identificar os riscos e as intervenções alvo. A compreensão molecular de como a nutrição afeta o corpo como um todo, por alterar a expressão e a função genética, deve permitir a avaliação de requerimentos nutricionais individuais, e promover a melhora da saúde e da qualidade de vida.

Por diversos anos, o conhecimento detalhado de genes específicos favorece pesquisas sobre diversos aspectos das interações nutrição-gene. O seqüenciamento do genoma humano e o desenvolvimento de tecnologias de alta qualidade agora também permitem a realização de pesquisas sobre o impacto global da nutrição em células, tecidos, órgãos e sistemas fisiológicos específicos.


Autores

Dra. S. Astley

PhD – Gerente de Comunicação, The European Nutrigenomics Organisation (NuGO), Institute of Food Research, Norwich Research Park, UK.

Prof. Dra. M. J. Dauncey

PhD, ScD, FIBiol – Fellow do Wolfson College, Universidade de Cambridge, Reino Unido – Cientista Sênior & Orientadora em Ciências Nutricionais e Biomédicas – Professora Visitante em Instituições Internacionais

O que o celíaco pode ou não comer?

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PROIBIDOS:

Trigo (farinha de trigo, semolina, germe de trigo e farelo).

Aveia (flocos e farinha), Centeio, Cevada (farinha).

Malte, Cerveja, whisky, vodka, gin, e ginger-ale. Ovomaltine, bebidas contendo malte, cafés misturados com cevada.

Outras bebidas cuja composição não esteja clara no rótulo.

Leites achocolatados que contenham malte ou extrato de malte, queijos fundidos, queijos preparados com cereais proibidos.

Na dúvida ou ausência das informações corretas nas embalagens, não adquira o produto.

Patês enlatados, embutidos ( salame, salaminho e algumas salsichas ) Carnes à milanesa.

Extrato protéico vegetal, Proteína vegetal hidrolizada.

Mainoese, catchup, mostarda e temperos industrializados podem conter o glúten.

Leia com muita atenção o rótulo, os alimentos proibidos devem conter  a expressão CONTÉM GLÚTEN nos rótulos.

 

PERMITIDOS:

Arroz = farinha de arroz, creme de arroz, arrozina,  arroz integral em pó e seus derivados.

O creme de arroz não é um creme ou pasta, e sim um pó.

Milho = fubá, farinha, amido de milho ( maisena ), flocos, canjica e pipoca.

Batata = fécula ou farinha.

Mandioca ou Aipim =  fécula ou farinha, como a tapioca,  polvilho doce ou azedo.

Macarrão de cereais = arroz,  milho e mandioca.

Cará,  Inhame,  Araruta, Sagú, Trigo sarraceno.

Sucos de frutas e vegetais naturais, refrigerantes e chás.   Vinhos, champagnes, aguardentes e saquê. Cafés com selo ABIC.

Leite em pó, esterilizados ( caixas tetrapack ), leites integrais, desnatados e semi  desnatados.    Leite condensado, cremes de leite, Yacult.    Queijos frescos, tipo minas, ricota, parmesão. Pães de queijo. Para iogurte e requeijão, verifique observações nas embalagens.

Açúcar de cana, mel, melado, rapadura, glucose de milho, malto-dextrina, dextrose, glicose.   Geléias de fruta e de mocotó, doces e sorvetes caseiros preparados com alimentos permitidos.   Achocolatados de cacau, balas e caramelos.

Todos os tipos de carnes, incluindo presunto.

Manteiga, margarina, banha de porco, gordura vegetal hidrogenada, óleos vegetais, azeite.

Feijão, broto de feijão, ervilha seca, lentilha, amendoim, grão de bico, soja ( extrato protéico de soja, extrato hidrossolúvel de soja ).

Legumes e verduras: Todas

Sal, pimenta, cheiro-verde, erva, temperos caseiros, maionese caseira, vinagre fermentado de vinhos tinto e de arroz.

LEIA ATENTAMENTE OS RÓTULOS, PROCURANDO OS ALIMENTOS QUE CONTENHAM A SEGUINTE INFORMAÇÃO: NÃO CONTÉM GLUTÉN.
BIBLIOGRAFIA:

Associação dos Celíacos do Brasil. disponível em:  < http://www.acelbra.org.br/2004/alimentos.php&gt;

Doença Celíaca

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A doença celíaca é a intolerância permante ao glúten.

A Doença Celíaca geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença consiste em uma dieta totalmente isenta de glúten. Os portadores da doença não podem ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka,etc, quando estes alimentos possuírem o glúten em sua composição ou processo de fabricação. Devido a exclusão total de alguns alimentos ricos em carbohidratos e fibras, a dieta do Celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc) e proteínas (carne em geral) e em menor parte de carbohidratos (massas sem glúten, açúcares, etc). Todo Celíaco que não transgride a doença, tende a ter um aumento do peso corporal, e desta forma deve ter uma dieta equilibrada. Para tanto, deve diminuir a ingestão de proteínas, moderar o consumo de gorduras e aumentar o consumo de frutas, sucos naturais, verduras e legumes, tornando sua alimentação mais adequada e saudável.

O que é o GLÚTEN ?

É a principal proteína presente no Trigo, Aveia, Centeio, Cevada, e no Malte (ssub-produto da cevada), cereais amplamente utilizados na composição de alimentos, medicamentos, bebidas industrializadas, assim como cosméticos e outros produtos não ingeríveis. Na verdade, o prejudicial e tóxico ao intestino do paciente intolerante ao glúten são “partes do glúten”, que recebem nomes diferentes para cada cereal. Vejamos : No Trigo é a Gliadina, na Cevada é a Hordeína, na Aveia é a Avenina e no Centeio é a Secalina. O Malte, muito questionado, é um produto da fermentação da cevada, portanto apresenta também uma fração de glúten. Os produtos que contenham malte, xarope de malte ou extrato de malte não devem ser consumidos pelos Celíacos. O glúten não desaparece quando os alimentos são assados ou cozidos, e por isto uma dieta deve ser seguida à risca. O Glúten agride e danifica as vilosidades do intestino delgado e prejudica a absorção dos alimentos.

 

O quadro clínico da doença se manifesta com e sem sintomas. No primeiro caso, há duas formas:

A CLÁSSICA

É freqüente na faixa pediátrica, surgindo entre o primeiro e terceiro ano de vida, ao introduzirmos alimentação à base de papinha de pão, sopinhas de macarrão e bolachas, entre outros industrializados com cereais proibidos. Caracteriza-se pela diarréia crônica, desnutrição com déficit do crescimento, anemia ferropriva não curável, emagrecimento e falta de apetite, distensão abdominal (barriga inchada), vômitos, dor abdominal, osteoporose, esterilidade, abortos de repetição, glúteos atrofiados, pernas e braços finos, apatia, desnutrição aguda que podem levar o paciente à morte na falta de diagnóstico e tratamento.

NÃO CLÁSSICA

Apresenta manifestações monossintomáticas, e as alterações gastrintestinais não chamam tanto a atenção. Pode ser por exemplo, anemia resistente a ferroterapia, irritabilidade, fadiga, baixo ganho de peso e estatura, prisão de ventre, constipação intestinal crônica, manchas e alteração do esmalte dental, esterilidade e osteoporose antes da menopausa.

ASSINTOMATICA

E se não houver sintomas? Há ainda, a doença na forma assintomática. São realizados nestes casos, exames (marcadores sorológicos) em familiares de primeiro grau do celíaco, que têm mais chances de apresentar a doença (10%). Se não tratada a doença, podem surgir complicações como o câncer do intestino, anemia, osteoporose, abortos de repetição e esterilidade.

 

BIBLIOGRAFIA:

Associação dos Celíacos do Brasil. Disponível em: http://www.acelbra.org.br/2004/doencaceliaca.php

Cigarro você sabe os seus efeitos sobre o organismo?

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Cigarro você sabe os seus efeitos sobre o organismo?

Efeitos no cérebro:

Essa substância, quando usada ao longo do tempo, pode provocar o desenvolvimento de tolerância, ou seja, a pessoa tende a consumir um número cada vez maior de cigarros para sentir os mesmos efeitos que originalmente eram produzidos por doses menores.

Efeitos no resto do organismo:
A nicotina produz um pequeno aumento no batimento cardíaco, na pressão arterial, na freqüência respiratória e na atividade motora.
Quando uma pessoa fuma um cigarro, a nicotina é imediatamente distribuída pelos tecidos. No sistema digestivo provoca queda da contração do estômago, dificultando a digestão. Há um aumento da vasoconstrição e na força das contrações cardíacas.

Tabaco e gravidez:
Quando a mãe fuma durante a gravidez “o feto também fuma”, recebendo as substâncias tóxicas do cigarro através da placenta. A nicotina provoca aumento do batimento cardíaco no feto, redução do peso do recém-nascido, menor estatura, além de alterações neurológicas importantes, sem falar no maior risco de aborto espontâneo. Durante a amamentação, as substâncias tóxicas do cigarro são transmitidas para o bebê também através do leite materno.

Tabagismo passivo:
Os fumantes não são os únicos expostos à fumaça do cigarro pois os não-fumantes também são agredidos por ela, tornando-se fumantes passivos.
Os poluentes do cigarro dispersam-se pelo ambiente, fazendo com que os não-fumantes próximos ou distantes dos fumantes, inalem também as substâncias tóxicas.
Estudos comprovam que filhos de pais fumantes apresentam uma incidência 3 vezes maior de infecções respiratórias (bronquite, pneumonia, sinusite) do que filhos de pais não-fumantes.

Aspectos gerais:
O hábito de fumar é muito freqüente na população. A associação do cigarro com imagens de pessoas bem sucedidas, jovens, desportistas é uma constante nos meios de comunicação. Este tipo de propaganda é um dos principais fatores que estimulam o uso do cigarro. Por outro lado, os programas de controle do tabagismo, vêm recebendo um destaque cada vez maior em diversos países, ganhando apoio de grande parte da população.

Efeitos tóxicos:

A fumaça do cigarro contém um número muito grande de substâncias tóxicas ao organismo. Dentre as principais, citamos a nicotina, o monóxido de carbono, e o alcatrão.

O uso intenso e constante de cigarros aumenta a probabilidade da ocorrência de algumas doenças como, por exemplo, a pneumonia, câncer (pulmão, laringe, faringe, esôfago, boca, estômago, entre outros), enfarte miocárdio; bronquite crônica; enfisema pulmonar; derrame cerebral; úlcera digestiva; etc. Entre outros efeitos tóxicos provocados pela nicotina, podemos destacar ainda náuseas, dores abdominais, diarréia, vômitos, cefaléia, tontura, bradicardia e fraqueza.

13 maus hábitos que atrapalham a sua dieta

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13 maus hábitos que atrapalham a sua dieta

Proteja-se deles e emagreça muito mais rápido, sem passar fome nem raiva!

1.Ficar sem comer.

Reduzir demais o cardápio força o organismo a conservar energia, em vez de gastá-la. O resultado disso é que o metabolismo fica lento. É fundamental não pular nenhuma refeição e alimentar-se em um intervalo de no máximo três horas. O segredo para fazer isso sem ganhar nenhum quilinho? A moderação, claro. Fracionando a alimentação em pequenas porções ao longo do dia, você evita compensar a fome de leão de uma tarde inteira em jejum na hora do jantar.

2. Se alimentar de grandes expectativas.
É importante traçar uma meta de quilos que você deseja derreter. Mas ela precisa ser realista para poder ser alcançada. Do contrário, vem a frustração e um adeus ao programa alimentar por mais eficiente que ele tenha se mostrado.

3. Não beber líquidos.
Mais um ponto negativo. A hidratação do corpo literalmente lava as células e leva embora as toxinas que o organismo produz. Abuse daquele refrescante copo d água, da água-de-coco, dos sucos naturais (sem açúcar) e dos chás. Com um porém: nada de usar a água para enganar a fome. Ela pode até estufar seu estômago, mas a sensação dura pouco e você pode acabar esparramada no meio de um monte de guloseimas. O ideal é comer uma fruta nos intervalos das refeições, por exemplo.

4. Engolir a comida
Evite comer com pressa e mastigue lentamente os alimentos. O estômago demora quinze minutos para enviar uma mensagem ao nosso cérebro de que estamos satisfeitos. Ou seja, comendo rápido demais, seu organismo não tem tempo de avisar ao cérebro que você já está satisfeita.

5. Perder a medida do prato.
Evite levar à mesa travessas e recipientes com os alimentos. Assim você evita ficar beliscando e perdendo a noção da quantidade de comida. Conte as porções de cada alimento e monte seu prato com elas.

6. Cortar o prazer das refeições.
Toda dieta drástica é mais difícil de ser seguida. Não precisa ficar em abstinência de doces e massas, por exemplo. Se não estiver resistindo, coma um pedaço pequeno da sobremesa ou uma porção menor da lasanha. E, quando tiver mais opções, opte pela alternativa menos calórica.

7. Concentrar todos os esforços na dieta.
Não adianta nada fechar a boca e ficar todos os dias deitada, esperando os pneuzinhos se auto-destruirem. A conta é simples: se você consumir mais do que queima em calorias, não vai perder massa gorda.

8. Comer no meio do tumulto.
Prefira um lugar calmo e tranqüilo para se alimentar e prestar atenção nas garfadas. Na frente da televisão, por exemplo, é bem provável que você coma por impulso, sem nem perceber que já tinha alcançado a saciedade. Resumindo: calorias a mais, à toa!

9. Dispensar as fibras.
Elas são poderosíssimas, fazem seu intestino funcionar corretamente e ainda ajudam na regulagem de açúcar no sangue. São encontradas nas frutas, verduras e grãos integrais. Comece a refeição sempre pela salada, que antecipa a saciedade.

10. Achar que os rótulos são enfeites de embalagem.
A tabela nutricional contida no rótulo de cada produto é uma amigona da sua dieta. Observe o valor calórico, a quantidade de açúcar e os teores de gordura indicados. Leve para casa o que apresenta os menores níveis. Também escolha as embalagens menores, principalmente as de guloseimas. Tamanho família não combina com a redução de calorias.

11. Achar que é moda perder peso.
Primeiro, a boa notícia: sim, existe a dieta ideal. Agora, outra boa notícia: ela é uma só e inclui praticamente todos os alimentos. Ficou surpresa? Mas é isso mesmo: seu organismo só vai responder com a perda de peso se notar que todos os nutrientes indispensáveis estão sendo consumidos. Proteínas, carboidratos, frutas e verduras, nada deve ser cortado. Tomar só sopa por um mês inteiro? Bem, talvez você consiga perder mais líquido do que gordura e terá a falsa impressão de que enxugou o shape. Outra enganação Programas drásticos não promovem a reeducação alimentar. Com isso, o pouco que foi perdido volta em dobro e, numa próxima tentativa, você vai precisa de esforço dobrado para secar qualquer grama.

12. Ir ao fogão ignorando a dieta.
Ao preparar a comida, prefira sempre os ingredientes menos calóricos e saudáveis. Faça substituições inteligentes no cardápio. Troque o leite comum pelo desnatado; o creme de leite normal pelo light; reduza a quantidade de óleo na preparação dos pratos e dê preferência para pratos que passarão por cozimento às frituras

13. Virar imã da balança.
Todo o dia você corre para a danada, louca para saber quanto da silhueta já foi afinada? Em alguns casos, esse simples hábito pode ser um balde de água fria, emagrecendo a sua vontade.

Você tem fome e sede de quê?

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Saiba o que é a Fome Oculta

A chamada fome oculta é a carência nutricional de micronutrientes e/ou sais minerais, como vitaminas, ferro, zinco, cobre, selênio ou molibdênio. Ao contrário da desnutrição, que atinge especialmente a população carente, a fome oculta está presente em qualquer população, de qualquer faixa etária ou classe social.

A fome oculta traz alguma conseqüência?
Sim. O reflexo dessa carência vem ao longo dos anos, quando, ainda jovens, as pessoas manifestam problemas metabólicos importantes. Alguns desses problemas são a osteoporose (Síndrome que causa a fragilidade óssea), devido à falta de cálcio; a anemia, por falta de ferro; problemas na visão e na pele, devido à carência de vitamina A, Pode aumentar o risco do desenvolvimento de câncer, diabetes, problemas cardiovasculares, hipertensão e envelhecimento precoce. São problemas não facilmente perceptíveis e, depois que se manifestam, são muito difíceis de reverter. Muitas vezes, as pessoas já chegam à adolescência com carência de diversos nutrientes – o que, muitas vezes, não se nota de imediato.

Como os profissionais de saúde podem identificar a fome oculta?
A principal característica da doença é a dificuldade de diagnóstico e a ausência de sinais específicos em grande parte dos casos. Ela não é visível clinicamente como a desnutrição e pode ter diferentes causas, com distintas formas de tratamento.

O que pode ser feito para evitar a fome oculta?
A solução está em uma alimentação variável e completa, onde todas as refeições tenham frutas, legumes e verduras, e onde as calorias vazias (doces e refrigerantes, por exemplo) sejam deixadas de lado.
Cabe a cada um de nós ajudar a combater a fome – todas elas. Alimentação adequada desde o princípio da vida é a melhor forma de prevenção da fome oculta. É claro que antecedentes familiares e pré-natais influenciam, mas a dieta equilibrada, incluindo alimentação prolongada de leite materno, previne grande parte dos casos. A prevenção é de suma importância, visto que nem toda fome oculta é diagnosticável em fase funcional. Embora já existam exames laboratoriais capazes de detectar algumas deficiências, a carência de complexo B, por exemplo, só é diagnosticada a partir do aparecimento de sinais clínicos.

Hipertensão Arterial

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A Hipertensão Arterial pode ser definida como a presença de níveis tensionais acima do normal, tanto para pressão sistólica como para diastólica.

  • Quando a pressão se eleva, pode aparecer:

ü     Cefaléia – dor de cabeça

ü     Sensação de calor

ü     Dispnéia – dificuldade para respirar / cansaço

ü     Opressão no peito.

  • Em casos graves:

ü        alterações na consciência

ü        crises convulsivas

O que causa a pressão alta?

  • 90% dos casos de hipertensão não tem causa definida, podem ser classificados como casos de hipertensão primária.
  • 10% dos casos são secundários à outra doença e tratando-se a causa ela pode ser revertida.

Fatores de Risco Associados:

Alguns fatores podem aumentar a chance de manifestar a hipertensão ou agravá-la, como:

  • Obesidade
  • Fumo
  • Consumo de bebidas alcoólicas
  • Sedentarismo
  • Alimentação inadequada
  • Diabetes
  • Dislipidemias (colesterol e triglicérides elevados)

Quais as conseqüências e riscos da hipertensão?

A hipertensão pode levar a doenças como:

  • Doenças cerebro-vasculares (AVC –acidente vascular cerebral)
  • Doença arterial coronária
  • Insuficiência cardíaca
  • Insuficiência renal
  • Doença vascular de extremidades
  • Morte

Recomendação Nutricional:

Quais os alimentos devemos evitar para controlar a pressão arterial?

  • Frios e embutidos: lingüiça, salsicha, presunto, salame, mortadela…
  • Toucinho defumado, camarão seco, bacalhau, carne seca…
  • Queijos salgados: mussarela, prato, provolone, parmesão…
  • Temperos prontos (alho e sal, cubos, em pó)
  • Molhos industrializados (maionese, catchup, shoyu, mostarda, molho inglês, molho de tomate…)
  • Sopas prontas em pó
  • Alimentos congelados
  • Macarrão Instantâneo
  • Alimentos em conserva (lata): ervilha, milho (exceto o no vapor), palmito, azeitona, aspargo, sardinha, atum…
  • Bolachas salgadas e salgadinhos em pacote
  • Margarina e manteiga com sal

Recomendações Finais:

  • Consuma os alimentos cozidos, assados, grelhados ou refogados.
  • Use temperos naturais para dar sabor aos alimentos.
  • Inclua na alimentação verduras, legumes e frutas.
  • Consuma leguminosa e alimentos ricos em fibras.
  • Utilize carnes magras, peixes e aves sem pele.
  • Controle a quantidade de sal adicionada nos alimentos.
  • Evite alimentos e temperos industrializados.
  • Controle a quantidade de bebidas alcoólicas.

“Para o tratamento da hipertensão, deve-se realizar uma mudança de estilo de vida, incluindo uma alimentação equilibrada e novos hábitos, desde que sejam permanentes”.